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terça-feira, 25 de março de 2014

Que pobreza...



Hoje ao ver o telejornal, na RTP, importante referir por não ter fama de ser muito sensacionalista, fiquei surpreendido por ter visto em números, aquilo que encontro muitas vezes nos transportes público e centros de cidade, isto é, sinais da crise. 
Mas até aqui, nada de especial... acontece que, o país está de facto, pior, e já não são apenas os portugueses.

Vou apenas salientar 4 pontos que registei (dados do INE)


  1. O abre e fecha de empresas, fez perder-se 95 000 empregos
  2. O novo tecido empresarial gera menos 4 200 Milhões de euros, voltando a valores de 2004
  3. Segundo o Índice de Gini, a diferença entre os muito ricos e muito pobres (10% de cada grupo) é cada vez maior
  4. O risco de pobreza é cada vez mais elevado, cerca de 2 Milhões de pessoas, valor que nos remonta a 2005

As conclusões que eu tiro têm tanto de simples como de triste.
Este país não oferece qualquer esperança aos jovens, aqueles que ainda sonham, que ainda têm capacidade de produzir, de fazer algo, de dar a volta a situação. Por isso, estes estão a sair do país, e quem sabe, felizmente, não fazer parte destas estatísticas.

As nossas crianças, já não têm sequer condições de brincar uns com os outros, por falta de condições dos pais. A questão é, não está o nosso país a ser conduzido para a criação de infelicidade e privação daquilo que é básico para um ser que, não tem culpa nenhuma dos mercados, da dívida, dos salários baixos, de tudo o que faz manchete nos jornais todos os dias?

E para concluir, apenas reflectir mais um ponto, não estará o nosso país a comemorar os 40 anos de democracia com o regresso ao passado? Aos tempos em que as pessoas não tinham condições para alimentar as respectivas famílias, ao tempo em que andar na escola era um luxo. Mas mais preocupante, ao tempo em que a brincadeira das crianças, era trabalhar... e não brincar.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Como é que se explica?



Cada vez mais, estamos mais baralhados... Afinal, o programa está a resultar ou está a ser um redondo falhanço?  O Governo português é um bom ou mau aluno? 2013 foi o ano em que as contas se endireitaram ou isso é só para o próximo ano? Por onde podemos realmente ver se estamos a melhorar ou piorar?

Enfim, poderia colocar muitas mais questões, que por muitos dias que passem, não encontraremos respostas claras e fáceis.
A meu ver, e pela qualidade de vida das pessoas, e não por meras estatísticas que são elaboradas num gabinete algures.

Ontem, foram divulgados novos valores pelo INE que nos indicam o seguinte: o "enorme aumento de impostos", apenas nos fizeram recuar 0.2 % do défice. Mais uma pergunta surge, é bom ou muito pouco?

Mas não vou entrar em pormenores técnicos, até porque é fácil justificar, basta cada vez mais pessoas estarem dependentes do Estado pelo subsídio de desemprego ou outros meios, outro argumento é quem está na idade activa ir para o estrangeiro, enfim, ainda mais motivos podemos argumentar...

Mas o que me leva a escrever este artigo é a reacção que tive quando vi a notícia: como é que se explica ao cidadão comum, ao contribuinte que cada vez mais desconta, ao funcionário público que cada vez mais trabalho por um preço cada vez mais barato, ao pensionista e reformado, que hoje não tem o que lhe foi prometido, enfim, a todos em geral, como é que se explica que cada vez mais o cinto está mais apertado, e não vemos melhorias significativas. 
Cada vez mais acredito nas últimas declarações de Mário Soares quando afirma que o povo está saturado e pode-se revoltar. Basta olharmos para a AR, que tem deixado de ser o local de debate construtivo deste país por causa das ideologias desta maioria, e tem dado lugar a um palco de contestação.