quarta-feira, 2 de julho de 2014

Um ano não é assim tão pouco...




O dia de hoje é a prova de que na politica, um ano pode ser uma eternidade!
Quem não se lembra da demissão irrevogável de Paulo Portas? Pois e, faz hoje 1 ano.


Neste dia em 2013, estávamos perante uma crise interna, mas no Governo. Por esta altura, já se faziam contas no PS para saber quem ia ocupar que pasta. Cavaco chegou a propor Governo de salvação nacional e teríamos agora eleições antecipadas. Creio que se Antonio Jose Seguro soubesse o que sabe hoje, teria aceite.

Segundo o jornal i de hoje, Hélder Amaral defende que os portugueses deviam agradecer a Paulo Portas. Eu não sei se foi uma piada ou não, mas deu-me vontade de rir! Então os portugueses continuam a ser despedidos, os orçamentos de estado continuam a ser inconstitucionais, cada vez temos menos Estado social,e ainda devemos um obrigado? Hilariante...

Um ano depois, a coligação parece estar decidida a ir até ao fim, e ainda bem para o PS, mas o maior partido da oposição está, por via das decisões da actual direcção, a mostrar o porquê de muitos acharem que a política e apenas maquinas partidárias. Tenho pena, acho que ninguém fica a ganhar nada com o adiar, a não ser o próprio Seguro, que se ganhar as eleições internas (e prefiro não pensar como), usará esta situação como halibi para uma possível derrota nas legislativas.

Seja como for, o dia de hoje demonstra bem aquilo que um ano significa, o que para nós, portugueses comuns, se torna numa esperança. Esperança que o bom senso desça ao parlamento e crie um futuro melhor.

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