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quinta-feira, 19 de março de 2015

Existe lista? Quem é o responsável?

Aparentemente, existe uma lista VIP para o nossos sistema tributário.
A minha lista de questões, e que penso ser a de muitos, é:
Existe lista VIP?
O que é, realmente, essa lista VIP?
Para que existe?
Quem a criou?
Porque?

Não se percebendo ainda, se existe ou não, uma lista VIP para as finanças, a verdade é que já rolam cabeças. E a de Paulo Núncio, secretário de Estado dos assuntos fiscais, está em jogo.

Porém, os partidos parecem estar a ser bastante cautelosos em relação a este assunto, e ao mesmo tempo, unânimes. Pois na verdade, neste momento todos querem salvar a sua própria pele, seja o que for que se passe.

Esta situação, que causa obviamente, mau estar na governação, e o facto de terem sido já duas as pessoas de altos cargos governamentais a saírem pelo próprio pé, dá muito a entender de que algo não está bem.
Ao mesmo tempo, é uma das formas mais dignas de se sair do poder, pelo próprio pé. Percebendo-se assim, o lugar que se ocupa e as responsabilidades a que se está obrigado.

A propósito, penso ser útil relembrar, apenas por nota informativa, a demissão de Miguel Macedo, que foi uma forma exemplar de se comportar na política. Uma lição a tirar.

Muito mais não se pode escrever sobre o assunto, porque muito pouco sobre ele se sabe.
O que queria, no fundo, aqui deixar para os leitores, é a minha convicção do óbvio. Isto é, algo se passa, os partidos estão a ter um bom comportamento. E este episódio, com o seu desenrolar, ditará se o Governo, nomeadamente Passos Coelho tem punho firme e até que ponto a proteção da informação do contribuinte, o chamado sigilo, é respeitado ou não...

Ainda muito se falará. Espero que sempre numa linha construtiva e que as devidas explicações e ilações sejam apuradas. É o que se exige.

domingo, 7 de julho de 2013

O acordo deu nisto



Uma coisa parece ser certa, temos estabilidade política até as eleições europeias, ou seja, temos Governo até ao fim do mandato. Isto até poderia ser óptima, mas acontece que eu não olho apenas a metas, mas sim também e essencialmente a meios, e isto ser conseguido apenas com uma "clausula" que encarece o eventual divórcio, não me parece lá muito democrático.
Já que falo em meios, o acordo até pode ser bom para a coligação, logo, para o país, mas a forma como foi conseguido por Paulo Portas, não me parece a ideal. Mas a verdade é que a partir de agora temos um Governo em versão 2.0. (poder ser melhor ou ainda pior)

Não entendo, como o PR aceita esta retirada de soberania ao povo e, legitima um Governo nestas condições, claramente contra a vontade do povo.

Como português, não me sinto protegido por este executivo.

Mas uma coisa que é muito interessante, é ver Paulo Portas agora a coordenar a economia, finanças e a relação com a troika. Isto significa que passa a ser não vice primeiro-ministro mas sim quem realmente manda. Passos Coelho passa assim a ser um fantoche.

Portas a partir de agora, para mim, não é governante mas sim estratega. Conseguiu o que queria, vamos ver o resultado.

NOTA: Esta imagem diz tudo, Paulo Portas a sorrir e Passos Coelho a vergar a cabeça. Melhor imagem era impossível

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O fim da incompatibilidade



Outrora, num outro artigo, defendi que Paulo Portas tinha perdido a sua oportunidade de se demitir do Governo, mas agora, depois de ler a sua carta de demissão, dou o braço a torcer e concordo com a sua demissão. Este Governo conseguiu criar mais discórdia entre os seus líderes de coligação.

Paulo Portas discorda à muito com a política financeira deste Governo, à muito que tem assumido publicamente, e a escolha desta ministra foi a gota de água. Segundo o líder do CDS, o que o levou a demitir-se foi o facto de o PM não o ter tido em conta, na sua decisão de escolher Maria Luís Albuquerque para esta pasta tão importante. Invoca na sua carta de demissão, o facto de não ir contra os seus princípios. Louvo esta atitude!

No entanto, neste momento, como em qualquer outro, uma crise política não é conveniente. Estamos a meses de reentrar nos mercados. Estamos sob assistência financeira externa. Estamos com desemprego elevadíssimo, défice elevado e uma dívida impagável. Estamos também a meio deste mandato legislativo.

Contudo, não se deve, tal como já com Gaspar, manter ministros a governar contra a sua vontade.
Esta situação leva-nos a ingovernabilidade  tal como em 2009 quando Sócrates ganhou as eleições e governou em minoria. Hoje, poderá ter consequências bastante mais graves para as gerações vindouras.

O que deve, com tudo isto, Cavaco Silva fazer? Ainda faltam 2 anos de mandato ao PSD, que pode governar sozinho ou procurar outra coligação. 
A meu ver, e tal como já referi, um Governo de salvação nacional ou de iniciativa presidencial, ou então, chamar os portugueses ás urnas. É óbvio que Passos Coelho  não tem mais legitimidade para governar, e como tal, o PR tem de agir como chefe de Estado que é.

Neste momento, o PS tem um papel fundamental na política nacional, tal como sempre o tem, mas hoje, como líder da oposição, tem de demonstrar responsabilidade e que está preparado para ajudar os portugueses e Portugal a superar esta crise, seja qual for o caminho seguido.

Para finalizar, e sem ironia, dou uma vez mais os parabéns ao PM pelo seu sentido de Estado, em que afirma que irá levar a sua avante até ao fim. Só demonstra que está a fazer o melhor que sabe e que está convicto de que isto é o melhor para Portugal. Pena ser apenas ele e o morador de Belém que acreditam nisto, mas um dia mudará. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Formas de ditadura



Eu Quero, posso e mando!
Eu quero controlar as contas do Estado,
Posso porque me deixam,
E mando em todos os cêntimos que são gastos...

Esta deve ser a filosofia do ministro das finanças neste momento, uma vez que emitiu um despacho a comunicar que sem a sua autorização não será gasto dinheiro por parte do sector público!


Mas palavras para quê quando o reitor Sampaio da Nóvoa diz isto:


Subscrevo e tenho receio que esta medida possa estrangular o normal mau funcionamento do nosso Estado.