sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estamos de acordo



Pires de Lima até nao está mal cotado na minha consideração, principalmente tendo em conta o grupo em que esta inserido, mas apenas hoje parei para pensar no que ele está a fazer no Governo, e eis que chego à mesma conclusão que ele, notoriamente, já chegou e não foi apenas hoje!

O que me levou a pensar no seu papel no Governo foi a sua entrevista hoje ao jornal público, que vale a pena ler.

A conclusão da qual os dois partilhamos é da sua inutilidade no Governo... Sim, inutilidade. O próprio já se apercebeu de que nao está no Governo a fazer rigorosamente nada senão um favor a alguém, nomeadamente Paulo Portas que sempre sonhou com aquela área, e que criou uma crise política que só agora estamos a recuperar no mercado para que fosse atribuída esta pasta ao CDS. E conseguiu...

Porque é que eu digo que nao está lá a fazer nada? Porque apesar do desemprego estar a baixar, o próprio, logo no dia seguinte a tomar posse, atribuiu os louros ao antecessor Álvaro Pereira, e ainda continua. Não conseguiu convencer os colegas a que fosse baixado o IVA da restauração, quando há estudos que o defendem, estudos estes a pedido do Governo e também porque ainda nao conseguiu colocar de forma decisiva na agenda política a possibilidade de se aumentar o salário mínimo. Ou seja, tudo somado dá zero.

Mas nao se fica por aqui... Ele está a ser uma moleta de Paulo Portas até porque tentar lançá-lo para a corrida a Belém, espero que nao passe de mera estratégia de marketing para se vender o jornal com esta manchete. Sim, porque seria mesmo muito mau, como estamos a poder ver o homem com poder.

Para finalizar, dar conta de que o próprio Pires de Lima esta a fazer um frete, até porque, já sabe quando sairá, "depois de Outubro de 2015" para voltar à vida empresarial, onde "se sente em casa". 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Greve do lixo em Lisboa



Já muita tinta correu nos jornais e muito incomodou os lisboetas esta greve do STML - Sindicato de Trabalhadores Municipais de Lisboa, devido à reorganização administrativa na capital.

Ainda não foi normalizada a situação, até porque o Presidente da Câmara, António Costa admitiu isso mesmo, que seria apenas no dia 10 deste mês que tudo ficaria normal na cidade.
Mas o que me faz escrever, não é apenas e só a greve em si.

No dia 2 de Janeiro, depois de no jornal "i", no habitual semáforo colocar no vermelho Vítor Reis, presidente do STML, por este "saber desde o início que nunca esteve em causa a transferência da recolha de lixo para as freguesias, mas isso não o impediu de transformar Lisboa numa lixeira a céu aberto", já me tinha dado vontade de expressar, mas depois de na edição fim-de-semana deste mesmo jornal, ler que Duarte Marques propõe que seja despejado lixo à porta da sede do Partido Socialista, da casa de António Costa ou da Fundação Mário Soares, não consegui ficar "calado".

Não vou aqui propor que o mesmo seja feito para S. Bento ou Belém, porque isso não resolve nada e não faz com que os problemas de ameaça da saúde pública possam ser resolvidos, vou recomendar a Duarte Marques mais cautela com o que deseja, uma vez que de hoje para amanhã as coisas mudam de figura.

Mas vou dar uma outra recomendação ao próprio deputado do PSD e ex-presidente da JSD, que leia o artigo de opinião de João Miguel Tavares ao "Público" no dia 2 também, onde fala de greves desnecessárias e também que atente às acções dos funcionários das freguesias de Estrela e Arroios, onde se verificará que eles próprios vão efectuar a recolha de lixo, não sendo da sua competência, mas pelo maior interesse dos seus cidadãos. Por aqui se vê a abertura das freguesias à reorganização administrativa, que aliás, foi aprovada pela Câmara no mandato 2009/13 em coligação PS/PSD, na Assembleia da República pelo PS/PSD/CDS e mais, foi escrutinada pelos lisboetas no passado dia 29 de Setembro, com uma maioria absoluta! 

Para finalizar, apenas salientar que, para quem defende como deveria acontecer, um partido democrático deve sempre apelar e fomentar a descentralização... mas não me parece que seja esta a linha de pensamento de Duarte Marques.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Boas entradas



O ano de 2013 foi sobretudo, um ano atípico.

Pessoalmente, foi um ano com marcos importantes de que fiz questão de ir partilhando com vocês (leitores do PNP).
Quem me conhece, ou pelo menos teve a curiosidade de escrutinar um pouco aquilo que torno público sobre a minha pessoa, sabe que foi um ano bom, não me posso queixar. Fui eleito presidente do CEAP, fui promovido na junior empresa YME para director recursos humanos, academicamente acompanhou também a tendência.
Espero que 2014 traga tanto de bom como este ano me ofereceu.

Mas houve um aspecto que alterou muito do meu dia-a-dia, falo claro do PNP e da sua ascensão. Quando este ano começou, contava com cerca de 1000 visitas, actualmente, são já mais de 8500 as visitas que o blog teve! Tudo isto, graças a vocês que têm seguido aquilo que tenho escrito. Aproveito já para agradecer esse facto.

Quanto ao que se foi passando, os grandes eventos, as grandes alterações quer politicas quer sociais, são relatadas hoje em dia por todos os media, tornando assim escusado que o faça também.

Gostaria apenas de salientar que, o próximo ano irá começar mais pobre do que este, pelo facto de um dos símbolos da liberdade ter adormecido eternamente, Nelson Mandela claro está. Aproveito a deixa para apelar desde já ao voto, para exercerem o direito que a democracia confere, nas eleições europeias em maio.

Mas a simpatia que tenho por vocês não se fica por um obrigado, mas antes pela promessa de continuar a escrever para que possam continuar a ler o PNP, o mais actualizado possível.

Bom 2014 a todos, cheio de projectos e actividades.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Como é que se explica?



Cada vez mais, estamos mais baralhados... Afinal, o programa está a resultar ou está a ser um redondo falhanço?  O Governo português é um bom ou mau aluno? 2013 foi o ano em que as contas se endireitaram ou isso é só para o próximo ano? Por onde podemos realmente ver se estamos a melhorar ou piorar?

Enfim, poderia colocar muitas mais questões, que por muitos dias que passem, não encontraremos respostas claras e fáceis.
A meu ver, e pela qualidade de vida das pessoas, e não por meras estatísticas que são elaboradas num gabinete algures.

Ontem, foram divulgados novos valores pelo INE que nos indicam o seguinte: o "enorme aumento de impostos", apenas nos fizeram recuar 0.2 % do défice. Mais uma pergunta surge, é bom ou muito pouco?

Mas não vou entrar em pormenores técnicos, até porque é fácil justificar, basta cada vez mais pessoas estarem dependentes do Estado pelo subsídio de desemprego ou outros meios, outro argumento é quem está na idade activa ir para o estrangeiro, enfim, ainda mais motivos podemos argumentar...

Mas o que me leva a escrever este artigo é a reacção que tive quando vi a notícia: como é que se explica ao cidadão comum, ao contribuinte que cada vez mais desconta, ao funcionário público que cada vez mais trabalho por um preço cada vez mais barato, ao pensionista e reformado, que hoje não tem o que lhe foi prometido, enfim, a todos em geral, como é que se explica que cada vez mais o cinto está mais apertado, e não vemos melhorias significativas. 
Cada vez mais acredito nas últimas declarações de Mário Soares quando afirma que o povo está saturado e pode-se revoltar. Basta olharmos para a AR, que tem deixado de ser o local de debate construtivo deste país por causa das ideologias desta maioria, e tem dado lugar a um palco de contestação.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A oeste, mais do mesmo



Esta noite, numa entrevista concedida à TVI/TSF, Pedro Passos Coelho disse que o Governo não precisa do PS para negociar o programa cautelar, por ter legitimada para o fazer sozinho. 
Eu até admito que sim, que seja verdade, outrora (na data das eleições e até pouco mais à frente) tinha a confiança dos portugueses, mas isso hoje não se verifica. Porém, o mandato do Governo é de 4 anos, e este goza de uma maioria absoluta, por isso, em termos teóricos não deixa de ser verdade e pode realmente fazê-lo.
O que a meu ver até pode não ser mau de todo. Todos nós sabemos, e todos nós nos recordamos que o Governo muitas vezes "vai além da troika", como o próprio Passos Coelho o dizia no início do seu mandato. Quer isto dizer que até poderia ser benéfico para os portugueses não ficarem completamente entregues a este executivo.

Nos últimos meses, têm-se multiplicado as declarações a afirmarem que este programa foi mal desenhado e que houveram grandes erros de previsão. O nosso Primeiro-Ministro até tem compactuado e ele próprio diz que está mal calibrado. Mas há um grande problema, enquanto todos reconhecem ser um programa com demasiada austeridade, o líder do PSD dá a entender que ainda quer mais.

Entre um programa cautelar e um segundo resgate, prefiro a primeira hipótese claro, mas entre o programa cautelar e ter tido um Governo competente, já prefiro o segundo!

Tal como Manuela Ferreira Leite, também não consigo associar a palavra sucesso a esta execução do entendimento. Tenho-o feito sempre que existe uma nova avaliação em que dá nota positiva, aponta graves erros na execução e consequentemente atribui nova tranche de verbas. A ex líder do PSD diz mesmo que o sucesso não se vê pelos objectivos atingidos nem pelas consequências não serem trágicas, mas sim pelos resultados que as políticas produzem, e estes resultados não são bons.

Já os partidos mais à esquerda do espectro político português criticam a entrevista, dizendo que o PM passou à margem da dureza do dia-a-dia dos seu povo (Bloco de Esquerda) e também que não tem governado para os portugueses mas sim para os mercados e interesses financeiro (PCP).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A história constrói-se... assim



Barack Obama e Nelson Mandela, serão para sempre, dois líderes excepcionais e ícones mundiais!

O motivo pelo qual qualquer um deles atingiu tal estatuto na minha consciência, é quase escusado dizê-lo. A vida de Madiba tem sido demasiado escrutinada nos últimos dias para eu fazer o mesmo. E aliás, eu não teria na verdade nada de relevante a acrescentar, a não ser o que escrevi no último artigo (http://pnpopiniao.blogspot.pt/2013/12/um-enorme-legado.html).

Mas Obama, é cada vez mais um exemplo para mim! E não me refiro apenas à política, onde o admiro muito, mas como ser humano mesmo. Depois de ter escrito sobre as suas acções que justificam o Nobel que ganhou (http://pnpopiniao.blogspot.pt/2013/11/a-justificar-o-nobel.html), não posso deixar de fazer um "update" das suas atitudes. Hoje, voltou a fazer história.

Chegaria para mim, ter enaltecido a vida do pai da liberdade como o fez, e passo a citar: "Deixemos que Mandela continue a mostrar-nos que o impossível só é impossivel até ser concretizado. Ele ensinou-nos que podemos escolher o mundo em que vivemos." É sem dúvida, este o caminho a seguir, acolher aplicando, os ensinamentos daquele que é ímpar na história mundial.
Mas bastaria também, o simples aperto de mão a Raul Castro. Os dois maiores representantes destes dois países não o faziam desde 1959, e desde então, temos assistido a uma grande luta entre ambos. A partir de hoje, temos a certeza que haverá muito mais esperança, e que esta se traduzirá em paz.

No entanto, e é isto que marca pessoas como Barack Obama, é compilar estas duas atitudes, num só dia! E esse dia foi hoje.

É merecido terminar com dois obrigados, um a Mandela por tudo o que foi, e outro a Obama por tudo o que é!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Um enorme legado



Já se passaram uma 72 horas desde que soube da sua morte, e para ser franco, ainda nem me acredito bem... Mas é certo que Nelson Mandela fará muita falta as gerações futuras, e que acima de tudo, deixa um enorme legado!

Porem, nos últimos meses, multiplicaram-se as suas biografias, os documentários sobre a sua vida e mensagens de agradecimento por tudo o que fez pelos cidadãos do mundo inteiro.

Não vou fazer fazer o mesmo, mas antes retribuir utilizando aquilo pelo que lutou, a liberdade de viver e me expressar da forma que entendo, sem por isso ser recriminado. O PNP existe muito por sua culpa, obrigado por isso!