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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Só a remodelação existe?



Haviam no início da coligação, uma mão cheia de pastas e cargos importantes, mas a serem divididos por dois partidos.
Primeiro-Ministro, Ministro da Finanças, Ministro da Economia, Negócios Estrangeiros e também de Estado. Por nomes, Passos Coelho, Vítor Gaspar, Álvaro Pereira, Paulo Portas e Miguel Relvas.
Destes 5 nomes, dois já se demitiram, outro está em processo de demissão ou promoção, ainda não se percebeu bem, outro (Passos)tem sido muito contestado para sair e ainda o Álvaro, que nunca se viu nada do trabalho dele!
Um Governo que faz tudo, menos governar.

Paulo Portas à muito que tem pedido uma remodelação governamental, mas acontece que foi havendo remodelações mas não ao seu jeito, logo, demitiu-se e disse que era irrevogável.
Hoje, a comunicação social já fala que está em cima das negociações a hipótese de Portas ficar com um cargo mais relevante ainda.

Não andaram a brincar com os portugueses? Não andam a fazer joguinhos de poder? E todos os sacrifícios pedidos até agora estão assim a ser deitados por água abaixo? Não era assim tão importante os juros? O mercado? Então? São estes os únicos problemas do país? Já não há desemprego? Dívida? Défice? Alguma coisa está muito mal no meio disto tudo e os eleitores não têm culpa de certeza e vão ser quem vai ficar a perder... like always.

domingo, 7 de abril de 2013

Dias agitados... na política.

Este domingo será diferente dos habituais. A esta já se realizaram missas por todo o país, até aqui normas. Deverão passar filmes nos canais abertos da nossa TV, aqui nada de muito diferente também. Contudo, a diferença de que falo começa as 18h30, hora em que Pedro Passos Coelho fará declarações ao país e acaba o dia com José Sócrates a estrear-se como comentador político na RTP.

Miguel Relvas demitiu-se na quinta e na sexta foi conhecida a decisão do TC, sábado houve um conselho de ministros extraordinário e da qual resultou uma audiência urgente com Cavaco Silva. Hoje domingo será dia da declaração ao país. Ainda não se sabe o que irá o PM dizer, mas o cenário de demissão do próprio parece estar afastado. O PR diz que i executivo continua em condições de governar. Ora resta uma solução, a vitimização política. Já estamos habituados acho. No entanto, o que gostaria de relembrar é o seguinte, não foi um parceiro de coligação quem criou a actual instabilidade, não foi um líder da oposição, não foi qualquer deputado, foi um orgão de soberania, o Tribunal Constitucional. Acho que Passos Coelho deve ter isso em conta nas suas declarações. 
Porém, há um facto que acho que deve ser dado mérito ao PM, é o facto de resistir. A resistência parece ser uma das qualidades natas do líder do Governo. Resistiu dentro do próprio partido quando perdeu as directas com Manuela Ferreira Leite, resistiu ás instabilidades criadas pelo CDS, resistiu ás manifestações nas ruas, resistiu em não demitir o seu braço direito e ao que tudo indica, vai resistir ao chumbo do TC. Os meus sinceros parabéns.
Numa altura em que todos parecem querer sair, em que Relvas já está out, Vítor Gaspar está pela segunda vez na eminência de sair por vontade própria, o PM parece estar a querer segurar o barco, e tem mérito nisso. Vamos ver é como é que o vai fazer e se o vai fazer mesmo. é importante que neste momento não se criem jogos políticos muito menos grandes crises. As guerrilhas partidárias devem ficar de parte e devem-se concentrar no bem de Portugal e dos portugueses. O PR tem aqui um papel fulcral a desempenhar, e agora não pode dizer que não tem nada a ver com o assunto!

Já Sócrates, na sua estreia parece estar com sorte, é que assunto relevante não falta. Vamos ver o que o antigo PM tem a dizer do actual estado do país e qual a postura que irá adoptar de agora em diante, como comentador.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma decisão que pode ditar o futuro

A decisão conhecida hoje do Tribunal Constitucional muitas leituras pode ter, mas as políticas serão aquelas que irei falar mais.

Ontem Cavaco disse que a decisão não seria um problema do Primeiro-Ministro mas sim da Assembleia da República, concordo quase na totalidade, porque o problema é seu também.
É importante relembrar o mês de Novembro, em que a maioria parlamentar aprovou a lei do orçamento de Estado contra todos os partidos de oposição, de seguida, o Presidente da República aprovou por ser grave o ano começar sem OE mas, tinha dúvidas quanto a algumas normas, pediu a sua revisão ao TC. Partidos da oposição também o fizeram.
A primeira leitura daqui é o facto de ficar claro que o Governo caminhava sozinho.

Agora conhecida a decisão de considerar inconstitucional 4 das 9 normas avaliadas, o Governo tem de arranjar forma de cortar os 1300 milhões de euros que estavam previstos.
Uma segunda leitura é o facto de ser preocupante a forma como o irá fazer.

Foi uma semana atípica num mês decisivo, no qual o Governo poderá nem passar da primeira semana. À uma semana li um artigo num jornal que referia que depois deste mês, ou o Governo conseguia legitimidade para governar até ao final ou cairia...

Depois da entrevista de Sócrates, da moção de censura, da demissão de Miguel Relvas e da decisão do TC, como é que fica o Governo?
A meu ver, sem condições para governar. É certo que este tem legitimidade ainda para o fazer, foi o povo que hoje está nas ruas a contestar quem o elegeu, a moção de censura apresentada pelo PCP e BE chumbou, dias depois, a do PS também, ou seja, toda a oposição apresentou moções de censura e todas elas a AR rejeitou. Quer se queira quer não, em democracia isto dá legitimidade a um Governo. No entanto, Relvas que era o braço direito do PM abandonou o barco, o que em muito fragiliza a posição de Passos Coelho. Por último, a decisão do TC cria sérios problemas à governação para a execução orçamental, a qual parece ser já impossível!
Pedro Passos Coelho poderá continuar? Pode, mas com muito sacrifício e sem condições.

Contudo, apenas apontar problemas não me parece ser solução, mas sim apontar também caminhos.
O PR deveria caso o Governo não se demita, dissolver o parlamento. Estamos em plena crise económica e social, politicamente não estamos muito melhor, resumindo, batemos no fundo. É altura de dar a volta, e o problema é de tal forma complexo que só mesmo com técnicos se resolve, e não os dos credores. Este executivo à muito não tem condições para continuar, hoje isso ficou patente, por isso se exige acção, acção que ajude aos portugueses a restaurar a esperança no futuro, um futuro melhor. 
O TC deu já um importante passo, falta agora o efeito dominó começar. Não se pense que o que está a acontecer é bom ou benéfico para alguém, que não é, pode até ser pior, mas isso só vai depender dos agentes políticos. E eu, como jovem português que sou, peço que decidam o melhor para o meu país, próspero e com futuro credível. 

Relvas out

Miguel Relvas passou ontem a meu ver um atestado de estupidez a Passos Coelho ao se demitir...

Aquando das pressões sobre jornalistas ou as notícias da sua licenciatura, Miguel Relvas teve inexplicavelmente uma protecção de Pedro Passos Coelho, que deveria ter demitido o seu braço direito. No entanto não o fez...
Depois com o desenho a régua e esquadro da reorganização autárquica feita por este ministro, uma vez mais ficou patente que Relvas não deveria ali estar.
Acabando com o caso da RTP, em que supostamente Relvas liderava o caso e uma vez que não conseguiu o que queria, a RTP apenas ficou com uma reestruturação por fazer...

Feitas as contas, a reorganização autárquica e a limitação de mandatos não agrada a ninguém, nem mesmo ao PSD, e Sócrates regressa à arena política, a convite da... RTP
O caso da sua licenciatura volta ao panorama político, as respostas convictas tardam e no final de tudo, o resultado é mesmo a sua demissão!

O Primeiro-ministro sofreu pressões de todos os lados para demitir Relvas, mas nunca o fez. Eu até percebo porquê, uma vez que era o seu mentor, demiti-lo seria ficar sozinho e sem o caminho desenhado.
Agora, ser o próprio a demitir-se significa que o próprio acha que não deve estar ali. Acredito que deve ter sido uma decisão difícil, pois o PM tudo fez para o segurar, muitas vezes dando o corpo ás balas e saindo com mazelas, a sua saída significa deixar isso tudo para trás.

O título deste artigo parece-me acertado, principalmente depois da decisão do TC. Relvas ao se demitir está mesmo fora, fora do Governo, fora de tudo o que advém desta decisão, fora dos problemas da RTP, fora de alvos de comentadores como Sócrates, fora do mediatísmo em relação à sua licenciatura... ao fim ao cabo, está out!