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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Entramos no último mês do ano



Dezembro é muito mais do que o natal ou do que o final do ano, civil... é também quando as pessoas, por norma, retiram algum do seu tempo para olhar para trás, ver aquilo que foi o ano que nesse mês termina e começam a olhar para o ano seguinte.

Por força das circunstâncias, durante este mês, uns preferem que passe mais rápido, com algum desespero, é certo, e já só querem que um novo comece. Outros, querem que este perdure o máximo possível. É hora de fazer as listas de resolução para o novo ano, pensar nas 12 passas e nos respetivos desejos... enfim, é hora de sonhar.

Porém, e não menos importante, é hora de olhar para trás e ver aquilo que foi, no caso, 2016.

Vejamos este ano político:

  • Começa com a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República;
  • Tivemos a discussão e a aprovação do Orçamento de Estado tardio, mas que contou com, e a primeira vez na nossa história, a aprovação do PCP (BE e Verdes também) em mais de 40 anos de democracia;
  • António Guterres é nomeado Secretário-Geral da ONU;
  • Fomos referência e modelo exemplar de estabilidade e de como evitar uma crise política;
  • Maior crescimento económico no 3º trimestre da zona euro;
  • Terminamos o ano com a aprovação, sem espinhas, do segundo Orçamento de Estado deste Governo, e novamente, com a aprovação do PCP (BE e Verdes também);
  • E para começar dezembro, temos uma mudança, significativa, na liderança da CGD, em que ao que parece, Paulo Macedo, ex-Ministro de Passos Coelho, liderará a nova administração.


Numa linha: respira-se um ar mais tranquilo em Portugal, sem dúvida.

Para uma melhor síntese, se para aqueles que duvidam de eventuais palas que eu tenha nos olhos, fica aqui um linkinteressante.

Entre outras confirmações, este ano de 2016, pelo menos a mim, confirmaram que a solução governativa encontrada foi a melhor, visto que há realmente alternativa à austeridade. Temos António Costa como Primeiro-Ministro, que está a demonstrar ser o melhor político em Portugal para as suas funções e que é o mais bem preparado da sua geração.

Marcelo também merece nota positiva, da minha parte, pelo que tem feito. Tem levado o nome Portugal mais longe, tomou a iniciativa de comemorar o Dia de Portugal, Camões e da língua Portuguesa em França, um dos países que conta com uma enorme comunidade portuguesa, e um forte sinal da emigração, forçada, dos jovens recentemente.

Mas a surpresa, para mim, do ano, não passa por Costa ou por Macelo, um e o outro estão a ser aquilo que eu esperava serem, foi antes António Guterres. Nunca pensei, nem no mais bonito e otimista dos sonhos, ter um SG da ONU português. E vejamos quem foi, um homem que se demitiu de Primeiro-Ministro do seu país por perceber que um resultado de eleições autárquicas poderiam ter uma leitura nacional e evitar que o seu país caísse, como o próprio disse, num pântano. No seu discurso em Portugal, duas palavras serviram para se expressar: gratidão e humildade.


Para terminar, vejamos o seguinte: em termos homólogos, temos um português num alto cargo internacional (Durão Barroso vs António Guterres), um Presidente da República (Cavaco Silva vs Marcelo Rebelo de Sousa) e um Primeiro-Ministro (Pedro Passos Coelho vs António Costa). Que diferença!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Guterres, o grande candidato.

"Sejamos claros, temos demasiadas reuniões, com demasiadas pessoas a discutir demasiados assuntos para tão poucas decisões."

Foram estas as palavras que António Guterres proferiu ontem no sua entrevista como candidato a Secretário-Geral da ONU, e que motivaram este artigo.

O ex-Primeiro-Ministro de Portugal, o Eng.º António Guterres foi direto ao ponto. Disse aquilo que estamos fartos de pensar mas que poucos, dentro das próprias instituições o dizem, ou o dizem quando pode ser incómodo. Porque ser-se como Marinho e Pinho que critica as instituições, nomeadamente o Parlamento Europeu, enquanto eurodeputado, e que nelas continua sem mexer uma palha, faz mesmo lembrar, como disse uma jornalista ao próprio numa entrevista, aquelas crianças que atiram a pedra e depois escondem a mão. Ou então, na cimeira para o ambiente, recentemente em Paris, vimos Obama fazer um discurso consciente dos problemas climáticos e a assumir a sua quota responsabilidade enquanto Presidente dos EUA e até o vimos a pedir desculpa ao mundo, mas dizê-lo no final de dois mandatos, não é, notoriamente, suficiente.

António Guterres foi mais longe, criticou as instituições, e portanto, todos os que nelas participam, por causa das excessivas reuniões com excessivas pessoas que, basicamente, nada ou pouco decidem. E fê-lo no dia em que tentava convencer essas mesmas pessoas a aprovar e a levar mais longe a sua candidatura. Quantas vezes, por causa dos resgates na Grécia, ou mesmo o de Portugal, ou até por causa do Brexit temos ouvido a expressão dia decisivo? Quantas vezes, ainda era José Sócrates Primeiro-Ministro, e as cimeiras decisivas ocorriam umas atrás de outras? Era quase dia-sim-dia-sim?

Na casa do leitor não sei, mas na minha, as imagens que entravam pela sala adentro mais pareciam as de um desfile de vaidades do que imagens de pessoas que representam outras pessoas, que estão entaladas de problemas até ao pescoço, e que os "modelos" iriam resolver os seus problemas. Ver, vezes sem conta, a Srª Merkel a receber líderes europeus sempre me fez alguma espécie, não por ser mulher, claro, (até porque acho muito simpático ser uma mulher a receber os líderes, fica bem na fotografia) mas porque a Srª Merkel é líder sim da Alemanha, e não da Europa, em que a Alemanha deveria ter um peso igual ao da França, Inglaterra, Portugal, Espanha ou qualquer outro da globalidade dos 28 países.

Se Guterres vai conseguir ou não ser eleito, não sei, mas que só por alertar para esta questão, que vai saturando as pessoas que sustentam todo o sistema, já valeu a pena. É das tais coisas, não mata, mas mói.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

De Guterres a Obama, a política é assim mesmo

Por incrível que pareça, os dois temas de hoje não são a dupla presidenciais e Grécia.
O que é raro este ano de 2015...

Porém, as presidenciais, não poderão deixar de ser tema, depois da entrevista de Guterres.
O outro tema, será política internacional. Mais de 50 anos depois, Cuba e EUA sentaram-se à mesa de negociações. 

Comecemos então pela não disponibilidade de Guterres a candidato a candidato. E eu pensei, ok, a ser candidato, é à presidência da república, e não ser candidato a candidato. Mas com o passar das horas, começo a convencer-me de que não está mesmo para aqui virado. Tal como Portas tá nem aí...
Guterres parece estar focado em cargos internacionais e cargos de ação em concreto, no terreno. Com os últimos anos da nossa história, creio que o ideal para uma pessoa assim é não ser Presidente da República.
No entanto, não deixo de declarar que seria Guterres o candidato que gostaria de ver no boletim, mas a não ser possível, teremos outros, certamente também competentes. É importante não deixar de relembrar que as candidaturas a Belém são de iniciativa própria, e não iniciativa partidária.

Outro tema que gostaria de trazer para este artigo, é o facto de Obama conseguir mais um enorme feito democrático... Sentar-se à mesa com Cuba. É a demonstração de que não há impossíveis e que a política é mesmo uma ferramenta de agregação, e uma plataforma de fazer coisas acontecerem, de preferência, que beneficiem as pessoas. Independentemente do que as separa.

Fica este artigo curto, onde se pôde ver que na política, mais do que em tudo, o que hoje é verdade amanhã é mentira e vice-versa. Não por falsidade dos intervenientes, mas pela capacidade de diálogo e os seus frutos.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Uma questão de imagem... valerá a pena?

Temos ouvido muito falar, direta ou indiretamente, da imagem de Portugal.

Sem nos apercebermos, o que António Costa disse aos investidores chineses, e não só, foi apenas e só acerca da nossa imagem externa. A estratégia deste Governo, prende-se muito mais com a nossa imagem externa, do que com as nossas preocupações enquanto cidadãos. E estes, são apenas dois dos principais temas onde podemos identificar nas entrelinhas este objetivo de discurso.

A grande pergunta, no entanto, é qual a verdadeira importância e até onde devemos ou podemos ir, para cultivar, preservar e difundir essa mesma imagem. Ou se quisermos, uma outra questão ainda mais primordial, que imagem queremos passar?

O líder do PS, e da oposição, quis passar recentemente uma imagem de estabilidade política e económica do nosso país. Consequência disso mesmo, foi veementemente criticado, quer dentro do país como dentro do próprio partido.
Já o Governo, e mais precisamente Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, têm-se esforçado por cultivar uma imagem de país muito responsável, nomeadamente procedendo ao reembolso do nosso empréstimo antecipadamente. Consequência, menos fundos disponíveis para aplicar na nossa economia, menos criação de emprego, impossibilidade de baixar impostos, insatisfação da população.

Como podemos ver, nos casos acima, o preço a pagar por essa imagem, não é barato.
Mas valerá a pena?

Em certa medida, acredito que sim. Portugal ter uma imagem consistente lá fora, faz com que em caso de precisarmos, temos a quem recorrer (e na nossa história recente, são já 3 ajudas externas), para além de que temos maior probabilidade de sermos ouvidos, e de a nossa opinião contar. Basicamente, dá-nos credibilidade institucional. 
Temos, muito à custa dessa imagem responsável, pessoas que exercem ou exerceram cargos de grande destaque institucional, como António Guterres na ONU ou Durão Barroso na Comissão Europeia.
Porém, essa imagem, e esses benefícios subjetivos, não põe comida na mesa do nosso povo, não paga salários, nem nos faz tornar um país competitivo!

A meu ver, é importante criar, cultivar e manter essa imagem, mas se, e só se, a podermos manter. Se o preço a pagar por ela for o descontentamento da população, a precariedade, a pobreza ou qualquer outra forma de opressão social ou económica, não faz sentido.

Sem a casa arrumada, vamos convidar visitas?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Da Grécia para Portugal

Entre a Grécia e o caso Sócrates, as presidenciais.

Na primeira frase deste artigo, abordo 3 temas que têm dominado a atualidade nacional, e apenas o caso Sócrates não tem sido alvo, nem vai ser, de artigos no PNP.

Em relação ao caso Sócrates, apenas dizer que, tal como com os submarinos, tecnoforma, face oculta, BES/GES, entre outros, não faço comentários a casos que estão sob julgamento, quer por via dos tribunais, como pelas comissões de inquérito da Assembleia da República. É urgente deixar as instituições funcionarem, e quem as lidera, serem eficazes e independentes nos seus juízos, e não assistir a julgamentos em praça pública, onde quer se queira quer não, o exagero está sempre presente, em ambos os lados da barricada! Por isso mesmo, e não por ser o Sócrates, porque já o fiz com outros, não comento o caso.

Já em relação à Grécia e às eleições presidenciais, esses dois temas têm frequentemente marcado presença aqui no blog, como aliás, em toda a comunicação social e outros blogs de opinião. E não é para menos. Vamos por partes.

Todos parecem apostar numa saída da Grécia da zona euro. Os "grandes" parecem estar fartos e intolerantes. E até compreendo, colocam tanto dinheiro a mexer para comprar soberania em vez de dívida, e vem alguém dizer basta... não pode ser. Estou, como é óbvio, mas convém frisar, a ser irónico, e estou até a admirar a resistência de cumprimento de palavra para com os seus eleitores de Tsipras. Mas acontece que é o projeto europeu que está em causa, logo, Portugal também está em cheque. E o principal fator pelo qual Portugal está em cheque, é que não somos vistos como os bons alunos, nem muito menos os meninos bonitos que foram resgatados e se portaram bem, como faz querer passar este Governo. 
Não, porque se assim fosse, o trabalho de casa estaria já feito, e não era necessário ainda estarem, já depois do programa de assistência financeira acabar, imporem mais austeridade, nem sequer necessário seria opinarem quanto às nossas políticas macroeconómicas. O que lhes interessaria, seria apenas e só, receber o seu dinheiro de volta. 
Mas não, estão cegos de poder alheio, querem a soberania dos outros. Querem mandar em todos!
Seja como for, o desenrolar da história será interessante, até porque se a exceção de tirar a Grécio do eurogrupo, tirar Portugal já não será exceção, mas sim um procedimento normal e calendarizado como "next",

Quanto às presidenciais, existem fortes rumores de que Guterres estará fora da corrida, fazendo com que o rumor de que António Vitorino seja o candidato do PS ganhe força. Do outro lado, Santana adiou a decisão de candidatar ou não para outubro e existem rumores de que Marcelo ganhou força na corrida. Pois, realmente são demasiados rumores, o melhor será mesmo preocupar-mo-nos com o essencial, apresentar políticas para os problemas concretos. E quanto a eleições, temos uma legislativas pela frente em que será necessário tirar a direita do Governo e dar condições ao Partido Socialista de António Costa de governar. Aí, e só aí, o assunto presidenciais deverá vir para cima da mesa, até porque, quem vencer as legislativas, é que irá conduzir e marcar ritmo nas presidenciais.
A escolha dos candidatos para janeiro próximo, não deverá ser carta na manga nem tema de debate para setembro/outubro.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Guterres a unir, esquerda e PS

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/81/Ant%C3%B3nio_Guterres.jpg

Parece haver um consenso em torno de uma candidatura de Guterres a Belém, o que é revelador de algumas mudanças dentro do próprio PS.

Vou tentar elogiar, uma vez mais, a iniciativa de António Costa à liderança do partido, mas é certo que esta disponibilidade trouxe benefícios. Podemos ver a forma como no próximo dia 28 de Setembro se irá eleger o candidato socialista a Primeiro-Ministro. É algo inovador na política (não em proposta mas em acção) e que muito provavelmente, será aplicado pelos restantes partidos também.

Porém, evitar-se-à desde já, o episódio ocorrido nas europeias quanto ao candidato e à sua escolha. Como todos nos recordamos, até que Assis fosse oficialmente anunciado, levou o seu tempo. E também ainda não saiu das nossas memórias, creio, o triste convite em cima do joelho de Seguro para que Soares fizesse campanha no Chiado.
Toda esta pré-campanha e mobilização em torno de um outro António (depois de Seguro e Costa, Guterres é o terceiro), revela que já existe uma maior organização no Largo do Rato.

Mas existem ainda outras vantagens. O PS, e não interessa trazer para aqui novamente por "mão" de quem, foi capaz de apresentar um candidato que parece agradar a toda a esquerda. Nomeadamente, ao recente LIVRE (que me vai "obrigar" a escrever uma nova análise por me surpreender).

Por outro lado, este candidato apresenta alguns telhados de vidro, como por exemplo a postura na questão do aborto no referendo de 98 e também a sua proximidade ideológica à democracia-cristã.
O que pode até ser bom porque vai buscar votos à direita, visto que existem votantes do PSD e do CDS que preferem Guterres a Marcelo ou Rio.

Para terminar, apenas posso desejar que o PS se mantenha "fiel" a este candidato, independentemente do que se passar dia 28 de Setembro. É importante que se mantenha uma imagem credível e em que os portugueses podem contar.
A mim, Guterres é um candidato que me agrada. Mas estou curioso para saber o que vai dizer nos debates.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Afinal de quem é a culpa?



Queria começar por deixar claro dois pontos:

  • Quando estou a escrever este artigo, apenas tenho comigo os dados disponíveis no site ionline, em que consta apenas em que grupos cada um dos PM's se encontram sem dados quantitativos...
  • Não quer dizer que concorde, na integra, com os resultados anunciados

Depois destes esclarecimentos, a meu ver importantes, posso então partir para uma melhor análise daquilo que a sondagem i/Pitagórica revelam...
Começo aliás, por dizer do que estou a falar. Esta sondagem visa avaliar quem foram os melhores e piores Primeiros-Ministros do nosso país. E os resultados foram que nos 3 melhores, estão António Guterres, Cavaco Silva e Mário Soares, nos 4 piores, estão Durão Barroso, Passos Coelho, José Sócrates e Santana Lopes.
Assume-se também, que pela forma como está escrito e visto que o melhor foi António Guterres e o pior Durão Barroso, e também que estes estão em primeiro lugar na enumeração, assumo que estão por ordem, e passo a clarificar do melhor para o pior com o qual vou escrever este artigo: António Guterres, Cavaco Silva, Mário Soares, Santana Lopes, José Sócrates, Passos Coelho e Durão Barroso.
Bem, agora não restam mesmo dúvidas...

O que é que eu retiro destes dados?
Simples, que afinal, a história que de foram os 15 anos de governação socialista (que tiveram interrupção) é que colocaram o país nesta situação, aos olhos dos portugueses, não é bem assim.
Os dados são até, muito favoráveis aos ex Primeiro-Ministros do Partido Socialista... Veja-se que dos 3 melhores, dois são do PS (maioria), e dos 4 piores, 3 são do PSD (maioria). Neste cenário, parece-me imperial que o PSD arranje outro argumento para explicar a situação em que o país se encontre, e aconselho a que olhe para o que se passa lá fora, pode ser útil!

Mas podem-se tirar muitas mais ilações! Entre elas, que Durão Barroso, que se tem nas últimas semanas (depois do show de Marcelo no congresso) afastado de candidato a candidato à presidência da república e que a ajuizar pela opinião dos portugueses quanto ao seu papel de PM, não chegará a Belém. O que quer dizer que se Passos Coelho continuar com o perfil que delineou, na sua moção ao último congresso, se mantiver exclusivo a Durão, e este for o candidato da direita, quererá dizer então que o PSD oferece o lugar de PR ao PS.

Mas podemos ir mais longe na nossa leitura... Afinal, ainda houveram dois PM's piores que José Sócrates e nenhum é do PS. Com que então, Sócrates não foi o pior mal que nos aconteceu. 

Termino deixando um conselho e uma sugestão. Sugiro que se faça uma sondagem do género ao papel de PR a ver se Cavaco Silva figura no pelotão dos melhores e um conselho a direita portuguesa, que procure outro argumento que não o dos últimos anos de governação socialista para a situação em que o país se encontra. Pois nos últimos dois PM's socialistas, um deles é visto como o melhor que já tivemos, e outro coloca-se à frente de dois PM's PSD... Isto pode querer dizer muito, claro, apenas a quem quiser ver!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Autárquicas 13' : o principio do fim



Este será o primeiro artigo depois de se conhecerem os resultados, mas não será o último, pois muitas leituras desta noite eleitoral se podem fazer.

Mas a principal, e sobre a qual me irei debruçar neste momento, consiste em avaliar de forma geral aquilo que aconteceu esta noite em Portugal.
Desde que me lembro, tenho a ideia de que as autarquias são, maioritariamente lideradas pela direita, sobretudo pela sua próxima ligação com a igreja, que exerce muita influência na nossa sociedade. Mas acontece que hoje, ao contrário do que se verificou em 2009, o PS foi o partido que mais autarquias conquistou. Aliás, esta foi uma grande noite eleitoral para o Partido Socialista, na qual conquistou o maior número de câmaras alguma vez conquistada por algum partido. Para além deste recorde, na capital, o PS fez o mesmo feito, maior vitória alguma vez conquistada por algum partido.

No entanto, nem tudo foram rosas. O partido liderado por António José Seguro perdeu algumas câmaras históricas, como é o caso da Guarda, Braga e Matosinhos.

Contudo, ambos os líderes dos principais partidos colocaram fasquias para esta noite. Pedro Passos Coelho preferia vencer a ANMP e Seguro preferia ficar a frente no número de votos em geral. Acontece que Seguro venceu os dois objectivos. Incrivelmente, esta noite, o PS teve  o dobro dos votos que o PSD numa autárquicas e conquista cerca de mais 50 que o seu adversário.

Já o CDS não se ficou por Ponte de Lima, conquistando ainda mais 4 câmaras, e a do Porto, parece-me justo reclamar parcialmente vitória. Desta forma, o eleitorado de Paulo Portas parece ter-lhe dado ouvidos.

Mas não foi só de partidos que esta noite se fez, muitas autarquias foram conquistadas por candidatos independentes, nos quais Porto e Matosinhos como principais casos, e Sintra quase se juntava a lista.

Resumindo e concluindo, parece-me que, António José Seguro sai desta noite muito mais forte do que começou o dia, evitando assim uma guerra interna, e Passos Coelho, pode ver este resultado como um cartão vermelho. António Guterres, a esta hora, já se tinha demitido!

NOTA: próximo artigo sobre o tema será para falar do resultado do PCP e da esquerda em geral.