Mostrar mensagens com a etiqueta Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Costa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de março de 2018

Estão em sintonia

https://goo.gl/images/a583lF


Depois dos incêndios, muitos foram os que apregoavam o fim da boa relação São Bento - Belém - o mesmo é dizer entre Costa e Marcelo.

Pois bem, a verdade é que os tempos têm sido muito mornos politicamente em Portugal. Ou melhor, nem tanto a nível político, porque entretanto a direita está a arrumar a casa, com os seus congressos mais ou menos pop star, com banhos de mais ou menos ética. A temperatura está, digo eu, morna politicamente porque entre as ações do Governo e a atividade presidencial, nada vai correndo mal. E claro, em Portugal, a notícia é o que corre mal, nem tanto o que corre bem... não convém.

Este sábado, o Expresso noticia que o Presidente da República está a ponderar apertar o cerco a Rui Rio caso este tarde em fazer oposição ao Governo. Primeira questão: é o Presidente que tem de fazer oposição? O argumento até que não é inválido, ora o Presidente quer um Governo forte e uma oposição também ela forte. Todos reconhecemos, creio, o quão importante isso é para uma democracia funcionar bem.
E eu lia a notícia e pensava: bem, de facto já houve melhores dias para aquelas bandas. Mas não passavam de notícias. Nada de concreto ainda. Lá está, está tudo morno.

Ontem, também o Expresso, tem duas notícias em que eu tenho até dificuldade em perceber as diferenças reais. Marcelo está na Grécia. A Grécia está de saída dos programas de ajustamento que recorreu. Marcelo foi a Atenas dizer que podem contar com Portugal nesta altura decisiva da sua governação, até porque Portugal também passou pelo mesmo há pouco tempo. Certo, Sr. Presidente, mas Tsipras não é Passos Coelho. Fala-se da uma saída limpa. E eu pergunto: já se esqueceram dos momentos em que a Grécia entrava nas casas de todos nós, com manifestações e índices de pobreza? Parece que sim. Continuemos então.

Costa, por sua vez, foi discursar ao Parlamento Europeu e dizer que podem contar com Portugal. António Costa foi a Estrasburgo reivindicar uma Europa mais unida, mais coesa e mais igualitária. Propos um aumento de receita e disse desde logo que Portugal está disposto a aumentar a sua contribuição.

Em comum, para além do título das notícias, Costa e Marcelo mostram Portugal como ele é: um país responsável, organizado, economicamente a recuperar, com visão, europeísta e solidário.

Apesar de haver o que os separe, continua a ser muito mais o que os une.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

De Pedrógão ao Orçamento de Estado, Marcelo e Constança no caminho.

Bem, na verdade nem sei bem por onde começar!

Portugal vive dias difíceis. Muito difíceis. Mas é, mais uma vez, a prova que nem tudo é economia (alguns dirão que sim, que há interesses económicos instalados... mas não é esse o ponto).

Uma coisa é para mim clara neste momento. Finalmente, António Costa cometeu um erro grave. Sim, porque quem governa, a qualquer nível, comete erros, e Costa foi cometendo os seus, mas nenhum desta dimensão.

Ele tem razão quando diz que não há varinhas mágicas, mas... a sério que foi dizer que não as há numa hora daquelas? Naquele tom? Com aquela postura? Com o que estava, naquela hora, a acontecer? Nunca o poderia ter feito, mas fez. Deve, a esta hora, dois pedidos de desculpa: 1) pelo Estado ter falhado (já chega com delay, depois de Marcelo [já lá vamos]) na mais elementar das suas funções de soberania; 2) por ter cometido um erro de inabilidade política, e sim, estamos a falar de António Costa que é muito hábil politicamente.

(Adenda: António Costa já pediu desculpa no Parlamento, enquanto o artigo estava a ser publicado. O que não invalida a opinião continuar a ser expressa para vosso conhecimento, mas fica a nota de que Costa já o fez)

Já no seguimento da catástrofe em Pedrógão, achei que a Ministra não teria condições políticas para continuar, apesar de tecnicamente ser muito boa, também é preciso habilidade e condições políticas (veja-se o exemplo de Centeno, que foi ganhando de dia para dia até ser o Ministro que é hoje), e a Ministra, claramente, a perdeu em Pedrógão. Eu concordo que a demissão fosse o caminho mais fácil e que não fosse esse o que Costa quisesse seguir, mas tinha de ser, quando ainda nem a fase supostamente mais complicada dos fogos tinha chegado (e não, eu não me junto aos especialistas florestais, de combate a incêndios e de proteção civil que de repente brotaram como cogumelos em Portugal este verão de 2017) e talvez fosse esse o motivo para a segurar, até ao fim do verão e até ser conhecido o relatório (já repararam que todos os partidos se entenderam e foi produzido um relatório transparente, independente e muito bom?) sobre esse incêndio e fossem adotadas medidas, mas este fim-de-semana retirou qualquer timming, e fez cair por terra todas as estratégias que pudessem haver.

Sejamos honestos, ninguém estava à espera que estes incêndios, desta dimensão, acontecessem! Quem é que se lembra de tal em pleno outono? Eu sei que estava bom tempo e que estava vento e que estas duas variáveis são por si só propensas a incêndios, mas também sei que já estamos a meio de outubro e que já se pode fazer as chamadas queimadas e que o "perigo já passou". A estratégia de Costa estava até bem montada, mas, tal como aconteceu no passado com Vítor Gaspar que queria sair do Governo e Passos Coelho o fez esperar, volto a criticar a "espera" face a Constança Urbano de Sousa, e pelo mesmo argumento que, aliás, é um valor na minha vida: quem não quer estar, sai. Não se deve prender ninguém a uma relação (seja ela de que natureza for).

Ora, a Ministra sai com um pedido de demissão que, a meu ver, deixa-a ficar mal a ela, mas ao Primeiro-Ministro também, passando a ideia de que estavam à procura de alguém, o que não me parece que fosse necessário. E sai pela porta pequena. Pequenina. Infelizmente. Foi, em muitos momentos, o rosto da aflição, merecia melhor desfecho. Mas depois daquela intervenção, duríssima, de Marcelo, a Ministra não poderia ficar nem mais 24 horas no Governo. 

Por falar em Marcelo, eu acabo de dizer que ele foi duríssimo, mas foi não só com a Ministra, foi também com Costa, dando a ideia de que está a dar uma última oportunidade, mas também a todo o Parlamento e à sociedade civil como um todo.
Vejamos. Quanto ao que toca à então Ministra, acho que não é necessário dissecar muito, ele basicamente lhe passou um atestado de incompetência política em direto quase a demitindo pela própria boca. Mas como foi Marcelo a falar, no seu melhor, deixou portas abertas a diferentes interpretações. Claro que foi isso que aconteceu!

(Nota prévia: não estou a criticar a intervenção de Marcelo, porque quem o conhece e quem o elegeu sabia que ele ia meter a "colherada" mal tivesse oportunidade, e a intervenção foi um mea culpa que o Governo deveria também ter feito e não o fez, o que aumentou ainda mais a pertinência da sua intervenção e que retirou, com isso, qualquer margem de manobra a este Governo)

Ora, e que interpretações são essas? É fácil de ver, a que Passos Coelho já veio materializar, a reboque de Assunção Cristas, e a de que o Orçamento de Estado tem de ser bem ponderado.

Quando o Presidente diz que o Parlamento tem de refletir bem sobre a moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS para depois não haver equivocos, está a dizer em português corrente: vejam lá o que vão fazer, se os tiram de lá, quem é que para lá vai? E ao mesmo tempo pede reformas, caso este Governo se aguente, e só com ele pode haver no imediato. Mais uma vez, a economia não é tudo, muito menos o défice, e aqui acompanho, de mão dada, o Presidente. O défice está a ser um sucesso deste Governo, indiscutivelmente, mas eu preferia ter mais uns 0,5% de défice e ter essa margem em mais investimento no país, nomeadamente em matéria de atratividade do interior e de prevenção contra causas naturais (incêndios, cheias e afins).

Já agora, e se o Governo cair? Quem vai a eleições pelo PSD? Será que esta pode ter sido vista como a janela de oportunidade para a sua sobrevivência, por parte de Passos Coelho? Próximo artigo, brevemente.

Não posso terminar sem deixar uma palavra, sentida, a todos os afetados pelos incêndios, que deflagraram em Portugal, que deve ser já um fenómeno quase comparável ao da emigração na medida em que todos já devemos conhecer alguém que tenha relações, mais ou menos diretas com pessoas ou localidades afetadas pelos incêndios. Aos bombeiros, mas também aos polícias municipais e PSP, assim como GNR e "heróis" que foram surgindo, o meu muito obrigado.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Entretanto, Portugal


Após uma semana em que apenas e só se falava nos EUA, por causa da vitória de Donald Trump, que ainda me custa a engolir, mas assim terá de ser, Portugal não desapareceu por completo do mapa.

Não vou aqui falar da entrega de Pedro Dias que tinha estado quase um mês desaparecido a fugir a polícia, não, sabem bem que não é o tipo e tema no PNP

Durante esses dias, surgiu uma notícia que já teve, aliás, desenvolvimentos positivos para o nosso país: Bruxelas iria aprovar o Orçamento de Estado para 2017 sem grandes objeções. A esta hora já sabemos que vai mesmo ser aprovado.

O Orçamento para o próximo ano está, muito sinceramente, a parecer um passeio para este Governo. E isso não é necessariamente bom. É sinal, em primeiro lugar, que a oposição não está a ser aquilo que deve ser, oposição. E depois porque cria, inevitavelmente uma ideia, errada, de facilitismo. Estas duas premissas podem a médio prazo, prejudicar as nossas políticas públicas.

No mesmo seguimento de Bruxelas, temos as boas notícias relacionadas com a não suspensão dos fundos comunitários a Portugal. Essa seria uma má decisão da UE para este Governo porque não tinha tido responsabilidades no período a que o problema se reportava, tratando-se assim de uma herança. De salientar que, apesar de ser uma herança, coube a este Governo a sua resolução, e que esta decisão assenta naquilo que está previsto para o próximo ano. O importante agora é, sem dúvida, cumprir. O que não será fácil, será exigente, mas é exequível…

Ainda na onda das boas notícias, temos os dados mais recentes sobre o crescimento econômico nacional, que foi a que mais cresceu na Europa e que surpreendeu meio mundo. O outro meio mundo, são aqueles que acreditam que ainda vale a pena defender Keynes. Quando este governo se formou, disse que Costa iria tentar passar pelo buraco da agulha, entre a esquerda nacional e o neoliberalismo europeu. Está a conseguir. De tal modo, que hoje mesmo, Moscovici veio dizer que Portugal é o bom aluno europeu.

sábado, 19 de setembro de 2015

Depois dos debates

Gostaria de começar este artigo, e até porque não escrevi durante algum tempo por isso mesmo, com uma nota muito breve em relação à experiência que vivi na Hungria. Tal como aconteceu na Moldávia, uma vez mais conheci um novo país para mim, com a oportunidade de aprender através da educação não formal, mas acima de tudo, a oportunidade de conhecer pessoas novas. Tenho a sensação de que, numa semana, fiz uma mão cheia de amigos para a vida. É sempre bom e gratificante enriquecer desta forma. Aconselho a todos procurarem informação sobre o programa Erasmus + e ver em que medida este se pode aplicar aos seus anseios, interesses e vivências.

Porém, quer no dia em que parti como no dia seguinte a ter regressado, Passos Coelho e António Costa tiveram dois frente-a-frente, através da televisão e rádio respetivamente. A meu ver, o líder socialista foi quem venceu os dois debates, e pela mesma razão, pela atitude que mostrou ter, porque o conteúdo, esse, tem sido apresentado ao longo dos últimos meses, de forma pausada e responsável. Não quero, contudo, deixar de salientar que a diferença ou margem de vitória entre Costa e Passos foi mais evidente no primeiro debate, aquele que registou o maior número de espectadores de sempre, com sensivelmente 3.4 milhões.

Eu não vou estar aqui, hoje, a falar do conteúdo e das políticas que António Costa apresenta, até porque me dedicarei a fazê-lo na rua nos próximos dias, mas também o farei aqui. Apresentarei aqui o porquê de votar no Partido Socialista no próximo dia 4 de Outubro.

Quem viu e ouviu os debates teve a oportunidade de constatar que o ex-autarca se encontra em melhores condições de governabilidade, e não o digo por ser um orgulhoso socialista, nem por andar nas ruas a defender e lutar por uma vitória eleitoral. Digo-o porque, sem margem para dúvidas, António Costa mostrou ter um conhecimento bem mais profundo e real da situação dos portugueses. Mostrou que tem uma alternativa, de confiança, na qual podemos votar, sem medos e receios.

Para além do mais, e voltando ao ponto em que destaquei a atitude como elemento decisivo nos debates, o líder do PS mostrou uma capacidade de se comprometer com os portugueses, sem entrar em promessas vazias e populistas e mais, conseguiu mostrar determinação e coesão nas ideias pelas quais se apresenta hoje, e isso, é muito importante no momento em que ponderamos o nosso voto.

Nos próximos dias, como disse, apresentarei as razões pelas quais vou votar em António Costa, mas agora, e para terminar, apenas relembro que vencer debates e estar ligeiramente à frente nas sondagens não é garante de uma vitória eleitoral. Os debates valem para mostrar e apresentar as propostas e os candidatos. As sondagens servem para... bem, devem servir para avaliar as intenções de voto, mas que se têm mostrado bastante ineficientes nos últimos atos eleitorais a que temos assistido. Por isso, dia 4, seja para votar em quem for, ou mesmo para deixar o boletim em branco, é importante não ficar em casa.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Acabou o diz que disse

Muito já se tem escrito sobre cada uma das propostas, sendo que acredito que muito poucos foram os que leram o documento na integra. Falo claro, do estudo que 12 economias elaboraram que servirá de base, para que o PS faça o seu programa de Governo.

Ainda a apresentação estava a ser feita, e já haviam conclusões a tirar de um documento com cerca de 100 páginas. Fico surpreendido por ver a quantidade de speed readers que Portugal tem...

Depois de apresentado este documento, e onde constam medidas que o PS poderá levar a cabo, caso seja Governo, tudo será diferente daqui até ao dia das eleições. A rutura entre PS e maioria está agora muito clara. Está tão clara, que os únicos partidos a reagir ao documento, foi o PSD e o CDS. Os da esquerda, LIVRE PCP e BE preferiram não se expressar. Caso o fizessem, creio que teriam séria dificuldades em criticar.
A partir de agora, já não há desculpas. Já há resultados de 4 anos de governação, com algumas propostas dessa mesma coligação para os próximos 4 anos, e já há também algumas propostas do maior partido da oposição... Já não se vai discutir mais o diz que disse. 

O PS foi, uma vez mais, inovador na democracia. Não me refiro apenas ao tempo em que foi o grande impulsionador da democracia em Portugal, mas apenas e só destes últimos 12 meses. Desde que António Costa se mostrou disponível para liderar o PS, aliás, para ser o candidato a Primeiro-Ministro pelo PS, vimos já de forma inédita eleições primárias num partido, a abertura a simpatizantes, a abertura ao cidadão para apresentarem propostas a incluir no programa apresentado pelo PS e agora vemos ser apresentado um estudo macroeconómico, com simulação de medidas, para que se evite os vídeos virais que por aí andam, em que Passos Coelho antes das eleições dizia fazer uma coisa, e no cargo de PM, fez exatamente o oposto.
Não, o PS é diferente, e como disse o secretário-geral na festa da democracia, no passado domingo: "Palavra dada é palavra honrada".

Esta é uma nova realidade para a nossa democracia, este, é o caminho de aproximação do eleitorado ao eleitor.

Gostaria de terminar a deixar um desafio aos canais de televisão e jornais, principalmente aos mais sensacionalistas, que façam uma sondagem verdadeira. Creio que a descolagem de que se tem falado está aí ao virar da esquina...

terça-feira, 17 de junho de 2014

A oligarquia montada.



Tenho muita pena de ter chegado a esta conclusão, mas o PS está a dar uma prova claro, do porquê dos partidos terem de mudar.

O mais engraçado, sem ter piada nenhuma, é que não foi assim à tanto tempo que o Partido Socialista se blindou, estatutariamente, da forma como está.
Esta disponibilidade de António Costa está-se a revelar revolucionária na forma como os partidos estão organizados. Nomeadamente, e é aqui que me entristece, o partido da vanguarda da democracia, a quem muito Portugal lhe deve pela forma livre como vivemos hoje, se está a revelar uma oligarquia perfeita.
A propósito, o artigo hoje publicado no jornal i, de Jorge Lacão, a meu ver, está perfeito e bastante explicativo.

Isto trocado por linguagem mais legível, podemos ver que António José Seguro está agarrado à cadeira do poder, e que de lá não sairá assim tão facilmente. Primeiro ponto, e que já dei conta num outro artigo, é que a legitimidade do mesmo, perante a contestação, é nula. Mais, uma pessoa que recorre à secretaria para justificar e argumentar a sua continuação na liderança do partido, não merece ser Primeiro-Ministro.
Seria bonito, e benéfico para o PS, mas principalmente para o país, Seguro convocar, sem medo, eleições, nem que fosse por via da sua demissão.
Porque é que o país ganhava? Porque o Governo teria oposição. Neste momento, o maior partido da oposição anda a discutir estatutos, e não políticas públicas. A decisão do Tribunal Constitucional, o vergonhoso pedido de esclarecimentos e o pior ainda, as declarações de Passos Coelho acerca dos juízes do TC passaram despercebidos. E é vergonhoso.

Uma vez mais, Seguro mostra que não está em condições de liderar o PS, até porque, caso argumente, em momento algum que está no pleno exercício das suas funções, torna-se automaticamente numa mentira.

A ideia que a direcção do partido com o qual me identifico está a demonstrar, que tudo aquilo que é dito nos cafés, acerca do sistema partidário português, afinal, não é tão descabido como acreditava que era. A ideia de que são apenas uns quantos a mandar, que quem lá está, de lá não sai e de que quem quiser, lá não chega por causa de haver uma máquina montada, viciada, tem-se mostrado verídica.
E eu, não me identifico com estas ideias, caro António José Seguro...