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terça-feira, 17 de junho de 2014

A oligarquia montada.



Tenho muita pena de ter chegado a esta conclusão, mas o PS está a dar uma prova claro, do porquê dos partidos terem de mudar.

O mais engraçado, sem ter piada nenhuma, é que não foi assim à tanto tempo que o Partido Socialista se blindou, estatutariamente, da forma como está.
Esta disponibilidade de António Costa está-se a revelar revolucionária na forma como os partidos estão organizados. Nomeadamente, e é aqui que me entristece, o partido da vanguarda da democracia, a quem muito Portugal lhe deve pela forma livre como vivemos hoje, se está a revelar uma oligarquia perfeita.
A propósito, o artigo hoje publicado no jornal i, de Jorge Lacão, a meu ver, está perfeito e bastante explicativo.

Isto trocado por linguagem mais legível, podemos ver que António José Seguro está agarrado à cadeira do poder, e que de lá não sairá assim tão facilmente. Primeiro ponto, e que já dei conta num outro artigo, é que a legitimidade do mesmo, perante a contestação, é nula. Mais, uma pessoa que recorre à secretaria para justificar e argumentar a sua continuação na liderança do partido, não merece ser Primeiro-Ministro.
Seria bonito, e benéfico para o PS, mas principalmente para o país, Seguro convocar, sem medo, eleições, nem que fosse por via da sua demissão.
Porque é que o país ganhava? Porque o Governo teria oposição. Neste momento, o maior partido da oposição anda a discutir estatutos, e não políticas públicas. A decisão do Tribunal Constitucional, o vergonhoso pedido de esclarecimentos e o pior ainda, as declarações de Passos Coelho acerca dos juízes do TC passaram despercebidos. E é vergonhoso.

Uma vez mais, Seguro mostra que não está em condições de liderar o PS, até porque, caso argumente, em momento algum que está no pleno exercício das suas funções, torna-se automaticamente numa mentira.

A ideia que a direcção do partido com o qual me identifico está a demonstrar, que tudo aquilo que é dito nos cafés, acerca do sistema partidário português, afinal, não é tão descabido como acreditava que era. A ideia de que são apenas uns quantos a mandar, que quem lá está, de lá não sai e de que quem quiser, lá não chega por causa de haver uma máquina montada, viciada, tem-se mostrado verídica.
E eu, não me identifico com estas ideias, caro António José Seguro...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Todos os caminhos vão dar à derrota... de Seguro



Quero começar por dizer que, depois de se bater com António Costa, dentro do PS, e o vencer, e ainda for a legislativas em 2015 e vencer e ser, como tem referido várias vezes, Primeiro-Ministro, serei o primeiro a tirar o chapéu a António José Seguro. Sem contestação alguma.

Agora, esse título para o actual líder do Partido Socialista, parece cada vez mais distante, por vários motivos!
Uma sondagem publicada hoje (mas anunciada no Sábado) no jornal i, dá conta de que mais de 60% dos eleitores preferem Costa a frente do partido, e este tem dado provas de ser competente ao ponto de cerca de um terço dos inquiridos dizer que o actual Presidente da Câmara de Lisboa não se deveria demitir do cargo mesmo assumindo a liderança do partido.
Isto quer apenas e só dizer que, Costa é cada vez mais favorito a liderar. Até porque, Seguro tinha prometido aos Presidentes das distritais que não iriam a eleições, o que pode não acontecer visto que será um dos pontos da ordem de trabalhos para a comissão política que se vai realizar em Ermesinde. Isto claro, paga-se caro na política, e Seguro, à custa desse preço, está a ver federações fugirem para o apoio a Costa. De notar que se metade das federações distritais solicitarem congresso, este realizar-se-à.

Mas não é só por causa da luta interna dentro do maior partido de oposição que Seguro pode ver o cargo que ambiciona cada vez mais distante. É que o actual circo montado em torno da decisão do Tribunal Constitucional, pelo actual Governo, pode ser estratégia para que o Presidente da República dissolva o parlamento. E aqui, até teria o apoio do PCP (que está em franca expansão e pode ir buscar votos ao PS) e o apoio de Seguro, mas não do PS. Sim, para Seguro, era o melhor que lhe poderia acontecer e o mais perto de PM que poderia chegar. Sendo que a vitória seria uma miragem, mas seria pelo menos, uma forma de o actual líder socialista ir a eleições. Acontece que era o melhor que poderia acontecer ao PSD e CDS, uma vez que a acontecer agora eleições antecipadas, iria muito provavelmente conseguir tirar proveito da situação socialista ao ponto de vencer, creio. E assim, revalidar a sua destruição do país por mais 4 anos.

E agora a pergunta que se coloca é a seguinte: Tudo isto é culpa de Costa? 
Não, claro que não. Se o PS tivesse tido uma vitória categórica, nada disto estaria a acontecer no largo do rato. Se Seguro percebesse que não está a agir em conformidade com o que seria de esperar deste partido, teria-se demitido, e não estar a atrasar todo o processo. Este atraso que o homem de Penamacor está a impor, pode fazer com que o cenário acima descrito de eleições antecipadas ocorra durante o verão. E aí, não será o actual líder do partido socialista quem mais vai sofrer, somos todos nós.

Demitirmo-nos para ir a eleições mostrar aos opositores internos que temos, realmente, condições para continuar no cargo não é vergonha nenhuma. Vergonha é estar a ocupar um lugar que sabemos que a grande maioria do nosso universo não nos quer lá, mas ainda assim, nele continuar.

sábado, 31 de maio de 2014

Estou de acordo com Seguro, mas discordo



O título deste artigo pode gerar alguma confusão, mas que facilmente as desfaço.

Para começar, digo que estou de acordo quando Seguro diz que os partidos têm de mudar porque as eleições europeias (para além, e principalmente das autárquicas), mostraram que os eleitores estão descontentes com os partidos e com os seus sistemas de clientelas bem conhecidas.
Discordo da forma como está a conduzir o problema dentro do PS.

Agora, passo a explicar.

Quero começar por dizer que neste momento, Seguro está tão democraticamente legitimado perante o PS como Passos Coelho está democraticamente legitimado para governar Portugal.
Quando se diz, nomeadamente o líder do partido socialista, que Passos Coelho não tem legitimidade para governar porque grande parte dos portugueses não querem mais essa governação. Pois bem, acontece exactamente o mesmo no PS, e portanto, António José Seguro está na mesma posição que o líder deste Governo.

Depois, acontece que estou totalmente de acordo, aliás, tornei-o público ainda em setembro, quando se diz que os partidos têm de mudar porque os eleitores não se revêm no actual panorama. E parece-me uma boa proposta, aquela que Seguro fez hoje, em que não serão só os militantes a votar, mas também simpatizantes. Mas agrada-me ainda ainda mais, a possibilidade de se poder votar em deputados directamente, e não como acontece actualmente, se votar em lista fechada.

Mas tal como o secretário-geral do partido que habita no largo do rato tem dito várias vezes, este é um momento histórico, e por isso mesmo, merece uma celeridade maior porque estamos a 1 ano e pouco de eleições legislativas, e por isso, não convém a nenhum dos candidatos, caso queiram mesmo ser Primeiro-Ministros, perder muito tempo neste processo. Daí achar que António José Seguro tem feito mal em deixar demasiada incerteza no ar e assim, atrasar o processo de clarificação. Todo o tempo que for perdido no processo, é a meu ver, tempo perdido.

Para finalizar, dizer apenas que gostei de ver, numa rara aparição, Seguro o determinado!
Porém, relembrar o mesmo que quando disser que está legitimado democraticamente como líder do PS, não o volte a fazer referindo-se a Passos Coelho. E outra nota é recordá-lo de que quando afirma que António Costa se poderia ter candidatada a 3 anos atrás ou no ano passado, esta solução que apresenta, poderia ter sido levada avante quando Assis à 2 anos a apresentou.
Só para o caso da memória ser curta...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Tem de ser dada a voz...



Cada vez mais, parece ser claro que o PS precisa, mesmo, de eleições internas. Por vários motivos. Entre eles, o PS tem hoje, muitos militantes insatisfeitos, quer seja com o resultado de domingo, quer seja pela oposição menos vistosa quanto deveria ser, quer seja pelos zigue-zagues desta liderança, seja pelas sondagens que custam a descolar o Partido Socialista deste Governo... Enfim, vário motivos fazem com que muitos socialistas, nomeadamente militantes e simpatizantes se sintam descontentes.

Para ser muito sincero, no domingo, pela primeira vez a sério, temi que o PS não vencesse as eleições legislativas de 2015. Até domingo, preferia que o Presidente da Republica dissolvesse este parlamento e convocasse eleições antecipadas. Pois bem, neste momento, acho que não o deve fazer por o preço a pagar é demasiado alto dada as circunstâncias em que o país se encontraria. Ingovernável, pura e simplesmente.

E é aqui, essencialmente, que António José Seguro tem falhado. Desde o inicio da sua liderança, tem tudo para estar na frente das sondagens, o que nem sempre aconteceu, mas pior ainda, e que já dei conta no passado, é que os portugueses não vêm no PS a alternativa. E é isto que a mim me revolta e faz querer que se mude internamente.

Por isso mesmo, e uma vez que a divisão dentro do Partido Socialista, que existia mas não estava exposta, está criada, acho que vivemos o momento ideal, enquanto maior partido de oposição, mudar o nosso rumo, mudar o rumo da estratégia daquele que quer não só vencer as legislativas, mas sobretudo, ser o porto de abrigo, a esperança, de todos aqueles que estão descontentes com o Governo.

Neste momento, apenas vejo António Costa com capacidades de liderar essa esperança.

Porém, acho que ainda existem muitas vozes dentro do partido que estão caladas para ver a caravana passar e não comprometerem o seu próprio futuro politico-partidário neste partido. O que, desde já digo, me entristece bastante.
Outro motivo, e este bastante mais plausível, é o facto de liderarem estruturas, e por razões óbvias, não se pronunciam.
Contudo, a ser dada a voz aos militantes, como de resto acho que deve ser feito e mais, espero que seja feito, muitos serão aqueles que votarão numa mudança. Porque essa mudança, é necessária.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Bem ou mal... Está feito!



Na minha leitura feita acerca das eleições, na segunda-feira, escrevi que se houvessem eleições no PS não viria mal nenhum ao mundo.
No dia a seguir, António Costa mostra-se disponível para assumir responsabilidades.
Logo, não posso negar que entre Seguro e Costa, prefiro ver o autarca de Lisboa à frente do Partido Socialista.

É certo que foi o PS quem venceu as eleições, e que a direita teve uma estrondosa derrota, mas isso não se traduziu numa grande vitória, sequer, para o maior partido da oposição. Aliás, foi "maior" o resultado do MPT do que o do PS. Isto, no contexto que vivemos, não pode acontecer!

Mas a situação dentro do partido que "mora" no largo do rato parece estar a entrar na degradação e não no sentido responsável que tem de seguir. Podemos, infelizmente, estar a porta de uma guerrilha que pode queimar muito tempo e esse, vir a ser precioso para o próprio PS.
Não estou a querer dizer que António Costa fez mal em se mostrar disponível! Só estou é a dizer que Seguro está a fazer mal em se agarrar a cadeira. Sim, porque não achando que essa seja a verdade, é essa a imagem que está a passar, e será essa que contará nas nossas cabeças.

Seguro fez dois anos de oposição extraordinários dado o seu próprio contexto, elogiei esse mesmo facto no devido tempo, no entanto, não acho tão meritório o seu trabalho neste último ano, o que me faz temer o próximo ano também.
Sim, o PS ganhou duas eleições (2013 e 2014), mas que vitórias foram? Em que contextos? Com que margens? Como foram os outros resultados?
Por exemplo, em relação a este domingo, o PS venceu não por ter obtido um grande resultado (muitos votos), mas sim porque a Aliança Portugal teve um mau resultado (poucos votos). Esta é que é, para mim, a verdade.
Não obstante, esta lista era completa quanto a "alas" do partido, e por isso, todos são responsáveis por tal, e não apenas Seguro.

Mas há um facto, que ainda ninguém discutiu e que me parece crucial, e na verdade, é o que me faz também tender para o lado de Costa. Penso que já todos reparamos que, enquanto estiver António José Seguro a frente do PS e Pedro Passos Coelho a frente do PSD, o diálogo e consenso necessários para a vida da democracia, mas principalmente para a vida dos portugueses, será impossível. Já António Costa parece conseguir reunir maior apoio quer com o Governo, mas também com a esquerda que faz falta do Partido Socialista.
Para além claro, de o autarca de Lisboa ter já curriculum governativo.

Para concluir, muitos são aqueles que defendem que não se deve partir para eleições directas agora porque vai dividir o PS. Não concordo totalmente com esta afirmação. É certo que divide, sim, mas por outro lado, o resultado, por si só, divide também. Mais, depois de Soares, Alegre e o José Lello estarem ao lado do autarca, e de Jorge Lacão se ter demitido por não concordar com Seguro, já é divisão suficiente.
E quanto as legislativas, também não é certo que o Partido Socialista as vença com Seguro, logo, Costa teria tempo, a meu ver, para arrumar a casa.
Não se pode é gastar muito tempo.
Antes de estar ao lado de Seguro ou de Costa, estou ao lado do PS e de Portugal!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Arrancado a ferros!



Foi com uma vitória tangencial que ontem, o PS venceu a direita. Uma vez mais, aquilo que tenho referido como um erro da esquerda, ficou patente e o preço a pagar por este facto foi o que foi. Mas veremos mais a frente qual é, a meu ver, o verdadeiro preço a pagar.

Mas antes quero dizer que acho vergonhoso o que foi atingido de abstenção. Abstenção essa que ajudou, de certa forma, a apoiar o radicalismo da direita no PE e também fez com que Juncker seja eleito. Isto traduzido, a austeridade continua. Em homenagem a este sentimento expresso no parágrafo, fica a imagem do artigo.

É verdade que a direita, nomeadamente os partidos do Governo, tiveram uma derrota clara, aliás, nunca o PSD para as europeias menos que 31%, e desta vez, em coligação com o CDS, nem 28% chegaram!
Mas ontem as eleições eram europeias, e por isso, falar em Governo não é muito lógico, prefiro falar antes em direita.

Porém, o PS foi que, a primeira vista, lucrou com esta descida da direita, pois venceu as eleições e elegeu mais 1 deputado para o Parlamento Europeu. No entanto, os votos que teve não foram muito longe dos 31% (pior resultado até ontem, do PSD).

Mas atenção a alguns factos que não podemos deixar passar em claro, nomeadamente na esquerda e no Partido Socialista!

Primeiro ponto, a esquerda, e é aqui que eu tenho vindo a ter razão, ao fragmentar-se como tem feito, e desdobrando-se em partidos, faz com que os votos se distribuam e por consequência, percam força política. Na óptica do voto útil, claro está.
Aqui, está de parabéns o PCP que tem vindo a "renascer" e o MPT, mais propriamente Marinho e Pinto, que fez com que o Movimento Partido da Terra passasse de 0,7 para 7% em 5 anos. Notável! E quem sabe, para as legislativas não surpreenderá outra vez?
De salientar também, que o Bloco de Esquerda, desde o falecimento de Miguel Portas e a retirada de Francisco Louçã tem vindo a demonstrar uma insignificância política brutal. Não me refiro apenas ao conteúdo, ou falta dele, mas sim também nas urnas, em que cada vez mais, perde lugares em todas as eleições que disputa.
Não esquecendo claro, o LIVRE, partido que tenho criticado desde o seu aparecimento, como podem constatar aqui no PNP. Pois a ideia que passa é que, Rui Tavares se chateou com alguém no BE e para se "vingar", fundou um partido para roubar a este, espaço. Pois bem, em 2009 foi eleito eurodeputado pelo BE, e ontem, o LIVRE deixou-o em Portugal. Ou é do partido ser muito recente, ou é da sua insignificância no espectro político nacional.

Sobre a direita, para além da derrota, há um aspecto que importa referir, é que mostrou, pela fragmentação da esquerda ou não, não estar completamente sentenciado a deixar de ser Governo nas próximas legislativas.
No entanto, acho que o PS tem muita responsabilidade neste facto. Sim, um partido como o PS que é oposição à 3 anos, deveria já estar com pelo menos 10 pontos percentuais de distância seja qual for a eleição. É verdade que o PS venceu, e que é a segunda vitória de António José Seguro, mas... Não sabe a pouco? Não parecem vitórias arrancadas a ferros? A mim parece-me que sim, mas é apenas a minha opinião.
Tal como António Costa, acho que este deve ser um momento de reflexão para todos os decisores do partido do Largo do Rato. Porque é que ontem, tal como nas autárquicas, e como o PCP, o líder socialista não pediu eleições antecipadas? E dentro do PS, estarão todos a festejar o resultado de ontem?

Enquanto socialista, estou extremamente preocupado com o futuro próximo do PS, pois acho que tem muito trabalho pela frente se quer vir a ser Governo em Portugal nas próximas eleições, mas mais do que o trabalho, não estou certo que seja Seguro o homem certo para o fazer.
Não acho que seria mal nenhum o PS agendar umas eleições internas para o mais curto espaço de tempo possível, a fim de: 1) legitimar ainda mais Seguro ou 2) encontrar um novo líder.
Tal como disse Ronaldo a Carlos Queirós, "Assim não vamos lá".

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Promessa ambiciosa...



À muito que Seguro se tem enredado por trilhos difíceis de travar. Podemos elencar por exemplo o facto de desde muito cedo, se ter recusado a praticamente sentar a mesa com o Governo. Digo que este é um bom exemplo porque em democracia, o diálogo é fundamental e o Presidente da Republica tem várias vezes, feito esse pedido que nenhum dos partidos tem levado a sério.

Mas desta vez, a promessa é muito ambiciosa, temo que demasiado ambiciosa!

Sou todo apoio à iniciativa, e na medida do que me é possível, tenho contribuído para tal objectivo. Aliás, é sabido aquilo que faço com o Banco Alimentar duas vezes por ano.
No entanto, e com a pobreza a atingir números nunca antes vistos, Seguro promete algo realmente bom, mas que tem um grau de dificuldade de execução extremamente elevado.

Para acabar com os sem-abrigo, Seguro precisa de ter um país a crescer consistentemente, precisa de ter bons canais de distribuição, precisa das pessoas certas nos sítios certos, precisa de voluntários, precisa de essencialmente, traduzir aquilo que é decretado ou determinada política em realidade... o que é verdadeiramente difícil, mas acima de tudo, exequível!

Por outro lado, com esta promessa, Seguro mostra bem o lado da barricada em que se encontra, a ala esquerda mais à esquerda do PS, isso é um facto. Falta saber se vai conseguir continuar lá quando estiver no poder, se a ele chegar.

Para terminar, apenas gostaria de deixar um apelo: que se façam promessas exequíveis e não se entre numa onda eleitoralista, a democracia não precisa disso! Como disse anteriormente, a promessa tem tanto de boa como de difícil, mas parece-me um excelente mote de partida para um programa de Governo... Veremos os próximos episódios.

terça-feira, 18 de março de 2014

É essencial falar do essencial



Muito se tem falado no consenso que é necessário, muito se tem falado em renegociação, muito se fala da forma como vai ser o pós-Troika, mas muito pouco se tem falado do essencial... 
É importante lembrar, principalmente aos principais líderes dos partidos que têm assento parlamentar, que em democracia, o diálogo e o consenso são vitais, isto é, se não houver discussão e acordos, não pode, nunca, haver democracia!
Neste ponto, não posso estar mais de acordo com o Presidente da República, que tem insistido em que haja um acordo central. Chegou mesmo a exigir que fosse feito. Achei muito bem, mesmo que aparentemente tivesse sido para "entalar" o PS. Mas a verdade é que, por qualquer razão que não conhecemos a verdade toda porque não tivemos na mesa da negociação, esse acordo central não foi feito, quer isto dizer, ficou tudo na mesma e a vontade do PR não foi respeitada. Que consequências isso teve? Nenhuma. Pois bem, aqui já não posso concordar com o chefe de Estado, deveria ter feito algo mais do que um discurso de "pronto, eu tentei".

Ainda quando Louça era líder do Bloco de Esquerda, insistia na renegociação. É certo que perdeu legitimidade para falar porque não aceitou fazer parte da negociação inicial, mas a verdade é que sempre discordou da forma como o memorando foi celebrado. Acontece que, a dois meses de o memorando chegar ao fim, o tema da renegociação volta à baila pela mão dos "70 notáveis".
Em parte, concordo com o que foi proposto. Mas não quero que seja passada a imagem de que o meu país não paga o que deve e é caloteiro. No entanto, acho fulcral, termos mais tempo para repor o défice (que em momento algum do memorando, chegamos ao pretendido em cada uma das etapas) e mesmo para pagar a dívida. Precisamos mesmo de mais tempo. É insuportável o que está a ser importo! Mas o pior ainda está para vir quando tivermos de começar a pagar caro pelo que pedimos, e aí, vamos todos perceber que é impossível fazê-lo nestes moldes.
Quanto ao juro hoje em dia praticado, penso que continua excessivamente alto, por isso, um programa cautelar não seria má ideia, para além de que, a principal vantagem a meu ver, seria não ficarmos totalmente entregues a este Governo.

Para uma decisão pós-Troika, esta terá de passar por uma acordo tripartido, porque caso não se verifique, o falhanço pertencerá a ambos os partidos. Se os líderes, nomeadamente Passos Coelho e Seguro não forem capazes de se entender naquilo que é essencial para Portugal e para os portugueses, então nenhum será merecedor do cargo de Primeiro-Ministro.

É essencial que discutam e cheguem a acordo sobre aquilo que vão fazer com os portugueses, se vão continuar a impor cortes nos salários aos funcionários públicos, se vão reduzir mais o poder de compra dos reformados, ou se vão, finalmente, lutar por um futuro melhor dos vossos compatriotas!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Agitação no PS

A grande agitação do PS de hoje deve-se ao facto de este possuir de dois militantes com capacidades de liderar inegáveis... 

No entanto, visto por muitos, Seguro não tem tido um papel dominante na vida política, mesmo sendo principal opositor deste Governo. Seguro é de uma linha de opositores moderados, responsáveis e que tenta sempre o diálogo. Contudo, já o foi mais. É verdade que Passos Coelho pouco ou nada fez para "estimar" um opositor assim, mas a verdade também é que poucas outras alternativas teve até agora Seguro senão esta devido à herança que herdou e também ás limitações deste executivo!
Por outro lado, o autarca lisboeta tem já provas dadas de governação, quer a nível central como local, mas é ainda e pelos vistos pretende continuar a ser presidente de Lisboa.
Em boa verdade, qualquer um dos dois, a meu ver e como militante da Juventude Socialista, seria um óptimo líder do partido, e parece-me incontornável que ambos um dia tenham já por lá passado. Seguro já o é, António Costa o seguirá. Resta saber quando.

Se tivermos em conta que este Governo tem ainda mais dois anos e meio de mandato e que é maioria absoluta, se nada de grave acontecer (que quase já aconteceu) chegará ao final. E segundo isto, parece-me que deveria continuar Seguro na liderança, uma vez que seria agora reeleito e se daqui a dois anos não tiver uma alternativa credível ao Governo, aí sim se trocaria de líder. Mas se pretendermos fazer uma oposição serrada, coesa e com uma alternativa mais próxima e possivelmente um partido mais unido ou pelo menos com menos vozes a duvidar das capacidades do secretário-geral, António Costa será a solução.
Já se deve ter notado que gosto tanto de um como do outro, mas para primeiro-ministro, acho que preferiria António Costa, no entanto, essa meta está ainda longínqua temporalmente, e não me apetecia nada ver a Câmara de Lisboa não ser "entregue" ao PS.

Mas uma coisa é certa, quem pode ganhar com toda esta agitação é o PSD, que caso Costa avance para a liderança e vença, Lisboa fica mais perto para Seabra mas as legislativas também sofrem um encurtamento de tempo, se Costa não vence a liderança, a Câmara deve fugir a Seabra mas Passos Coelho beneficia. Porém, uma reeleição a Seguro pode e é aliás óptima, pois consolida a sua liderança e fortalece o PS para Outubro.

Resumindo e concluindo, a meu ver, eleições agora é bom, pois pode ajudar a fortalecer, demonstra a democracia dentro do partido ou então, faz com que um líder esperado já algum tempo tome posse e possa oferecer aos portugueses uma alternativa a qualquer momento.

PS: Peço no entanto ao partido que não se torne idêntico ao PSD que trocou várias vezes de líder enquanto Sócrates era PM!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Alternativa PS e juros da divida

Neste artigo de opinião vou escrever sobre dois temas que estão na ordem do dia, a discussão interna dentro do PS relativamente a ser já uma alternativa ao Governo e também a emissão de divida a menos de 5% de juro.

1. Silva Pereira diz que o PS ainda não é alternativa ao actual Governo e que deve até, ir a eleições internas antecipadamente. É certo que o PS por vezes parece ainda algo repartido, ainda não mostrar a coesão necessária para formar Governo, muito menos uma maioria absoluta, porém ser alternativa a este executivo parece-me ser algo ao alcance do Partido Socialista liderado por António José Seguro, até porque não é muito difícil dado as asneiras que temos assistido. Por isto, discordo de Silva Pereira quando diz que o PS não é alternativa neste momento mas concordo com o facto de ser ir a eleições! 
Caso hajam internas antes de Setembro, não só pode ser uma força extra à liderança do partido para enfrentar as autárquicas como uma força para o próprio Seguro, uma vez que há quem diga que não é o líder certo para o PS neste momento. Assim, não só se dava a oportunidade aos militantes de demonstrar o quão forte é este líder  como principalmente, e a meu ver usar aquilo que é mais importante num congresso, ouvir os militantes, as suas ideias e propostas.

2. Hoje Portugal voltou a ir comprar dívida aos mercados, uma operação vista como bastante bem sucedida. Mas acontece que, a meu ver, esta não é uma boa notícia, apenas uma notícia menos má. O facto de termos comprado dívida, demonstra que com o apoio da troika por si só não teríamos resolvido o problema de falta de financiamento. Esta ida ao mercado, juntamente com o pedido de alargamento do prazo do empréstimo, dá conta de que afinal era preciso mais dinheiro, e mais tempo. A esquerda sempre o disse, o Governo sempre o recusou. Vítor Gaspar anda todo contente com o facto de estarmos a ser bem visto lá fora, mas o povo não anda com o sorriso na cara. Num artigo, Henrique Monteiro diz tudo apenas com o titulo: "Portugal volta ao mercado, os portugueses não"! 
Comprar dívida não é bom! Não é motivo de festejo! Comprar dívida é endividar, é ter de pagar mais tarde o que pedimos hoje e ainda dar que ganhar a alguém! É colocar as gerações futuras a pagar aquilo que hoje é pedido! E o facto de ser a menos do que 5% de juro por si só não diz nada, porque se o que foi pedido hoje servir para pagar o que se pediu "ontem", de nada serve festejar... Apenas podemos esboçar um ligeiro sorriso se for para investir na nossa economia, apoiar as pequenas e médias empresas, reduzir o desemprego, senão de nada vale pedir dinheiro a ninguém, que só serve para piorar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Resposta peremptória do PS


Numa resposta peremptória por parte do maior partido da oposição, o secretário-geral do PS convocou para o mesmo dia em que se soube que a taxa de desemprego atingiu os 14%, uma reunião de emergência do secretariado nacional para analisar a situação nacional. Depois do comunicado que António José Seguro fez pouco mais há a acrescentar, apenas vou destacar algumas frases! (http://ht.ly/97rBa)
"O custe o que custar do primeiro-ministro levou Portugal para a maior taxa de desemprego de sempre, o custe o que custar do primeiro-ministro levou Portugal para o maior crescimento de sempre do desemprego num só trimestre e levou a que nos últimos seis meses mais de 96 mil portugueses tenham perdido o seu emprego"
"O PS, perante este flagelo não se resigna, não baixa os braços, é mesmo caso para dizer que custe o que custar, o PS não baixará os braços para lutar contra este flagelo social"
"reuniu cerca de 18 vezes desde que a crise mundial surgiu e durante esses 18 conselhos, que considerou sempre serem os decisivos, nunca encontrou respostas eficazes para estes problemas, pelo contrário, foram-se agravando"
"Não somos uma oposição de protesto, do bota abaixo, somos uma oposição responsável, que olha para os problemas, denuncia-os, explica que o caminho que o Governo escolheu é errado e que apresenta medidas que podem ser aplicadas de imediato"
Nestas quatro citações, demonstram bem aquilo que tem sido o papel da Europa perante a crise, aquilo que tem sido o resultado da austeridade obsessiva do Governo e também aquilo que o PS representa e significa para o panorama nacional!
Fossem todas as oposições, tanto a nível histórico nacional, como internacional e também da actualidade e acredito que metade das crises se teriam evitado, metade das guerras e conflitos não fariam parte da nossa história, milhões de pessoas não teriam morrido...o mundo seria melhor!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Papel de Seguro


Pegando na notícia publicada via online pelo jornal "Destak":

""Quero que portugueses saibam que há limitações na atividade como líder da oposição porque honro o memorando" -- Seguro

09 | 02 | 2012 22.30H

O secretário-geral do PS afirmou hoje que existem "limitações" à sua atuação enquanto "líder da oposição" por "honrar o memorando" assinado com a 'troika', defendendo que um líder político deve "olhar para os interesses do país".

"Aquilo que eu quero é que os portugueses saibam que há limitações na minha atividade como líder da oposição porque eu honro o memorando, porque é importante honrar os compromissos que o Estado português assina", afirmou António José Seguro.

Em entrevista à RTP, o líder do PS disse querer "explicar aos portugueses qual é o espaço político que o PS" e ele próprio em particular têm "para fazer oposição" ao Governo PSD/CDS-PP."


Aqui está a resposta a todos aqueles que têm vindo a criticar a actuação do actual secretário-geral do Partido Socialista.
A meu ver, este líder da oposição tem tido um papel relevante naquilo que é evitar uma crise política inútil. Quem tem a oportunidade de escolher os governantes, é o povo através do voto, e esse, escolheu atribuir vitória ao PSD que formou coligação de maioria absoluta com o CDS.
No próprio dia, o até então Primeiro-Ministro e candidato derrotado à eleição, José Sócrates, demitiu-se. Marcadas eleições, os militantes do PS escolheram António José Seguro. Este secretário-geral optou pelo caminho do diálogo, da negociação, da reflexão, e não do radicalismo da oposição, oposição inconsciente, que desprestigie a imagem do país. Não, já que tomou conta de um lugar ao qual sabe que está com acção limitada, à que fazê-lo de forma digna.
Já que a bancada parlamentar não foi escolhida por ele, o PS assinou um memorando de entendimento ao qual ele não concorda com certas(quase todas) medidas, à que optar pela responsabilização política e alternativa credível a longo prazo, o chamado "arrumar a casa" em linguagem simples, uma vez que estamos sob maioria absoluta e à priori não teremos alterações a esse nível nos próximos 4 anos!
Por isso, o caminho, é não seguir o exemplo grego! Mas sim de oposição consciente e responsável!