Mostrar mensagens com a etiqueta povo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta povo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Estamos unidos



A expressão de união nacional utilizada pelo primeiro-ministro, a meu ver, não foi de todo feliz. Mas não foi feliz apenas por estar, em Portugal, associada à ideia de Estado Novo e ao período de ditadura que nos foi imposta.

Hoje vivemos num outro tipo de ditadura, mas não é sobre isso que vos vou falar.
Eu em parte, e percebendo bem o que o PM quis dizer, até concordo com o que pediu, mas preferia a expressão que deixou de parte, a de unidade nacional.

É verdade, como diz, que precisamos de um país unido, a falar a uma só voz, a remar para um só lado, mas essa união não se pede, conquista-se. E isso, Passos Coelho não tem tentado fazer minimamente.
Depois das negociações falhadas com os socialistas, o líder do executivo não pára de pressionar o principal partido da oposição a entrar em acordo. Isto tem um objectivo, que é "trilhar" o PS. Seguro cometeria um tremendo erro, depois da declaração que fez, sentar-se a mesa num curto espaço de tempo e sem sinais de diferença de atitude do Governo.
Quanto à união nacional pedida, essa estará já fora do alcance deste primeiro-ministro. Não se pode aceitar que, de repente, toda uma nação se una em torno de uma pessoa que ao longo de dois anos, lhes mentiu em campanha, as tem desprezado, as tem massacrado, mas sobretudo, não as tem ouvido. Para agora, a dois anos de eleições (dado relevante) se pedir uma coisa destas, seria preciso que se tivessem esforçado, minimamente, em nos ter ouvido. O povo saiu para a rua como à muito não se via, tem pegado em exemplos dos tempos da revolução como a Grândola, e ainda assim, não tem quem realmente os represente, principalmente no exterior, onde vemos o PM estender a mão para obter o título de bom aluno. 

Pois bem caro primeiro-ministro, tendo em conta tudo isto e estes dois anos passados, recomendo que vá pedir união à chanceler Angela Merkle.

NOTA: o povo está unido, só não está é a apoiá-lo. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O povo está acordado e a agir.



Hoje irá decorrer em Lisboa no cinema São Jorge o lançamento de uma campanha que pretende recolher assinaturas para levar à Assembleia da Republica a petição intitulada como "pobreza não paga dívida, renegociação já".

Não vou aqui discutir a necessidade ou não de renegociar porque esta parece-me ser clara, não vou aqui discutir de que forma esta pode vir a ser feita, não vou falar da dívida nem do desemprego, nem mesmo no estado miserável que o povo português pode vir a chegar com este executivo à frente dos nossos destinos. Vou antes, e a razão para escrever este artigo é o de mostrar profundo agrado e satisfação quanto à mobilização da sociedade civil, que usando adequadamente os seus meios, tem como pretensão fazer algo melhor pela sociedade em que está inserida. Parabéns pela iniciativa desde já!

É através destas iniciativas que fazemos deste mundo um espaço mais agradável, é através desta força de vontade que fazemos política, mas sobretudo, é através deste querer e fazer, que decidimos o nosso próprio futuro.

Para terminar deixo apenas um excerto do site da organização que reflecte aquilo que acabei de dizer, uma lição para todos nós:
«A Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida vai lançar, conjuntamente com outras organizações da sociedade civil, uma campanha para promover o debate sobre a dívida e recolher de assinaturas para uma petição dirigida à Assembleia da República»