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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Não nos vendam ilusões!



Eu acho que seria bom, para todos, aqueles que hoje são Governo e aqueles que o querem ser amanhã, não nos irem vendendo ilusões...

Eu até me considero uma pessoa atenta à actualidade, principalmente no que toca a política, e o que me começa a fazer alguma confusão é esta troca de opiniões repentinas consoante anda o vento. É que não devo ser o único a já não entender o que afinal cada um quer.

Não sei se mais alguém sente isto, mas eu sinto que o Governo adoptou uma estratégia de fazer previsões pessimistas para depois ter a oportunidade de em plena praça pública, vangloriar daquilo que fez melhor do que estava previsto! Assim não me parece ser um feito tão "grandioso".

Por outro lado, temos como oposição ao Governo, um partido (PS) que quando se deu a crise irrevogável, usava a iminência de um segundo resgate para fazer política de oposição, depois, as coisas foram voltando ao sítio, e o programa cautelar continuava a ser o fracasso do Governo, apenas uma saída "limpa" era admissível. Hoje, parece que a saída "limpa" vai ser o destino... O que vai fazer agora Seguro? Está encurralado?

Há uns tempos, num outro artigo em que falava disto mesmo, disse que podia até não ser assim tão mau um programa cautelar, de forma a evitar ficarmos apenas com o nosso Governo, que como já vimos, tem o prazer de "ir mais longe".

Hoje, a UE precisa, rapidamente, de apresentar resultados e bons resultados para salvar o que ainda vai restando da sua credibilidade e moeda única, e por isso mesmo, pressiona Portugal para que uma saída "limpa" seja o nosso pós-troika. Muito bem, até aqui nada de muito grave. Mas se o estão a fazer apenas para estatísticas, vai dar asneira pela certa. E os mercados? O que dizem? Têm mostrado vontade de Portugal seguir um programa cautelar porque dizem ser "muito perigoso" ficarmos entregues a nós próprios.

Agora, vamos à realidade? Portugal, pelo facto de integrar o projecto europeu, parte da sua soberania foi transferida para Bruxelas, com o euro, ainda mais, mas normal, faz parte e não acho que seja mau! Mas essa soberania só a vamos recuperar se desistirmos, não me parece que seja o necessário. Sabemos também que, vamos ficar sob vigilância das instituições da troika durante alguns anos, por isso desamparados nunca ficamos porque teremos por perto os "nossos amigos incansáveis". Um programa cautelar, era a melhor saída? Não sabemos ao certo sequer o que é... mais, não sabemos sequer como pode ser negociado e em que moldes, mas uma vez que a UE não pode apresentar mais austeridade, se calhar até era preferível, a ver se ainda este Governo ficava obrigado a fazer política que incentive a economia.

Por isto mesmo eu digo, não nos vendam ilusões. O povo português não é estúpido e está a sofrer as consequências desta política de austeridade que, por diversas razões, mostrou ser um fracasso! O povo português, aqueles para quem deveriam governar, que emprego, condições de vida dignas e poder de compra. É pedir muito? 

sábado, 5 de outubro de 2013

Chantagem

Nos últimos dias temos assistido a uma chantagem forte sobre povo português, e que tem dado apoio ás políticas desde Governo.

Depois das eleições e já depois da última avaliação da troika, não se fala de outra coisa senão o segundo resgate. E é aqui que me surgem as primeiras dúvidas, porquê tanto insistência apenas depois do acto e
eleitoral? Vito Gaspar não tinha dito que tinha chegado o momento do investimento? Em plena campanha, Paulo Portas não disse que já tínhamos saído do fundo e que lá não voltaríamos? Ainda à dias, Durão Barroso disse que não estava a ser preparado nenhum resgate, e acaba de o colocar em cima da mesa!
A verdade seja dita, o único que me parece ter razão, e que tem vindo a ser coerente, é Passos Coelho, que só sabe falar em austeridade!

Agora assistimos a uma nova chantagem, ou a austeridade continua, ou então temos novo resgate.
Mais uma vez, os decisores políticos não estão a pensar nas pessoas.

O que será que os contribuintes, que são quem paga qualquer uma das escolhas, preferem?
Na verdade, a ida aos mercados do Estado pouco difere no dia-a-dia das pessoas. É certo que se sabe que é preciso dinheiro, agora como ele é obtido, pouco importa. Sabemos que não é bem assim, mas o censo comum é assim que pensa!
Agora, a chantagem também roça o ridículo porque se seguirmos a austeridade, temos dinheiro pelos mercados, mas se não for pelos mercados, é pelo segundo resgate, que a bem dizer, é através de mais austeridade. De uma forma ou de outra, a austeridade continua.

Eu gostaria de apelar apenas a um conceito, crescimento económico meus senhores!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Continuamos no fundo



Afinal, Paulo Portas não tinha assim tanta razão, quando dizia que tínhamos saído do fundo.

Hoje, entre reportagens de quase todo o país, entre vencedores e vencidos das eleições de ontem, surge uma notícia que está a passar ao lado de quase todos os portugueses, mas que se irá entranhar no seu quotidiano. O défice orçamental, que se tem discutido se deve ou não ser reajustado entre 4,5 a 5%, esteve no primeiro semestre nos 7,1%.

Pelos vistos, quem tinha razão acaba mesmo por ser Passos Coelho, quando diz que estamos a beira de um segundo resgate. Vítor Gaspar já saiu do Governo a algum tampo. Paulo Portas já fez o seu "jogo de cadeiras". A austeridade já está implementada. Ontem nas autárquicas o povo disse um não claro ao actual PM. E ainda assim, resiste, os meus parabéns. 

Contudo, o papel de um primeiro-ministro não é ir resistindo, mas sim governar. E isso, parece-me que o executivo tem feito muito pouco ou nada.

No dia em que o segundo resgate for pedido, antes de ter curiosidade sobre o valor a pedir, vou querer saber quem vai sair como culpado da situação. Para mim, a resposta é clara, a austeridade é a culpada, mas atenção, a austeridade não aparece vinda do além...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Segundo resgate à vista?



A rentrée dos partidos está a ser marcada pelo chumbo do Tribunal Constitucional (TC) e consequentemente com a ameaça de segundo resgate por parte de Passos Coelho.

Eu até gostava de perceber o que se passa com o nosso Primeiro-Ministro, para estar agora com uma ideia dessas, então não é o bom aluno europeu? Não estávamos muito mais perto da Irlanda do que da Grécia? As avaliações da Troika não têm sido positivas? Confesso que não consigo perceber.

Mas outra coisa que me parece evidente, é que o Governo não fala a uma só voz. Enquanto Passos Coelho reage ao TC com ameaças de novo resgate, o nº 2 da coligação prefere dizer que vai ser encontrada nova solução, dizendo mesmo que tudo se fará para se recuperar a soberania e liberdade que o memorando nos retirou. Enquanto o líder do PSD não diz que não à intenção de baixar salários, o ministro do CDS diz que já está tudo feito em matéria laboral e que por isso mais nada será feito como a troika quer a partir daqui. Dá a entender que o PM está já a procurar desculpas para o falhanço da austeridade que instalou no nosso país.


Mas a leitura do membros do CDS sobre estas matérias, a meu ver, têm apenas uma intenção, sacudir a água do capote e desmarcando-se assim da ideia de que um segundo resgate seria por causa da demissão do seu líder do Governo que só serviu para dar novo sentido a palavra irrevogável.