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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Abril dos nossos dias



Penso que já todos sabemos o que é o 25 de Abril, o que ele representa e como foi este dia em 1974. Já muito se falou e se tem falado da revolução dos cravos, contando-se todas as histórias possíveis acerca desse dia, que a meu ver, foi o mais importante do nosso país.

Mas este ano esta data foi comemorada de forma diferente. Não falo pela Assembleia da Republica mas sim pelo povo, não falo também da data em específico mas sim ao longo do ano. Foi certamente o ano em que mais se recordou a data, pelos maus motivos é certo, mas foi muito recordada. Chegou-se mesmo a banalizar a senha utilizada à 39 anos atrás, o Grândola Vila Morena.

Não vivi o 25 de Abril em 1974, mas sei o seu significado e muito o respeito, mas respeito-o todos os dias, e não me fico apelas por uma musica, mas sim pelo usufruto da democracia, através da participação activa. Esta é sem dúvida a melhor forma, de todos os dias, celebrar a liberdade.

Escrevo este artigo ao som de "parva que sou" dos Deolinda, que são nada mais nada menos que o Zeca Afonso dos nossos dias.

Termino deixando um apelo, vivam a democracia de forma activa e responsável, pois é a melhor coisa que nós temos, a liberdade.

domingo, 3 de março de 2013

Grândola 1



Duas cidades portugueses nas últimas semanas têm feito correr muita tinta, são elas Grândola e Nazaré! Motivos distinto, a primeira como serviu de musica para o início da liberdade em 1974, a outra porque ano após ano tem tido a maior onda do mundo batendo recordes, Garrett Mcnamara tem sido o protagonista.

Mas o que me faz escrever este artigo, é a simbólica musica Grândola vila morena. Musica de Zeca Afonso que foi a contra-senha utilizada pelo MFA a 25 de Abril de 1974. Esta musica e terra são vistas como o rosto da nossa liberdade.
No entanto, esta musica tem sido cantada com uma frequência bastante pouco comum, começando na AR interrompendo Passos Coelho e de seguida, serviu de cartão de visita a quase todos os ministros quando alguma visita faziam.

Sou jovem e tenho pena de não ter vivido aquele que para mim foi dos momentos mais importantes da nossa história, a revolução dos cravos, e como tal, tenho grande carinho por esta mesma musica, acontece que é com algum desagrado que a vejo ser cantada por pessoas que nem o seu significado sabem! Com esta atitude, corremos o risco de se tornar vulgar, o que não é nada bom. Gosto que se as pessoas estão descontentes, que o manifestem, e o povo fá-lo de forma exemplar sem dúvida, mas novos caminhos têm de ser seguidos, não devemos ficar agarrados ao passado e pegar em símbolos de outrora para escrever a história de hoje, devemos sim encontrar novos caminhos, para o caso, novas musicas, tal como temos encontrado novas formas de manifestar, senão podemos estar a preparar um futuro igual ao de hoje daqui a outros 35 anos.
Não defendo com isto que a Grândola deva ser colocada na gaveta, não, deve ser cantada em momentos específicos e não apenas porque apetece a alguém. Hoje por exemplo, todo o país estará em manifestação em todas as capitais de distrito, ás 18h30 será catada em uníssono a Grândola, grande feito a meu ver, mas por outro lado, esta semana ouvi esta mesma musica numa discoteca, ridículo!

Acho por tudo isto que devemos sim mostrar o nosso desagrado, mas de forma criativa e responsável, não ficarmos agarrados ao passado, até porque não gostaria de daqui a 35 anos viver num país como Portugal se encontra hoje, ambiciono algo melhor para Portugal!

NOTA: este texto foi escrito antes da manifestação