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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

PNP de volta, em tempos de Rentrée

Como todos sabemos, Setembro é o mês das rentrées políticas. O PSD com a sua Universidade de Verão, o CDS com a Escola de Quadros, o PCP com a Festa do Avante! e o BE e o PS não têm nenhuma atividade habitual, mas agendam sempre o seu regresso. Este ano, o PS será em Braga numa iniciativa da JS.

Os leitores mais atentos estranharão que, desde o dia 13 de abril, não tenho escrito nada para o PNP. Meramente motivos pessoais e que não vale a pena que escrutiná-los.

Nesta rentrée, que será mais uma nota de "welcome back" ao jeito de "back to school", apenas quero salientar duas coisas.

A primeira é que continuarei a escrever sobre os mesmos temas, ou seja, aquilo que for acontecendo no dia-a-dia, com a diferença de que, pelo menos uma vez por mês sairá um artigo mais exploratório de algum tema específico, como por exemplo, sistema fiscal, SNS, escolas e educação, segurança social, emprego, entre tantos outros. Quanto à regularidade dos artigos, não vou já aqui fazer uma promessa como outro fiz de lançar artigos às segundas e quintas, mas assim que tiver oportunidade comunicarei quando podem esperar por novas mensagens. O Excertos do Dia também voltará a ser lançado assim como outras iniciativas que estou a preparar.

A segunda nota, e uma vez que como sempre fui partilhando as minhas experiências académicas, informar que ingressei no Mestrado em Políticas Públicas no ISCTE, e informo principalmente com um objetivo, salientar que a linguagem poderá de ora avante modificar um pouco, isto é, tornar-se mais técnica ou académica, mas tentarei sempre com as minhas palavras expor os temas o mais acessível possível porque esse é o objetivo maior deste meu projeto, falar sobre política, mas que seja percetível a qualquer leitor, mesmo e principalmente para aquele que está agora a olhar para o mundo que o rodeia pelas primeiras vezes. Se necessário, recorrerei ao meu modesto sentido de humor, que poderá ser mais eficaz.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Excertos do Dia em revista

Esta semana iniciei no PNP Opinião uma nova rubrica, o Excerto do Dia, em que a intenção é citar alguma frase, nota ou ideia que eu tenha lido ou ouvido durante determinado dia, e acontecerá todos os dias, de segunda a sexta, em forma de imagem na página do Facebook, que aproveito para convidar a fazerem "Gosto" para que assim possam seguir a página e possam acompanhar a nova rubrica. Para completar a rubrica, ao fim-de-semana escreverei um artigo no Blog, em que vou expor a minha opinião acerca de cada uma dos Excertos do Dia ou apenas sobre um ou outro, que mereçam uma nota mais alongada ou mais profunda. NOTA: Através das minhas contas do Twitter e Instagram também será possível acompanhar a rubrica diária.

Uma vez que a rubrica começou apenas na terça-feira, só houveram 4 Excertos do Dia esta semana.

O primeiro, e que foi o impulso para a existência da rubrica, pertenceu a Mariana Mortágua, que reconheceu no seu artigo de opinião no Jornal de Notícias a situação económica em que Portugal se encontrava em 2007, e que muitas vezes é por muitos esquecida, ou seja, a única vez em que Portugal esteve com défice abaixo dos 3% e com a dívida pública a consumir 68% do nosso PIB.
Esta é um facto que muitos, por falta de argumentos válidos para criticar a última governação do PS, tentam esconder, com a velha estratégia de que uma mentira dita muitas vezes passa com relativa facilidade a verdade, é ao mesmo tempo algo que não podemos esquecer. Porém, naturalmente que o PS cometeu erros, mas a estratégia antes da crise internacional era a que deveria ser seguida, de investimento público, com investimento principalmente na área da ciência e inovação.

Mas aquele que foi o tema dominante da semana, teve que ver com a estratégia da TAP (será que a estratégia é só da TAP? E aonde levará essa estratégia? Num artigo dedicado apenas ao tema TAP irei expor as minhas reflexões...), destaquei as afirmações de Pinto da Costa relativas ao facto de a equipa do FC Porto, que representa muitas vezes não só a cidade, como o norte e mesmo Portugal, ter viajado pela companhia aérea da SATA e não pela TAP. Porém, de notar que a SATA pertence à TAP e que, tal como a principal companhia, irá retirar voos do aeroporto Sá Carneiro. Mas a tomada de posição conseguiu o efeito pretendido na mesma, que era a colagem ao Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira nas críticas ao sucedido e dar voz às críticas do norte.

Iniciou-se ainda outra "batalha" esta semana. Não a Porto-Vigo, mas sim a Costa-Costa. Um, Primeiro-Ministro, lamentou a atuação do outro, Governador do Banco de Portugal em relação à proposta que o Governo fez aos lesados do BES e que foi maioritariamente por estes aceite, mas que ainda não teve o devido seguimento. Carlos Costa tem sido constantemente alvo de críticas desde o que se passou no BES, e depois todo o processo com os lesados e ainda com o processo de separação entre Banco Bom (Novo Banco) e Banco Mau (que deveria já estar vendido mas que tem dado muitas dores de cabeça) e também críticas relativas à supervisão (que é a sua função/tarefa) em relação ao Banco Banif, que foi a surpresa deixada na gaveta pelo anterior Governo, e que tinha um despertador já em contagem final. Está em curso no Parlamento um inquérito que, muitos, apontam como a causa do afastamento previsível de Carlos Costa do cargo que agora ocupa.

A semana terminou com um Excerto do Dia a destacar o que Mário Centeno disse em relação do Orçamento de Estado e aquilo que se tem dito (tudo e mais alguma coisa) e o possível aumento de impostos, no qual o próprio Ministro das Finanças negou, mas que o atual Primeiro-Ministro António Costa tem lançado, todos os dias, vídeos explicativos dos diferentes pontos do Orçamento de Estado. Não discutindo se o Orçamento é bom ou mau, a iniciativa é inovadora e e sem dúvida que aproxima o eleitor do eleitorado. Bem precisamos! 

E pronto, foi a primeira semana do Excertos do Dia, espero que sigam diariamente, e que enviem o feedback para que possa melhorar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O ano que se avizinha.

Antes de mais, um bom ano a todos os leitores do PNP.
Espero que este, seja um ano produtivo para todos, em que a condição de vida de cada um se altere, para melhor, indo ao encontro do que cada um ambiciona.

Hoje não vou escrever sobre nenhum tema em especifico, que esteja a dominar a atenção dos media do nosso país. Não vou também, neste texto, fazer uma lista de temas, dos quais ache que vão dominar este novo ano, para isso, temos por exemplo este artigo de David Dinis, no Observador, que me parece ser bastante útil para aqueles que querem prever um pouco aquilo que serão as próximas discussões públicas.

Ora, também não escrevo apenas para desejar um feliz ano novo. Acho que, tal como creio que acontece com todos, este é o dia do ano em que sentimos força e poder para fazer muitas coisas novas. Aliás, muitos são aqueles que fazem, tal como eu já fiz também, uma lista de objectivos para este novo ano. Por isso mesmo é que vos estou a escrever hoje,

Parece estranho, eu sei, mas passo a explicar.
Pretendo que este ano, seja mais um em que PNP registe o crescimento do número de leitores que tem vindo a registar nestes dois últimos anos, em que passou de 2000 visualizações no primeiro trimestre de 2013 (e o blog tinha então 4 anos de existência) para mais de 13000 neste momento. Mas isto não será, de todo, uma causa, mas antes uma consequência. Uma consequência do aumento do número de artigos publicados, com mais ou menos profundidade e qualidade (fica ao critério de cada leitor).

Por isso mesmo, pretendo a partir de agora, publicar, no mínimo, dois artigos por semana. Assim, os leitores mais atentos, ou aqueles que pretenderem vir a sê-lo, saberão que, às segundas e quintas terão artigos novos publicados no PNP, para poderem ler a minha opinião acerca daquilo que eu achar pertinente contribuir ou dissecar.
Pretendo também, aumentar um pouco o espectro dos artigos, isto é, manter a linha que tem vindo a ser seguida, e aparentemente aceite pelos leitores, de comentário da actualidade política e de medidas especificas como também de de situações pontuais do quotidiano político. Não obstante, pretendo vir a escrever sobre temas, que até agora não o fiz mais genéricos. Isto é, sobre temas que eu tenho vindo a aprofundar conhecimento, como economia. Assim, poderão contar com artigos um pouco mais técnicos, esporadicamente, sobre assuntos que nos interessam a todos, como impostos, modelos de governação, sistemas eleitorais, investimentos públicos, entre outros. No entanto, e como se trata de um blog de opinião pessoal, todos os artigos que acima referi, terão a minha opinião de como acho que devem os responsáveis actuar e quais os caminhos que devem ser seguidos.

Despeço-me hoje, desejando, uma vez mais, um bom ano a todos. E não se esqueçam, ano novo, vida nova!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Crescer



O PNP tem, ao longo dos últimos meses, vindo a crescer nas suas visualizações, seguidores, número de artigos escritos... e principalmente, o número e diversidade de pessoas que me abordam por causa dos artigos que escrevo tem vindo também  crescer, o que é sinal claro, da maturidade que o PNP está a atingir.

Nesse sentido, de acompanhar esse crescimento que está a acontecer, o PNP tem vindo a sofrer algumas alterações de estética, como podem verificar. 

Mas não é apenas no blog que temos vindo a introduzir alterações. Hoje mesmo, foi criada a página de facebook do PNP. A qual peço desde já, que a sigam para serem actualizados dos artigos com maior proximidade.

Mas o verdadeiro objectivo da página criada, é a criação de uma interactividade diferente com leitor. Todos nós dedicamos muito tempo ao facebook, muitos de nós têm acesso a notícias em tempo real através do facebook, por isso, a criação desta página faz todo o sentido na perspectiva de proximidade com o leitor. Para além de que, sem ter de sair do vosso feed, receberam notícias do PNP.

Uma outra questão que gostaria aqui de abordar, é o surgimento de algumas surpresas para os seguidores do PNP. Sim, surpresas, e não me refiro a artigos apenas. Dentro de uma semana terão até, uma grande surpresa, que tem vindo a ser preparada já a algum tempo, e que temos vindo a trabalhar para ir ao encontro da expectativa daqueles que habitualmente, lêem o blog.

Poderão alguns estranhar o facto de escrever no plural, mas a verdade é que todas as alterações que têm ocorrido no PNP, que esteja a falar do blog, como a criação da página do facebook, entre outras ferramentas (nomeadamente uma das surpresas), se deve a dois amigos meus que têm impulsionado todas estas alterações. São eles o João Justo e o João Andrade. Desde já, o meu muito obrigado pela dedicação e empenho demonstrado.

Não queria terminar sem deixar uma palavra de agradecimento também aos leitores do PNP. Pois por vocês existirem, de uma forma tão assídua, é que proporcionam o motivo de todo o trabalho.
Espero que gostem das novidades que irão surgir de hoje em diante e... desfrutem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As politiquices que muitas vezes se fala...



Existem profissões que exigem imparcialidade, jornalista e advogado são algumas delas.

Não obstante, todos sabemos que, existem jornais que são ligados a determinados grupos. Os desportivos, em que cada jornal está relacionado com cada clube. Mas quando se fala de política, a relação parece não ser assim tao evidente! Vejamos por exemplo o expresso, que é do grupo comandado por Pinto Balsemão e não é por isso que o jornal e a SIC sejam claramente tendenciosas...

Acontece que o consultor Fernando Moreira de Sá, consultor desde 2008 e que foi consultor na companha de Passos Coelho à liderança do partido em 2010, admitiu numa entrevista ter manipulado a comunicação social e alguns debates durante o processo de eleição.

Práticas como a de este profissional, só servem para dar razão e motivos a quem não confia na política e nos políticos. Aliás, tira mesmo mérito ao próprio Pedro Passos Coelho pelo facto de este, não ter conquistado o partido apenas com a sua forma de pensar, mas muito porque houve manipulação. E como diz o comunicado da apecom, a comunicação serve para melhorar a democracia, e não a beliscar.

NOTA: uma vez que grande parte da manipulação feita foi através da blogosfera, gostaria de salientar apenas que o PNP não será alguma vez alvo de situações dessas e continuará a ser o espaço que utilizo para eu próprio dar a minha opinião, divulgar o que acho útil e deva por mim ser divulgado. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Orçamento de Estado 14'



Muito se tem escrito sobre este Orçamento de Estado, e muito mais haverá ainda por escrever, mas existem pontos de vista que ainda não vi serem discutidos, e que cada um a seu tempo, irei expor aqui no PNP.

No entanto, este meu artigo de abertura desta nova saga OE, vai ser bastante genérico.

O OE por definição, deve ser equilibrado, isto é, receita igual a despesa, mas sabemos que isto é impossível neste momento para Portugal, logo o objectivo é reduzir a diferença entre despesa e receita que temos, à qual chamamos de défice.
Sabemos também que, o Estado tem hoje despesas que não consegue suportar. Por isso à que reduzi-las, no entanto, é discutível onde fazer estes ajustamentos, mas isso é outra discussão. No ano passado, o OE sofreu um "enorme aumento de impostos", mas este aumento acabou por sair ofuscado pelo continuar de despesa excessiva que tínhamos, quero com isto dizer, que o corte na despesa que este ano será feito, deveria ter aparecido no ano passado (atenção que não estou a falar quanto à forma de a reduzir).

Contudo, é um orçamento que peca, por todos os lados. É de austeridade na mesma, apesar das declarações de Paulo Portas sobre a saída do fundo, mesmo depois das declarações de Vítor Gaspar a dizer que era a hora do investimento, mesmo depois de a troika admitir que este tipo de receita é errada, o Governo insiste. A saída de Gaspar do Governo, não se notou muito a não ser na fluidez da nova ministra a falar, comparando com o seu antecessor. Peca também porque vai ser o terceiro OE com medidas inconstitucionais. Peca por ser tardio quanto ao corte da despesa. Mas sobretudo, peca porque vai oferecer a muitos portugueses, o caminho do desemprego.

Para finalizar, deixo no ar uma questão que vai ao encontro de alternativas: Será que cortar a partir dos 600€ é socialmente justo?