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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mobilização de esperança



Uma vez que a "guerra" esta aberta dentro do PS, é altura de escolher, o mais rapido e serenamente possível, quem será o candidato a PM pelo maior partido da oposição.

Quem tem lido o PNP, sabe que sou a favor de Costa. Entre Seguro e o autarca de Lisboa, nunca tive duvidas.

Hoje no jornal i, saiu uma entrevista muito boa a Mário Soares, que aconselho a leitura atenta.
E porque falo da entrevista? Por o fundador do partido acreditar, tal como eu, que Costa vai buscar mais consenso e diálogo, nomeadamente a esquerda.

Esse diálogo e essencial se o PS quer ganhar e ganhar com maioria, senão, vamos continuar a ver a esquerda fragmentada e com diversos partidos e movimentos a explorarem o campo vazio, que pode ser, e deve ser, aproveitado por sinergias do consenso.

Para finalizar, e deixar claro o porque de achar que deve ser António Costa a liderar esse rumo, fica o exemplo de o autarca de Lisboa apresentar a sua candidatura oficial ao Porto. Isto, por si só, demonstra a capacidade de descentralização e de união territorial que não me lembro de ter assistido. É que alguém ir do norte a Lisboa apresentar algo, acontece todos os dias, o inverso nem por isso.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LIVRE , a nova tendência?



Este fim-de-semana parece ter surgido, ou na prática, começou a surgir um novo partido na esquerda portuguesa.

A minha primeira reacção foi: "mais divisão na esquerda já dividida?"
Quem lê o PNP com regularidade, sabe bem o que eu acho acerca dos desentendimentos que a esquerda tem demonstrado, ao contrário da direita, mais ou menos unida, que nos momentos de grande aflição, lá se entende.
Mais uma vez, a esquerda dividir-se é dar mais uma vitória à direita, que se tem vindo a congratular com as sucessivas vitórias que tem conquistando. À vitória económica que se tem verificado, estamos à beira de assistir à vitória política.
No momento em que a esquerda se deveria unir para aproveitar a oportunidade que a crise está a oferecer, ao desgastar a direita, aproveitando sinergias, e tal como Mário Soares tem tentado através do congresso das esquerdas, vemos um novo partido, o LIVRE, surgir...

Mas vejamos melhor o partido em si e o seu líder, isto é, o LIVRE e Rui Tavares.

O LIVRE pretende ficar no meio da esquerda. Mas o mais engraçado é que, ainda hoje, é o dia em que me pergunto onde se localiza o BE, em que tanto tenta "atacar" o PCP como o faz com o PS. Portanto, onde é que é o meio da esquerda? Pelas pessoas que foram à primeira reunião, parece ser um partido próximo do PS e do BE.
Mas um partido novo só sobreviverá se fizer algo de diferente do que hoje em dia é feito pelos restantes. E não é preciso muito para se entender isto, basta olhar para as eleições do passado dia 29 de Setembro, onde os eleitores demonstraram isto mesmo!
Mas a inovação não sendo bem concretizada, é um tiro nos pés, tal como aconteceu com o Bloco, com esta direcção bicéfala, em que o partido, mal foi a votos, perdeu a única autarquia que detinha.

Mas um outro aspecto que gostaria de olhar, é ao facto de Rui Tavares se poder, muito facilmente tornar em Francisco Louçã versão 2.0 e o LIVRE caminhar as mesmas ruas que o BE está hoje a percorrer.

No entanto, e porque pode dar ideia de que sou contra o surgimento de um novo partido, não é nada disso, apenas gostaria que a esquerda se unisse em vez de se dispersar e assim dar vantagem à direita. É que a esquerda consegue ser muito mais capaz que a direita actual, e disso não duvido, mas se forem muitas forças à esquerda, o velho ditado "a união faz a força", tantas vezes proclamado pela esquerda, a ela não se aplicará. E seria uma pena.

Para finalizar, irei ficar bastante atento aos desenvolvimentos, e certamente que este novo partido contará com excelentes contributos e desde já os meus mais sinceros parabéns pela ousadia de avançarem com esta iniciativa. A esquerda, em geral e vinda ela de onde vier, mostrará certamente valor.