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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A história constrói-se... assim



Barack Obama e Nelson Mandela, serão para sempre, dois líderes excepcionais e ícones mundiais!

O motivo pelo qual qualquer um deles atingiu tal estatuto na minha consciência, é quase escusado dizê-lo. A vida de Madiba tem sido demasiado escrutinada nos últimos dias para eu fazer o mesmo. E aliás, eu não teria na verdade nada de relevante a acrescentar, a não ser o que escrevi no último artigo (http://pnpopiniao.blogspot.pt/2013/12/um-enorme-legado.html).

Mas Obama, é cada vez mais um exemplo para mim! E não me refiro apenas à política, onde o admiro muito, mas como ser humano mesmo. Depois de ter escrito sobre as suas acções que justificam o Nobel que ganhou (http://pnpopiniao.blogspot.pt/2013/11/a-justificar-o-nobel.html), não posso deixar de fazer um "update" das suas atitudes. Hoje, voltou a fazer história.

Chegaria para mim, ter enaltecido a vida do pai da liberdade como o fez, e passo a citar: "Deixemos que Mandela continue a mostrar-nos que o impossível só é impossivel até ser concretizado. Ele ensinou-nos que podemos escolher o mundo em que vivemos." É sem dúvida, este o caminho a seguir, acolher aplicando, os ensinamentos daquele que é ímpar na história mundial.
Mas bastaria também, o simples aperto de mão a Raul Castro. Os dois maiores representantes destes dois países não o faziam desde 1959, e desde então, temos assistido a uma grande luta entre ambos. A partir de hoje, temos a certeza que haverá muito mais esperança, e que esta se traduzirá em paz.

No entanto, e é isto que marca pessoas como Barack Obama, é compilar estas duas atitudes, num só dia! E esse dia foi hoje.

É merecido terminar com dois obrigados, um a Mandela por tudo o que foi, e outro a Obama por tudo o que é!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Destinos diferentes



À relativamente pouco tempo, qualquer coisa como um ano, os dois principais sindicatos ( CGTP e UGT) mudaram de líderes. Carvalho da Silva, que era ligado ao PCP e João Proença, que é ligado ao PS tomaram destinos diferentes depois das respectivas lideranças sindicais.

O primeiro, que já à algum tempo é apontado como candidato da esquerda às presidenciais pós-Cavaco decidiu, em silêncio abandonar a militância do PCP por ter "uma ligação muito ténue" com o partido. A verdade, é que a ideia de ser o candidato a Belém ganhou mais força depois do congresso das alternativas que uniu a esquerda, nomeadamente membros ligados ao PS e ao BE. Assim, com os que gostam dele dentro do PCP, o BE e o PS a pensarem nele para uma "candidatura forte", Carvalho da Silva poderá muito bem vencer e ser o próximo Presidente da República.

Já João Proença, que foi líder do sindicato dos socialistas (como alguns lhe chamam), depois do seu mandato integrou o secretariado nacional do Partido Socialista e, na passada semana soube-se que este vai para o AICEP trabalhar com o presidente.

Resumindo e concluindo, os dois líderes tomaram destinos diferentes, mas ambos promissores e prestigiados. O que quererá isto dizer? Que todos aqueles que ocupam uma vez na vida lugares de destaque em organizações públicas, ficam nesse "ramo" para sempre?

Ser líder sindical, é defender os interesses dos trabalhadores, ou um trampolim político? Acho que são boas questões para ficar-mos atentos nos próximos anos.