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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

4 temas e um elogio, sincero, ao Governo!

Hoje na ordem do dia, estão os óscares e o caso Sócrates.
Podemos ainda procurar umas pistas sobre a possibilidade de candidatura de Manuela Ferreira Leite a Belém e claro, sobre a Grécia.

Pois bem, se são seguidores do PNP, e me conhecerem, saberão que de cinema percebo pouco, logo não opino e sobre justiça e casos a serem julgados, muito menos. Os dois primeiros temas estão de parte. Sobre as presidenciais e a Grécia.. bem, tenho escrito sucessivamente, e hoje trarei duas ou três notas sobre ambos. Mas o que vou esmiuçar um bocado é sobre o novo quadro comunitário. Um tema que nem todos estão por dentro, mas que não vou explicar aqui a parte teórica, isso aconselho este site, da empresa onde trabalho, que tem bastante e boa informação sobre a parte técnica, mas vou elogiar o Governo sobre a sua condução dos fundos comunitários.

O acordo que foi estabelecido entre a Zona Euro e a Grécia, que ainda bem que foi conseguido, coloca a nú aquilo que toda a gente sabe que existe, vive isso todos os dias, mas como é com os outros tende a criticar. Ora, se numa organização de 19 membros, com interesses económicos, políticos e sociais completamente distintos, com necessidades e realidades diferentes, é óbvio que as posições adotadas sejam também elas diferentes. E alguém tinha de estar a apoiar e estar contra as propostas gregas. Agora, a mim entristece-me, e não concordo, é que o meu país tenha estado ao lado da Alemanha, quem mais tem tirado proveito da fraqueza dos outros, nomeadamente contra um país que está a ter sérios problemas económicos e políticos nos últimos anos, traduzindo-se numa grave situação social. Mas a verdade seja dita, eu não votei em nenhum dos partidos que nos representa, é natural que não me identifique!

Quanto a Manuela Ferreira Leite ser potencial candidata a Belém, revela que a direita, com mais esta potencial candidatura, coloca-se à frente da esquerda, no que toca a número de candidatos. De Marcelo a Santana, com Ferreira Leite e Durão, a direita apresenta-se com 4 fortes potenciais candidatos. Por outro lado, a esquerda parece impreparada e sem grandes soluções, o que não é verdade porque Guterres ainda é potencial candidato, passando por Vitorino, Sampaio da Nóvoa como principais figuras. Mas é como tenho defendido, ainda faltam cerca de 10 meses, e o mais importante, ainda faltam uma legislativas. A mim, o que me dá verdadeiramente a entender, é que estamos perante falta de propostas concretas para discutir, e andamos a jogar ao jogo das cadeiras. Veremos quem são os candidatos efetivos.

Por fim, o último tema que abordarei neste já longo artigo, o Portugal 2020... e porque nem tudo o que este Governo faz é mau.
Este novo quadro comunitário está voltado e desenhado com uma filosofia pela qual me identifico, direcionada para os resultados e em que se beneficia quem os supera, e não apenas os atinge. 
Um outro aspeto relevante, é que as zonas do norte, centro e alentejo irão ter acesso a grande parte dos fundos, e isso é positivo uma vez que são consideradas zonas desfavorecidas pelo seu baixo PIB. 
Em resumo, se fosse eu a desenhar o novo quadro, ou se fosse o PS a estar no poder, gostaria que o resultado fosse este, ou muito parecido. É uma boa lógica de funcionamento, um novo paradigma, ao qual Portugal se terá de adaptar.
Resta saber se na prática, as suposições se verificam.

domingo, 22 de setembro de 2013

Bye Bye



Já se notou que o que este Governo tem feito, é pura e simplesmente desfazer o que o anterior executivo fez, em seu nome, o Governo de Sócrates. O que por um lado até é bom, assim nota-se bem que o PS e o PSD são bem distintos. Assim, as pessoas podem bem comparar o que é um Governo socialista, e um Governo de direita, e em 2015, e nas seguintes legislativas, escolher entre as duas alternativas.

Este verão foi também uma estação em que muito ouvi falar do anterior ministro José Sócrates, que muito prezo, na medida em que, por mais do que uma vez, me disseram: ao menos o outro (Sócrates) ainda dava alguma coisa aos pobres, já este tudo tira a quem tem dificuldades. Mas não é para apenas falar de Sócrates que escrevo este artigo.

O actual Governo tem desfeito tudo o que o anterior andava a fazer, principalmente o que andava a fazer bem. Já vimos isso com o Magalhães, e entre outros episódios, vemos agora o mesmo com o Inglês nas escolas primárias. Eu pergunto-me, Portugal tem alguma estratégia? Quem Governa quer, mesmo, o melhor para o país? Não consigo perceber.

Quer sejamos do partido que formos, parece-me claro que, para a competitividade do país, a língua inglesa era uma peça fulcral para este objectivo. É que a competitividade passa também pela formação das pessoal, pela sua qualificação, e não apenas para o salário e produtividade.

A universidade do Minho avança agora com uma medida que passa por avaliar os alunos quanto ao seu inglês, e aos alunos abaixo de B2, oferecer qualificação para atingir aquele escalão. Uma pergunta para ficar no ar, será que a UM é que está errada, ou será este Governo?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dois anos depois e cada vez pior...



Fez ontem dois anos que ouvi senão o melhor discurso da minha vida, um dos melhores sem dúvida.  Refiro-me ao discurso de derrota de José Sócrates que daria assim lugar a Passos Coelho.

Volta e meia dedico tempo a ouvir discursos políticos, e ouvi à pouco tempo o de campanha do PSD, onde o actual PM prometia não tirar o 13º mês, não mexer no IVA de consumo e não mexeria nas pensões.
Entretanto também já deixou outras promessas como 2012 seria o início do fim da crise, 2013 já não seria de recessão, ou então posso também relembrar algumas saídas do líder deste executivo como a alertar aos jovens para a emigração, chamar-nos piegas, entre outros episódios também interessantes.

Mas o que realmente se assiste, e por aqui é que se mede o verdadeiro pulso do país é pelas pessoas, a sua satisfação e os reflexos da nossa economia, e a verdade é que este Governo tem lutado bastante para cada vez mais nos encostar a parede, estamos cada vez mais pobres e cada vez mais sem saída. O IVA que aumentou, a retirada de direitos outrora adquiridos, a taxa de desemprego que a cada trimestre que passa atinge novos máximos históricos e o consumo interno que cada vez mais tem diminuído. Tudo isto está inscrito em dois orçamentos considerados inconstitucionais.

Agora, uma pergunta que se impõe é: E os portugueses, como estão a viver no meio de tudo isto?
Fácil resposta, na rua. Quer no sentido lato por cada vez haver mais pobres mas também pelo povo estar constantemente na rua em protestos. Este Governo como dizia uma jornalista ontem numa peça é o Governo com mais contestação e ainda só conta com dois anos. Vimos a maior manifestação de sempre em 15 de Setembro do ano passado, vimos a CGTP e a UGT unidas numa manifestação geral e já está agendada outra. Os transportes públicos estão muitas vezes em greve. Neste momento há mais um braço-de-ferro entre Governo e professores onde os alunos poderão não ter condições de fazer exames.

E em termos de governabilidade, como estamos? Com uma maioria absoluta de coligação, onde o segundo partido de Governo já ameaçou sair mais que uma vez e que dá constantemente sinais de instabilidade.
Por fim e uma curiosidade, onde vamos parar? Não faço ideia, mas tenho receio que este Governo nos leve à desgraça!

domingo, 7 de abril de 2013

Dias agitados... na política.

Este domingo será diferente dos habituais. A esta já se realizaram missas por todo o país, até aqui normas. Deverão passar filmes nos canais abertos da nossa TV, aqui nada de muito diferente também. Contudo, a diferença de que falo começa as 18h30, hora em que Pedro Passos Coelho fará declarações ao país e acaba o dia com José Sócrates a estrear-se como comentador político na RTP.

Miguel Relvas demitiu-se na quinta e na sexta foi conhecida a decisão do TC, sábado houve um conselho de ministros extraordinário e da qual resultou uma audiência urgente com Cavaco Silva. Hoje domingo será dia da declaração ao país. Ainda não se sabe o que irá o PM dizer, mas o cenário de demissão do próprio parece estar afastado. O PR diz que i executivo continua em condições de governar. Ora resta uma solução, a vitimização política. Já estamos habituados acho. No entanto, o que gostaria de relembrar é o seguinte, não foi um parceiro de coligação quem criou a actual instabilidade, não foi um líder da oposição, não foi qualquer deputado, foi um orgão de soberania, o Tribunal Constitucional. Acho que Passos Coelho deve ter isso em conta nas suas declarações. 
Porém, há um facto que acho que deve ser dado mérito ao PM, é o facto de resistir. A resistência parece ser uma das qualidades natas do líder do Governo. Resistiu dentro do próprio partido quando perdeu as directas com Manuela Ferreira Leite, resistiu ás instabilidades criadas pelo CDS, resistiu ás manifestações nas ruas, resistiu em não demitir o seu braço direito e ao que tudo indica, vai resistir ao chumbo do TC. Os meus sinceros parabéns.
Numa altura em que todos parecem querer sair, em que Relvas já está out, Vítor Gaspar está pela segunda vez na eminência de sair por vontade própria, o PM parece estar a querer segurar o barco, e tem mérito nisso. Vamos ver é como é que o vai fazer e se o vai fazer mesmo. é importante que neste momento não se criem jogos políticos muito menos grandes crises. As guerrilhas partidárias devem ficar de parte e devem-se concentrar no bem de Portugal e dos portugueses. O PR tem aqui um papel fulcral a desempenhar, e agora não pode dizer que não tem nada a ver com o assunto!

Já Sócrates, na sua estreia parece estar com sorte, é que assunto relevante não falta. Vamos ver o que o antigo PM tem a dizer do actual estado do país e qual a postura que irá adoptar de agora em diante, como comentador.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma decisão que pode ditar o futuro

A decisão conhecida hoje do Tribunal Constitucional muitas leituras pode ter, mas as políticas serão aquelas que irei falar mais.

Ontem Cavaco disse que a decisão não seria um problema do Primeiro-Ministro mas sim da Assembleia da República, concordo quase na totalidade, porque o problema é seu também.
É importante relembrar o mês de Novembro, em que a maioria parlamentar aprovou a lei do orçamento de Estado contra todos os partidos de oposição, de seguida, o Presidente da República aprovou por ser grave o ano começar sem OE mas, tinha dúvidas quanto a algumas normas, pediu a sua revisão ao TC. Partidos da oposição também o fizeram.
A primeira leitura daqui é o facto de ficar claro que o Governo caminhava sozinho.

Agora conhecida a decisão de considerar inconstitucional 4 das 9 normas avaliadas, o Governo tem de arranjar forma de cortar os 1300 milhões de euros que estavam previstos.
Uma segunda leitura é o facto de ser preocupante a forma como o irá fazer.

Foi uma semana atípica num mês decisivo, no qual o Governo poderá nem passar da primeira semana. À uma semana li um artigo num jornal que referia que depois deste mês, ou o Governo conseguia legitimidade para governar até ao final ou cairia...

Depois da entrevista de Sócrates, da moção de censura, da demissão de Miguel Relvas e da decisão do TC, como é que fica o Governo?
A meu ver, sem condições para governar. É certo que este tem legitimidade ainda para o fazer, foi o povo que hoje está nas ruas a contestar quem o elegeu, a moção de censura apresentada pelo PCP e BE chumbou, dias depois, a do PS também, ou seja, toda a oposição apresentou moções de censura e todas elas a AR rejeitou. Quer se queira quer não, em democracia isto dá legitimidade a um Governo. No entanto, Relvas que era o braço direito do PM abandonou o barco, o que em muito fragiliza a posição de Passos Coelho. Por último, a decisão do TC cria sérios problemas à governação para a execução orçamental, a qual parece ser já impossível!
Pedro Passos Coelho poderá continuar? Pode, mas com muito sacrifício e sem condições.

Contudo, apenas apontar problemas não me parece ser solução, mas sim apontar também caminhos.
O PR deveria caso o Governo não se demita, dissolver o parlamento. Estamos em plena crise económica e social, politicamente não estamos muito melhor, resumindo, batemos no fundo. É altura de dar a volta, e o problema é de tal forma complexo que só mesmo com técnicos se resolve, e não os dos credores. Este executivo à muito não tem condições para continuar, hoje isso ficou patente, por isso se exige acção, acção que ajude aos portugueses a restaurar a esperança no futuro, um futuro melhor. 
O TC deu já um importante passo, falta agora o efeito dominó começar. Não se pense que o que está a acontecer é bom ou benéfico para alguém, que não é, pode até ser pior, mas isso só vai depender dos agentes políticos. E eu, como jovem português que sou, peço que decidam o melhor para o meu país, próspero e com futuro credível. 

Relvas out

Miguel Relvas passou ontem a meu ver um atestado de estupidez a Passos Coelho ao se demitir...

Aquando das pressões sobre jornalistas ou as notícias da sua licenciatura, Miguel Relvas teve inexplicavelmente uma protecção de Pedro Passos Coelho, que deveria ter demitido o seu braço direito. No entanto não o fez...
Depois com o desenho a régua e esquadro da reorganização autárquica feita por este ministro, uma vez mais ficou patente que Relvas não deveria ali estar.
Acabando com o caso da RTP, em que supostamente Relvas liderava o caso e uma vez que não conseguiu o que queria, a RTP apenas ficou com uma reestruturação por fazer...

Feitas as contas, a reorganização autárquica e a limitação de mandatos não agrada a ninguém, nem mesmo ao PSD, e Sócrates regressa à arena política, a convite da... RTP
O caso da sua licenciatura volta ao panorama político, as respostas convictas tardam e no final de tudo, o resultado é mesmo a sua demissão!

O Primeiro-ministro sofreu pressões de todos os lados para demitir Relvas, mas nunca o fez. Eu até percebo porquê, uma vez que era o seu mentor, demiti-lo seria ficar sozinho e sem o caminho desenhado.
Agora, ser o próprio a demitir-se significa que o próprio acha que não deve estar ali. Acredito que deve ter sido uma decisão difícil, pois o PM tudo fez para o segurar, muitas vezes dando o corpo ás balas e saindo com mazelas, a sua saída significa deixar isso tudo para trás.

O título deste artigo parece-me acertado, principalmente depois da decisão do TC. Relvas ao se demitir está mesmo fora, fora do Governo, fora de tudo o que advém desta decisão, fora dos problemas da RTP, fora de alvos de comentadores como Sócrates, fora do mediatísmo em relação à sua licenciatura... ao fim ao cabo, está out!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Defesa de um legado

Foi para mim um exercício bastante interessante assistir ontem à entrevista que José Sócrates deu na RTP!

Nota-se bem qual é o espírito do antigo PM, é o de que fez o melhor que sabe, independentemente do que os outros dizem e voltou à cena política, na qualidade de comentador apenas para defender o seu legado. Foram de facto anos difíceis em que governou, tal como o actual Governo se encontra e salientou bem a ideia de que não pretende voltar à vida política activa!

Como jovem, e como socialista, mas principalmente como jovem socialista tenho pena de que o PS de hoje não tenha saído nunca em defesa do anterior líder, que governou 6 anos, num mundo em constante mudança e onde sempre lutou por um futuro mais próspero para o seu país.

Na era Sócrates, eu ainda ouvia falar em investimentos, inovação, requalificação e PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento), para ser franco, antes deste Governo não sabia bem qual o significado da palavra austeridade.

É importante ver José Sócrates clarificar algumas ideias, a primeira que não foi ele quem nos empurrou para a troika, a segunda que ele afinal não foi assim tão desleal e uma terceira, no meio de tantas outras, clarificar qual o seu sentimento perante os portugueses nomeadamente para com Cavaco Silva.

Outra coisa que gostei de ver ontem, foi o próprio reconhecer e assumir um erro que eu culpo a ele mas principalmente ao chefe de Estado por ter formado um Governo minoritário.
Outro factor relevante para mim foi ver que esteve efectivamente a estudar filosofia política, sendo diversas vezes notório na sua retórica!

Os próximos tempos prometem... Vou ficar a assistir com muita atenção.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hugo Chávez

«Chávez deu-se a conhecer aos venezuelanos como militar. 

Em 1992, tentaria um golpe de Estado, sem sucesso, mas o sonho de transformar o país numa república bolivariana e socialista acabaria por chegar, quando foi eleito presidente pela primeira vez, em 1998. 

A uma Venezuela cada vez mais pobre, dominada por companhias estrangeiras e pelo programa de austeridade do então presidente Carlos Andrés Pérez, o filho de professores primários, agora político, oferecia uma alternativa: o socialismo do século XXI, com o qual conquistou mais três eleições presidenciais e venceu outras votações. 
Herói para muitos, que o viam como defensor dos pobres e da soberania do país - expulsou companhias estrangeiras e nacionalizou outras, recuperando a exploração do petróleo, construiu escolas, hospitais e infra-estrutura-, Chávez era visto por outros tantos como um ditador. Para os seus opositores, concentrou demasiados poderes, que retirou a outras instituições políticas, alterou a Constituição para poder candidatar-se consecutivamente à presidência. 

Mesmo com a obra feita, as oscilações nos preços do petróleo refrearam o crescimento que o país conheceu nos seus primeiros anos de mandato e, segundo a ONU, 37,9% ainda vive abaixo da linha de pobreza. Apesar disso ganhou sempre que se submeteu a sufrágio. 

Da tentativa de golpe de Estado que o colocou temporariamente fora do poder e que atribuiu à influência dos EUA, governados por George W. Bush, resultou um referendo à sua continuidade à frente dos destinos da Venezuela. Ganhou o “sim”. Na política internacional foi também polémico pelas suas alianças. Manteve boas relações com os líderes do Irão, Ahmadinejad, e da Líbia, Muammar Kadhafi, entretanto morto pelos rebeldes,com Fidel Castro e grande parte dos líderes latino-americanos. Com os EUA continuou a distância e também com alguns países europeus, apesar dos laços históricos. 
A reprimenda do rei de Espanha, Juan Carlos, na Cimeira Ibero-Americana de 2007, ficou célebre. A frase proferida pelo monarca, “por qué no te calas?”, tornou-se popular e foi aproveitada para várias situações de humor. Por cá, parte de um discurso de Chávez também foi utilizado pelos humoristas Gatos Fedorentos para um sketch sobre dois ministros de Sócrates, que o presidente venezuelano chamava de “bom amigo”. As relações entre os dois países estreitaram-se nessa altura. 

Hugo Chávez morreu esta terça-feira, aos 58 anos, depois de uma longa luta contra o cancro. Desde Junho de 2011, submeteu-se a quatro operações em Cuba»

Texto do jornal i (online) , 6 de março de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Agitação no PS

A grande agitação do PS de hoje deve-se ao facto de este possuir de dois militantes com capacidades de liderar inegáveis... 

No entanto, visto por muitos, Seguro não tem tido um papel dominante na vida política, mesmo sendo principal opositor deste Governo. Seguro é de uma linha de opositores moderados, responsáveis e que tenta sempre o diálogo. Contudo, já o foi mais. É verdade que Passos Coelho pouco ou nada fez para "estimar" um opositor assim, mas a verdade também é que poucas outras alternativas teve até agora Seguro senão esta devido à herança que herdou e também ás limitações deste executivo!
Por outro lado, o autarca lisboeta tem já provas dadas de governação, quer a nível central como local, mas é ainda e pelos vistos pretende continuar a ser presidente de Lisboa.
Em boa verdade, qualquer um dos dois, a meu ver e como militante da Juventude Socialista, seria um óptimo líder do partido, e parece-me incontornável que ambos um dia tenham já por lá passado. Seguro já o é, António Costa o seguirá. Resta saber quando.

Se tivermos em conta que este Governo tem ainda mais dois anos e meio de mandato e que é maioria absoluta, se nada de grave acontecer (que quase já aconteceu) chegará ao final. E segundo isto, parece-me que deveria continuar Seguro na liderança, uma vez que seria agora reeleito e se daqui a dois anos não tiver uma alternativa credível ao Governo, aí sim se trocaria de líder. Mas se pretendermos fazer uma oposição serrada, coesa e com uma alternativa mais próxima e possivelmente um partido mais unido ou pelo menos com menos vozes a duvidar das capacidades do secretário-geral, António Costa será a solução.
Já se deve ter notado que gosto tanto de um como do outro, mas para primeiro-ministro, acho que preferiria António Costa, no entanto, essa meta está ainda longínqua temporalmente, e não me apetecia nada ver a Câmara de Lisboa não ser "entregue" ao PS.

Mas uma coisa é certa, quem pode ganhar com toda esta agitação é o PSD, que caso Costa avance para a liderança e vença, Lisboa fica mais perto para Seabra mas as legislativas também sofrem um encurtamento de tempo, se Costa não vence a liderança, a Câmara deve fugir a Seabra mas Passos Coelho beneficia. Porém, uma reeleição a Seguro pode e é aliás óptima, pois consolida a sua liderança e fortalece o PS para Outubro.

Resumindo e concluindo, a meu ver, eleições agora é bom, pois pode ajudar a fortalecer, demonstra a democracia dentro do partido ou então, faz com que um líder esperado já algum tempo tome posse e possa oferecer aos portugueses uma alternativa a qualquer momento.

PS: Peço no entanto ao partido que não se torne idêntico ao PSD que trocou várias vezes de líder enquanto Sócrates era PM!