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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Qual vai ser o castigo?



Um relatório da Amnistiaria Internacional, dá conta de que as forças de segurança usaram, de forma abusiva, o uso da força nos protestos na Turquia.
Estes protestos começaram com a insatisfação dos cidadãos quanto à construção de um centro comercial no Parque Gezi. Pouco depois passaram a manifestações políticas. E é aqui que o papel de um governante é decisivo, para manter a ordem pública. Nesta altura, Erdogan preferiu avisar que a polícia iria avançar de forma "lendária".

Até aqui, já é repugnável, agora quando chega a matar-se alguém com um disparo de arma real na cabeça, uma lata de lacrimogéneo atirada de perto e ainda espancar até à morte, creio que passa dos limites do aceitável numa sociedade moderna em pleno séc. XXI .

Mas o pior pode não ficar por aqui, uma vez que o problema foi detectado, foi estudado, e foi relatado, parece-me que uma organização como a Amnistia Internacional, depois de fazer o que fez, deveria punir, ou fazer punir os responsáveis por este tipo de atitudes! Não podemos deixar este tipo de episódios se verifiquem, e que os responsáveis afirmem, de forma clara e aberta que farão ainda pior, e não lhes seja aplicado qualquer tipo de repreensão. Isto sim, parece-me muito grave.

Para finalizar, deixo um paralelismo: Quando uma criança se porta mal, e não é castigada, a culpa passa para os pais, que sabiam da asneira e nada fizeram para a educar.

sábado, 29 de junho de 2013

Greve



Na passada quinta-feira, em Portugal fez-se a quarta greve geral, desde o 25 de Abril unindo as duas centrais sindicais, a segunda deste Governo.

Ultimamente, e principalmente desde que este Governo tomou posse (o anterior já tinha com regularidade), os portugueses têm feito greves e manifestações com grande regularidade, se calhar até excessiva.

Desta vez, o que está em jogo, é o elevadíssimo desemprego, a redução do poder de compra e principalmente a perda de direitos, nomeadamente no sector público.
Uma greve é muito importante, principalmente porque é o último recurso usado antes de uma revolta, e já depois do diálogo. Mas em Portugal, o diálogo tem sido muito próximo do nulo. Serve essencialmente para mostrar discordância em relação ao que é decidido pelo poder político, denunciar casos gritantes de desespero e mostrar também que a actividade cívica afinal existe, mesmo apesar da taxa de abstenção nas eleições. Esta frequência de manifestações, serve também para não acontecer como no Brasil, irmos sofrendo calados e de repente, soltarmos a raiva, como tem acontecido no país irmão.

A pouco disse que a regularidade das manifestações pode estar a ser excessiva, não por este executivo não o merecer, não porque os portugueses não tenham razões, mas sim porque o chefe de Estado, e no nosso país é o Presidente da República, deveria já ter terminado com este desespero. O que é demais é erro, e as manifestações não fogem à regra. Um dia, fazer greve será banal, e temo que já o seja...

Hoje em dia, a utilidade das greves em Portugal não são mais do que, tentativas de paralisar o país, as pessoas serem ouvidas e no final, em vez de haver uma negociação entre os sindicatos e o Governo para melhorar o que está mal aos olhos dos cidadãos, temos assistido a uma guerra de percentagens de adesão. Isto é gozar com quem sofre todos os dias, com a angústia de poder, muito facilmente, perder o posto de trabalho.

Por fim, gostaria ainda de olhar para as reacções à greve, quer dos sindicados, quer dos deputados.
Arménio Calos (CGTP) olha para a fragilidade do Governo, Carlos Silva (UGT) prefere olhar realmente ao problema, mas sobretudo aponta soluções, renegociar com a troika. Marques Guedes (Governo) diz respeitar a greve, mas respeita mais quem prefere ir trabalhar, António José Seguro (PS) saúda quem fez greve faltando ao trabalho, quem fez greve mesmo sem trabalho e aos emigrantes que nos fazem falta. Já os turistas, foram surpreendidos com a greve mas reagiram com naturalidade e admiração.
No entanto, não posso deixar passar em branco os portugueses que, preferiram ir para a praia aproveitando o motivo de greve, repudiando veemente este tipo de acções, para isso teriam ido trabalhar, digo eu. Arrepiei-me quando li no jornal uma declaração de um jovem que diz: "a paria é mais importante", considerando desnecessário manifestar-se. (Se bem que por trás desta declaração, podem estar muitas leituras)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O ridículo nos exames!



Hoje viveu-se um dia que ficará para a história. Os exames nacionais de hoje foram tudo, menos respeito pelos alunos.

Até à hora da chamada à porta da sala onde iriam fazer exame, os alunos não sabiam se iriam ou não fazer exame. Assistimos a este ridículo e o pior é que houve muita injustiça. Estas próximas horas serão de muitas opiniões, onde iremos também assistir a algum oportunismo de alguns alunos. Vou já clarificar este ponto, que é quem não fez exame hoje irá sempre dizer que o exame de hoje era mais acessível do que se realizará no próximo dia 2. Também assistimos a manifestações de forma a fazer apenas barulho junto das salas onde decorriam exames dos colegas por parte de quem ficou de fora, o que não me parece de todo sensato e demonstra pouca camaradagem entre os alunos. 
E sim, é mesmo isto que estou a dizer, houveram alunos a fazer o exame hoje, e haverão alunos a fazer exame dia 2. Agora, qual é o critério usado para esta divisão? A ordem alfabética claro.
O ridículo que aconteceu hoje em todo o país foi, segundo relatos de alunos, que iriam sendo ocupadas salas conforme o número de professores "disponíveis", quando acabasse a bolsa de professores, desse nome para baixo não fizeram exame. É possível acreditar nisto?
Como já disse ontem, acho que os professores têm direito a fazer greve claro, mas o dia escolhido não me parece que enalteça o superior interesse dos alunos.
Agora, não é apenas criticar os professores ou os sindicatos de professores que aderiram hoje à greve, à que enaltecer o esforço daqueles que mesmo concordando com o motivo de greve, foram cumprir o seu papel enquanto educadores, mas principalmente, quero deixar aqui o meu sincero apreço pela atitude de alguns professores do primeiro ciclo, que se dirigiram ás escolas secundárias para vigiar exames e assim tentarem colmatar os efeitos da greve neste dia importante para milhares de alunos. A isto sim, eu chamo profissionais.

Para terminar e apenas para deixar bem claro, não estou contra a greve, nem muito menos os motivos que a sustentam, mas sim a escolha da data, porque acho que é importante pensarmos nas consequências dos nossos actos, e não pensarmos apenas em nós próprios, e neste caso, pensar nos alunos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Grândola 2


Para melhor tentar perceber o verdadeiro estado do país, ou seja, o estado das pessoas, comprei hoje o jornal e vim a lê-lo em viagem... As pessoas estão mesmo a chegar ao limite!

Depois do 15 de Setembro e de ontem, o Governo tem os dias contados! As pessoas estão na rua, não querem mais esta política, têm-no mostrado de forma cívica, a partir daqui, não sei qual é a alternativa de protesto, mas receio uma revolta humana sem precedentes!

Numa opinião muito sincera, já não sei o que este executivo espera mais para se demitir! Para quem eles governam, já não os querem lá, é difícil compreender?  O estado do país está tal que, nos relatos que o jornal que li teve a oportunidade de recolher eram qualquer coisa como pessoas que entregaram a casa, idosos que vêm as suas reformas reduzir cada vez mais, pais que não sabem se vão conseguir pôr os filhos a estudar, jovens que estão a fazer as malas para emigrar e uma nova "maré"... crianças que ficaram sem mesada porque «a troika e o Governo (passos, relvas e todos os que ali andam» estão a roubar os meus pais e os meus pais estão-me a roubar a mim» . Estas foram as palavras de uma criança ontem em pleno terreiro do paço. Impressionou-me este testemunho!

É suposto em democracia os governantes darem ouvidos ao povo, quando assim não é, o fim pode ser catastrófico, e começo a recear o futuro próximo. Que o Passos Coelho aguente dois anos e meio a ouvir protestos, isso já não me admira, agora, o povo não sei se consegue esperar mais dois anos e meio a ser «roubado».

Porém, este texto surge no seguimento de um outro com o mesmo título (excepto o número) e não é à toa. Uma musica que é tida como hino da liberdade tem sido ultimamente banalizada, mas a verdade é que ontem, arrepiei-me em frente à televisão quando ouvia milhares entoarem aquele que é para mim o verdadeiro símbolo da liberdade nacional, e os arrepios não foram do frio que estava de certeza!

Por isso, deixo aqui uma alternativa ao Governo (é importante não protestar apenas), demitam-se se faz favor!