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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Será possível em Portugal estas opiniões?

Como é que é possível, em Portugal, haver pessoas a ligar para um programa, em causa o programa discurso direto, na TVI24, a dizer o que dizem em relação aos refugiados?

O tema de hoje do programa é a chegada dos 25 refugiados ao nosso país.

Até agora, foram ouvidas cerca de 4 ou 5 chamadas, pois bem, todas elas foram a dizer algo como: "os refugiados vêm para Portugal viver luxuosamente", "vão ter logo emprego e passam a frente dos outros", "olhem para os nossos". Mas o mais engraçado é que, para não ficarem tão mal na fotografia, ainda vão dizendo: "não tenho nada contra eles", "eles são bem-vindos"... Ora, como é que se faz então a ponte entre estes dois mundos? Como é que podem dizer que são a favor de os ajudar, e criticam a ajuda básica. Repito, ajuda básica. Direito a saúde, educação, habitação e alimentação é básico, é elementar para a vida de cada um de nós.

Muito sinceramente, sinto-me envergonhado por viver num país em que temos tantos e tantos a terem este tipo de opinião. Bem sei que muitos pensam o contrário, e que porventura esses são aqueles que não ficam em casa a fazer chamadas mas que vão para a rua (associações e outros meios) ajudar efetivamente.

É por causa de mentalidades como as que se têm dignado a ligar para o dito programa, que a Europa está como está, desagregada. 
Aproveito para relembrar duas coisas:

  1. Estas pessoas estão a fugir da guerra e da fome. Não têm culpa do que está a acontecer no país deles!
  2. Não é os políticos criarem condições para que algumas pessoas terem acesso aos bens elementares que está mal, o que está mal é haver pessoas que não têm acesso aos tais bens essenciais.
Que fique bem claro a diferença entre o ponto 1 e 2 acima referidos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Uma proposta acertada.



A Europa está claramente dividida. Hoje existem duas Europa e ao mesmo tempo apenas com um Estado-membro. Temos a Europa do norte (os bons), a Europa do sul (os maus), mas ao mesmo tempo, parece que a Europa não é nada mais que a Alemanha.

Com a actual crise que assombra o mundo, mas praticamente já só se fala nela no velho continente, ficou claro que este continente tem muitos telhados de vidro e que deu muitos passos em falso, ou se quisermos, construiu castelos de areia. Problemas como o défice e a dívida excessivos marcam a agenda de quase todos os países europeus, mas existe um problema ainda maior, que cada vez mais parece não ter solução, é o do desemprego, principalmente o desemprego jovem!
Hoje em dia temos um dos líderes mais carismáticos (senão o mais) que a Europa conheceu, Jacques Delors, a dizer que é preciso reconstruir a velha Europa, e o líder do PS (que pelo andar poderá muito bem vir a ser um dos futuros líderes da Europa) a propor uma medida concreta para a solidariedade entre os Estados-membro, e que fará com que este continente se torne cada vez mais um só, a uma só voz e com um só propósito.

A proposta de António José Seguro é que quando um Estado-membro ultrapasse os 11% de desemprego, o subsidio de desemprego passe a ser participado com a comissão. Isto levaria a que não seja apenas o país já afectado socialmente com o desemprego a suportar os custos, como também seriam suportados por todos os outros. 
Na apresentação desta ideia, o líder do PS afirmou que a intenção não é que a UE subsidie o desemprego, mas sim que o desemprego passe a estar na primeira linha das prioridades. Com esta medida em funcionamento neste momento, os países que se esforçam por tirar proveito de países como Portugal, Espanha ou Grécia pensariam duas vezes antes, uma vez que teriam de, através de UE, comparticipar. Pode ser que assim a UE comece a pensar mais no crescimento económico e no emprego, e não tanto em ratings e fachadas. Este sim, é um problema que mexe com as pessoas no dia-a-dia. Eu percebo o porque de o défice e a dívida estarem inscritas com um tecto máximo nos estatutos da UE, mas percebo também que se coloque um tecto máximo para o desemprego. Actualmente, Espanha está a gastar um dinheirão só com o desemprego, e como todos sabemos, o desemprego faz um Estado gastar dinheiro em subsídios, essas pessoas não têm poder de compra relevante, caso dure muito tempo podem emigrar despovoando o país, e trás problemas atrás de problemas, como hoje em dia temos assistido.

Por isto, sou todo apoio a esta ideia apresentado por António José Seguro, quem tem feito um papel a meu ver extraordinário no que diz respeito a apresentar ideias concretas e de diálogo, quer em Portugal, quer na Europa.

domingo, 12 de maio de 2013

Reconhecidos por quem não tem essa obrigação

Opiniões e pontos de vista diferentes, todos nós temos e é bom que assim seja para fomentar a discussão e o dialogo.

Não digo isto ao acaso, enquanto vivo em Portugal, governado por um PM que me pede enquanto jovem que emigre, vejo do outro lado do atlântico, um responsável político luso-descendente pedir que mais portugueses imigrem para o seu território.
Enquanto aqui em Portugal os jovens são vistos como inexperientes, no Canada eles consideram-nos bastante qualificados.
Enquanto o meu país não dá oportunidades a quem quer trabalhar, outros aproveitam para quintuplicar a oferta.
Enquanto o PM de Portugal chama aos portugueses piegas e vemos muitos governantes a dizer, ou pelo menos dar a entender que os portugueses são maus trabalhadores ou que não trabalham porque não querem, vemos quem reconheça a capacidade empreendedora que os naturais deste território têm e fizeram dar a conhecer ao longo de anos de movimentos migratórios...

Enfim, dois pontos de vista diferentes, opostos, onde um deles (o do PM) é profundamente triste.
Termino com a citação do luso-descendente que me fez ter esta reflexão e um ditado popular:



  • "Precisamos de pessoas que querem trabalhar, e os portugueses têm essa preparação"

  • Enquanto uns choram, outros vendem lenços