quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O ano que se avizinha.

Antes de mais, um bom ano a todos os leitores do PNP.
Espero que este, seja um ano produtivo para todos, em que a condição de vida de cada um se altere, para melhor, indo ao encontro do que cada um ambiciona.

Hoje não vou escrever sobre nenhum tema em especifico, que esteja a dominar a atenção dos media do nosso país. Não vou também, neste texto, fazer uma lista de temas, dos quais ache que vão dominar este novo ano, para isso, temos por exemplo este artigo de David Dinis, no Observador, que me parece ser bastante útil para aqueles que querem prever um pouco aquilo que serão as próximas discussões públicas.

Ora, também não escrevo apenas para desejar um feliz ano novo. Acho que, tal como creio que acontece com todos, este é o dia do ano em que sentimos força e poder para fazer muitas coisas novas. Aliás, muitos são aqueles que fazem, tal como eu já fiz também, uma lista de objectivos para este novo ano. Por isso mesmo é que vos estou a escrever hoje,

Parece estranho, eu sei, mas passo a explicar.
Pretendo que este ano, seja mais um em que PNP registe o crescimento do número de leitores que tem vindo a registar nestes dois últimos anos, em que passou de 2000 visualizações no primeiro trimestre de 2013 (e o blog tinha então 4 anos de existência) para mais de 13000 neste momento. Mas isto não será, de todo, uma causa, mas antes uma consequência. Uma consequência do aumento do número de artigos publicados, com mais ou menos profundidade e qualidade (fica ao critério de cada leitor).

Por isso mesmo, pretendo a partir de agora, publicar, no mínimo, dois artigos por semana. Assim, os leitores mais atentos, ou aqueles que pretenderem vir a sê-lo, saberão que, às segundas e quintas terão artigos novos publicados no PNP, para poderem ler a minha opinião acerca daquilo que eu achar pertinente contribuir ou dissecar.
Pretendo também, aumentar um pouco o espectro dos artigos, isto é, manter a linha que tem vindo a ser seguida, e aparentemente aceite pelos leitores, de comentário da actualidade política e de medidas especificas como também de de situações pontuais do quotidiano político. Não obstante, pretendo vir a escrever sobre temas, que até agora não o fiz mais genéricos. Isto é, sobre temas que eu tenho vindo a aprofundar conhecimento, como economia. Assim, poderão contar com artigos um pouco mais técnicos, esporadicamente, sobre assuntos que nos interessam a todos, como impostos, modelos de governação, sistemas eleitorais, investimentos públicos, entre outros. No entanto, e como se trata de um blog de opinião pessoal, todos os artigos que acima referi, terão a minha opinião de como acho que devem os responsáveis actuar e quais os caminhos que devem ser seguidos.

Despeço-me hoje, desejando, uma vez mais, um bom ano a todos. E não se esqueçam, ano novo, vida nova!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Um grupo unido e uma grande experiência

Já era tarde, bem tarde, quando se souberam os resultados das eleições para os orgãos sociais da AAUM - Associação Académica da Universidade do Minho.
A lista que anteriormente referi, aqui no PNP, que fazia parte, saiu vencedora com cerca de 60% dos votos.

Este artigo não se traduzirá apenas numa congratulação a toda a equipa da lista vencedora, mas principalmente, será a partilha de uma experiência.

Obviamente aproveito para aqui deixar os meus mais sinceros parabéns aos restantes elementos da Lista A, futuros membros da próxima direcção da AAUM, e principalmente ao Carlos Videira que foi assim reeleito para o seu terceiro mandato a frente dos destinos da referida associação.
Merecem também destaque os elementos da lista concorrente, que se bateram com as armas que tinham e que ofereceram uma disputa renhida, ao ponto de fazer baixar a abstenção.
Porém, esta continua a ser ainda muito elevado, algo que nos deverá preocupar a todos, mas mais do que preocupar, deverá fazer-nos encontrar soluções para este desinteresse demonstrado.

Não obstante, foi uma noite de expectativa como à muito não vivia! Certamente que iria estar expectante quanto ao resultado, mas assim tanto? Foi uma boa surpresa.
Depois das urnas fecharem, começou um frenesim inédito em mim, entre alguns momentos de convívio entre amigos que estávamos a aguardar resultados, começou a dominar a sede de algo mais concreto do que apenas a nossa confiança. Era imperial materializá-la. Apenas a notícia o fez.
Notícia essa que surge já de madrugada, seguramente uma mão cheia de tentativas de abandonar o local e regressar aos meus aposentos porque ontem, dia seguinte, era dia útil, e felizmente, dia de trabalho.

Os laços criados nesta noite eleitoral, a união que se viveu, o espírito de partilha e demonstração de vontades sincronizadas tornaram esta equipa muito forte, dotada de todos os ingredientes para uma receita de sucesso.
Apesar de se tratar de uma reeleição, grande parte (mais do que metade) dos elementos integraram a equipa este ano, ou seja, são "estreias" na AAUM, como é o meu caso! Daí eu ter partilhado este espírito de grupo, união e sacrifício naquela noite vividos, que nos tornou, a todos, um só.

Seguir-se-à um ano longo de trabalho e dedicação. Mas creio que passará muito rápido. Seria bom sinal. Vamos a isto!

A todos os que votaram nesta lista, e também aos elementos da própria lista, um muito obrigado pela experiência que jamais esquecerei!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Quem quiser criticar, critica...

Quer queiramos quer não, a verdade é que quem quer criticar, critica... sempre.

Isto não é novidade para ninguém, mas serve de nota de abertura para este artigo, a propósito do último congresso do PS.

Existe ainda muito "barulho" em torno daquilo que o congresso foi, principalmente pelo facto de o secretariado não incluir "Seguristas". Em relação a este facto, podemos ter diferentes leituras. a primeira que me salta a vista é o facto de haver uma divisão no partido, divisão essa que não é suposto, tanto tempo depois das primárias e principalmente, tendo em conta a esmagadora vitória.
Porém, nos órgãos mais importantes entre congressos, estão presentes ex-apoiantes de Seguro. O que responde, por si só, aos críticos da inclusão de todas as fracções nos órgãos. Porém, o secretaria ser todo da "confiança" do líder, não me parece ter todo o mal, uma vez que assim, na sua ação, esta direção conseguirá, à priori, levar a cabo as iniciativas que pretender, sem grande alvoroço mediático. Sim, porque o que se assiste muitas vezes, é pessoas que integram estas equipas de trabalhos aproveitam esse mesmo facto para terem outra legitimidade em tornar públicas e mediáticas as suas posições e intervenções. Mas isso daria outro artigo.

Contudo, se António Costa integrasse na equipa do secretariado nacional pessoas mais próximas do anterior líder, estaria aqui a elogiar também, ou pelo menos, não criticaria certamente. O que me faz alguma espécie é algumas pessoas criticarem apenas para estarem do contra. O ditado em que se é preso por ter e não ter cão, em Portugal, faz todo o sentido.

Ainda para mais, quem tem criticado veementemente o novo líder socialista, são os mesmo que o atacavam, em campanha, de ser muito próximo da direita. Ora assistimos ao inédito, em que os "seguristas", ou pelo menos aqueles que o apoiaram, estão agora a criticar a "esquerdização" do PS. Em que ficamos afinal?

Quanto a isso eu sou bastante sucinto e claro. Primeiro ponto, não acho que sejam as pessoas ou os partidos que regem uma coligação, mas sim o seu conteúdo. Segundo ponto, o PS não pode, nunca, entrar em coligação com nenhum dos partidos de Governo, uma vez que estes parecem querer levar a austeridade como fio condutor das políticas nos próximos anos. Terceiro ponto, e dando nota da minha alteração de ponto de vista, já referenciado aqui no PNP, o LIVRE parece ser o partido mais disponível e com melhores condições para uma coligação, uma vez que entra no espírito agregador e mobilizador em que o Partido Socialista se encontra.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O que se passa no PS?

Eu não sei que interesses poderão estar por trás de certos comportamentos, nem mesmo se eles existem, mas a verdade é que no PS, só nos últimos 2 dias, têm-se dado largos passos no sentido inverso ao da maioria absoluta pretendida e aclamada.

Tivemos Francisco Assis a dizer que, se o PS vencer as eleições, a coligação não deve ser nem ao centro nem a esquerda, mas sim a direita...
Ora, o PS tem, de forma categórica, distanciar-se desta política de austeridade e destas opções governativas com uma tónica de destruição do Estado Social.
Por isso, caso o PS vença as eleições, Francisco Assis não poderá, a meu ver, assumir qualquer cargo governativo que seja. Atenção que eu até aprecio o Francisco Assis, mas deixou muito a desejar com estas declarações. Parece até que está a fazer um favor a alguém, criando-se um caminho de auto destruição no Partido Socialista.

Depois tivemos José Lello a aliar-se a Couto dos Santos (PSD) para a reposição de subvenções vitalícias de ex-políticos que foi precisamente o PS de José Sócrates que, em 2005, os retirou. Não se consegue perceber como é que alguém, com dois dedos de testa, é capaz de reivindicar isto e agora... Depois de anos de austeridade como estes, depois de se retirar tanto a tantos, nomeadamente aos aposentados e reformados, vem um político, um deputado, eleito pelo povo, pedir para se reporem as subvenções? São atitudes como estas de criam a distância que existe entre eleitor e eleitorado. Sabem quando se verificam abstenções de 50 e muitos por cento? O motivo está aqui mesmo, neste tipo de atitudes.

Como se já não bastasse, tivemos hoje um episódio, hilariante, que remonta aliás aquele "digno" episódio em que Ricardo Rodrigues se lembrou de abandonar uma entrevista e levou consigo os gravadores, também este deputado do PS. O que aconteceu hoje foi que, numa sessão no plenário, em que Eduardo Cabrita, na qualidade de Presidente da audição ao Secretário de Estado Paulo Núncio, lhe retirou o microfone e não o deixava falar. E quando finalmente se decidiu a fazê-lo, retirou novamente a meio da intervenção. Para mim, um episódio destes deve ser classificado de vergonhoso.

Não sei, muito sinceramente, como é que o Partido Socialista pretende conquista uma maioria absoluta deputados a intervirem desta forma, mas uma coisa é certa, algo de errado se passa.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Um recandidato e um apelo ao voto

Como sabem, já fui protagonista de uma candidatura a liderança de uma organização. A candidatura à presidência de uma associação tem tanto de gratificante como de responsável.

Ainda não tinha partilhado aqui no PNP, mas este ano estou também incluído numa das duas listas candidatas à AAUM – Associação Académica da Universidade do Minho. Nomeadamente na Lista A, que tem como objetivo máximo a reeleição do atual Presidente Carlos Videira. Em caso de vitória, será o seu terceiro mandato à frente da referida associação.

Ao contrário do que aconteceu até aqui, os estudantes da Universidade do Minho têm uma tarefa facilitada, ou votam A ou B, literalmente. Pelo que, para se escolher um dos lados, é sempre necessário conhecer os dois.
Este artigo não será um apelo ao voto na Lista A, mas sim um apelo ao voto, ao voto informado, ao voto responsável. Irei nele também explicar porque me encontro inserido na lista candidata e também, aquela que é a minha leitura do panorama atual, uma vez que estamos a percorrer ainda a pré-campanha eleitoral.


Como sempre, quem está no poder, e neste caso, o candidato da lista A, é sempre um alvo facilitado para as criticas. Pois uma decisão, seja ela de grande envergadura e importância, ou uma decisão mais simples que seja, irá reunir, sempre, opositores e apoiantes. E este ano, pelo facto de já ter dois anos de desgaste político das suas decisões, estratégias e coordenação, Carlos Videira tinha tudo para ser um alvo demasiado fácil para a crítica. Mas acontece que a coragem de se candidatar a um terceiro mandato, revela que, mais do que pedir o escrutínio dos eleitores ao seu trabalho até agora desenvolvido, por via do voto e sempre com a possibilidade de perder, tem ainda um projeto para levar a cabo, que está, aliás, disponível para consulta de todos os interessados. Acredito que, seria bem mais confortável para o próprio a não recandidatura, pois se fosse apenas para colocar no CV esta experiencia, já o tinha garantido certamente.

Certamente, escreverei mais acerca destas eleições. E aí sim, assumidamente em papel de fazer campanha pela lista em que estou inserido. No entanto, fico-me por aqui, a apresentar o meu ponto de vista, o mais genérico que consigo, dadas as circunstancias. Em jeito de conclusão, apresentei aqui, e foi com este intuito que escrevi o artigo, a forma como encaro esta reeleição, tal qual como se não estivesse na lista candidata protagonizada pelo Carlos Videira. E apelo, uma vez mais, ao voto informado.

Ficam também aqui os meus desejos de uma campanha cheia de debates, trocas de ideias e partilha de projetos, ideias, criticas construtivas, reflexões e vontades, onde se deve procurar evitar trocas de acusações infundadas, a maledicência, a critica fácil e a demagogia habitual de duelos eleitorais. Veremos se todos os candidatos serão capazes de primar pelo exemplo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Uma demissão, uma lição...

Já todos sabemos que, ontem por esta hora, o ministro Miguel Macedo se tinha demitido. Esta demissão é, um excelente exemplo de postura a ter na política. O ex-ministro deu uma verdadeira lição, não só aos seus ex-colegas de Governo, mas também aos jovens.

Como sabem, eu não opino sobre casos que estejam a correr por via judicial (ou seria suposto, mas estejam parados pelos atrasos do nosso sistema judicial), e por isso mesmo, não vou fazer comentários ao caso labirinto, que esteve na origem da demissão de Miguel Macedo.

Porém, um dos ministros que estava melhor cotado pelo trabalho até agora desempenhado, demitiu-se mesmo não tendo qualquer responsabilidade pessoal ou qualquer culpa no caso, mas como pessoas muito próximas de si, pessoal e profissionalmente, estão envolvidas, achou por bem, uma vez que tem a sua autoridade diminuída, retirar-se. Ou seja, uma demissão que resultou de uma excelente leitura política da situação.

Mas onde está, afinal, a grande lição de que falei no inicio?

Ora, está precisamente no facto de ter demonstrado um grande desprendimento ao poder. Apesar de não ter culpa, paga uma fatura por algo que não tem qualquer responsabilidade. E isto, é algo que deve ser mediaticamente enaltecido, até para ver se, de uma vez por todas, muitos dos vaidosos que se agarram ao poder, anos a fio, colocam a mão na consciência e saibam também eles ter os seus verdadeiros minutos de fama, ao apresentarem a demissão.

Miguel Macedo precisou de cerca de 3 minutos, e um texto lido, para se colocar num patamar de exemplo a seguir. Coisa que poucos políticos, ao longo dos últimos 40 anos, se podem orgulhar.
No entanto, se Nuno Crato, Paulo Portas ou Paula Teixeira da Cruz o fizessem hoje mesmo, não fariam mais do que a sua obrigação, mas também não teriam um décimo da dignidade com que Miguel Macedo o fez ontem. O agora ex-ministro, encontrou uma via muito digna de sair deste Governo, que está à deriva, e que tem apenas alguns raros casos de bons exemplos a seguir. E posso já dizer que, a meu ver, o ministro da Saúde Paulo Macedo, tem feito um trabalho bastante meritório no desenvolver das suas funções.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O muro ainda existe?

Ora como todos demos conta, ontem celebraram-se os 25 anos desde a queda do muro de Berlim.

Sem dúvida, um dos factos históricos mais emblemáticos de que há memória, sobretudo, pelo seu simbolismo.
Recordemos que, a queda do mesmo, significou a união da Alemanha, ou seja, esta deixou de estar separada e dividida em dois.
Promoveu-se então a igualdade entre as "duas Alemanhas" que até então existiam e abriram-se portas à liberdade.

Foi também bastante simbólico para a Alemanha, uma vez que foi a queda de um dos últimos grandes símbolos da Grande Guerra que a derrotou, e por isso, um marco na viragem para aquilo que é hoje, a grande potencia que é hoje aquele país. Independente dos meios, este está a ser o seu fim. Tem, como todos admitimos (quer pelo reconhecimento de que é verdade, mas também admitimos porque somos passivos nesta questão), a Europa nas suas mãos.

Contudo, e passados estes 25 anos, nos quais os últimos 5 da forma como podemos observar todos os dias, e mesmo vivenciar. Quero com isto dizer que, hoje em dia, estamos sob soberania alemã... sim, Portugal (e não só) tem vindo a perder soberania, em prol de um projeto europeu que é precisamente a Alemanha que lidera, põe e dispõe.

Com a atual crise, ficou também evidente que a Europa está separada em dois. Esta é constituída pelos países do norte e os do sul. Quem é que faz referência às diferenças para seu belo prazer? A Alemanha... E mais ainda, onde é que é a separação entre os meninos bonitos (norte) e os patinhos feios (sul)? Na Alemanha...

Ora, concluo deixando este ponto de vista para reflexão e também perguntando: Será que o muro passou de estar na vertical (a separar o ocidente do oriente) e passou a estar na horizontal (separando a Europa do norte e a do sul)?