Mostrar mensagens com a etiqueta PIB. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PIB. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Excertos do Dia em revista

Esta semana iniciei no PNP Opinião uma nova rubrica, o Excerto do Dia, em que a intenção é citar alguma frase, nota ou ideia que eu tenha lido ou ouvido durante determinado dia, e acontecerá todos os dias, de segunda a sexta, em forma de imagem na página do Facebook, que aproveito para convidar a fazerem "Gosto" para que assim possam seguir a página e possam acompanhar a nova rubrica. Para completar a rubrica, ao fim-de-semana escreverei um artigo no Blog, em que vou expor a minha opinião acerca de cada uma dos Excertos do Dia ou apenas sobre um ou outro, que mereçam uma nota mais alongada ou mais profunda. NOTA: Através das minhas contas do Twitter e Instagram também será possível acompanhar a rubrica diária.

Uma vez que a rubrica começou apenas na terça-feira, só houveram 4 Excertos do Dia esta semana.

O primeiro, e que foi o impulso para a existência da rubrica, pertenceu a Mariana Mortágua, que reconheceu no seu artigo de opinião no Jornal de Notícias a situação económica em que Portugal se encontrava em 2007, e que muitas vezes é por muitos esquecida, ou seja, a única vez em que Portugal esteve com défice abaixo dos 3% e com a dívida pública a consumir 68% do nosso PIB.
Esta é um facto que muitos, por falta de argumentos válidos para criticar a última governação do PS, tentam esconder, com a velha estratégia de que uma mentira dita muitas vezes passa com relativa facilidade a verdade, é ao mesmo tempo algo que não podemos esquecer. Porém, naturalmente que o PS cometeu erros, mas a estratégia antes da crise internacional era a que deveria ser seguida, de investimento público, com investimento principalmente na área da ciência e inovação.

Mas aquele que foi o tema dominante da semana, teve que ver com a estratégia da TAP (será que a estratégia é só da TAP? E aonde levará essa estratégia? Num artigo dedicado apenas ao tema TAP irei expor as minhas reflexões...), destaquei as afirmações de Pinto da Costa relativas ao facto de a equipa do FC Porto, que representa muitas vezes não só a cidade, como o norte e mesmo Portugal, ter viajado pela companhia aérea da SATA e não pela TAP. Porém, de notar que a SATA pertence à TAP e que, tal como a principal companhia, irá retirar voos do aeroporto Sá Carneiro. Mas a tomada de posição conseguiu o efeito pretendido na mesma, que era a colagem ao Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira nas críticas ao sucedido e dar voz às críticas do norte.

Iniciou-se ainda outra "batalha" esta semana. Não a Porto-Vigo, mas sim a Costa-Costa. Um, Primeiro-Ministro, lamentou a atuação do outro, Governador do Banco de Portugal em relação à proposta que o Governo fez aos lesados do BES e que foi maioritariamente por estes aceite, mas que ainda não teve o devido seguimento. Carlos Costa tem sido constantemente alvo de críticas desde o que se passou no BES, e depois todo o processo com os lesados e ainda com o processo de separação entre Banco Bom (Novo Banco) e Banco Mau (que deveria já estar vendido mas que tem dado muitas dores de cabeça) e também críticas relativas à supervisão (que é a sua função/tarefa) em relação ao Banco Banif, que foi a surpresa deixada na gaveta pelo anterior Governo, e que tinha um despertador já em contagem final. Está em curso no Parlamento um inquérito que, muitos, apontam como a causa do afastamento previsível de Carlos Costa do cargo que agora ocupa.

A semana terminou com um Excerto do Dia a destacar o que Mário Centeno disse em relação do Orçamento de Estado e aquilo que se tem dito (tudo e mais alguma coisa) e o possível aumento de impostos, no qual o próprio Ministro das Finanças negou, mas que o atual Primeiro-Ministro António Costa tem lançado, todos os dias, vídeos explicativos dos diferentes pontos do Orçamento de Estado. Não discutindo se o Orçamento é bom ou mau, a iniciativa é inovadora e e sem dúvida que aproxima o eleitor do eleitorado. Bem precisamos! 

E pronto, foi a primeira semana do Excertos do Dia, espero que sigam diariamente, e que enviem o feedback para que possa melhorar.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O ponto de viragem



Hoje acordei com uma noticia que, aparentemente é muito boa. A economia portuguesa deixou de estar em recessão no passado trimestre, prevendo-se um crescimento entre os 0.3 e os 0.6%. Os dados oficiais serão ainda divulgados na quarta-feira.

Agora, porque é que digo que esta noticia pode ser apenas aparentemente boa, e não realmente boa? É simples, é que a crise já nos tem tirado muito, e quando falo nós, falo ao povo em concreto, ao contribuinte comum. E se nos próximos trimestres a economia recuar, de nada vale este pequeno grande passo. É certo que muitos sacrifícios têm sido pedidos aos portugueses e que esta noticia é, claramente, o espelho de isso mesmo. E seja qual for o Governo em funções, esta é sempre uma boa noticia e pode, no nosso caso, significar que é o principio do fim da crise tal como já foi anunciado à um ano atrás.

Mas a verdadeira questão é em que é que isso influência a vida dos portugueses? Pouco ou nada a curto prazo, mas este é o momento em que o Governo tem de dar sinais de confiança aos portugueses e começar a devolver aquilo que lhes tem sido tirado. Não para que seja imposta uma política de intervencionismo do Estado, mas principalmente por duas coisas. A primeira, para que não fiquemos com um Estado mínimo  que apenas cumpre as funções gerais de soberania, o outro motivo passa por entregar aos contribuintes meios para que possam voltar a consumir, dando-lhes poder de compra.

Tal como tenho vindo a defender ultimamente, o estado de um país não se vê apenas pelo PIB, défice e dívida, mas sim pelo desenvolvimento que os cidadãos têm e o proveito que é feito com a riqueza gerada. De nada vale que a economia cresça, se isso não se reflectir no quotidiano. É que o povo não pode ser apenas chamado a pagar, e depois na hora de receber, ninguém se lembrar dele.

Não estou a pedir que seja entregue já nada em concreto aos portugueses, mas peço que pelo menos não tirem mais nada. Era importante começar por aqui. Seja como for, esta é aparentemente uma boa noticia.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Empobrecimento assistido

Estamos cada vez mais pobres e toda a gente assiste...

Hoje somos bombardeados de más notícias para a economia portuguesa, e claro, consequentemente para os portugueses. Depois da "euforia" do regresso aos mercados a taxa de juro menos 5%, mas na verdade, a vida dos portugueses em nada beneficiou a não ser ao ver os noticiários...

Esta semana, já apelidada por Seguro de "uma das semanas mais negras" deste executivo, temos novos dados desanimadores, recessão do PIB, aumento do desemprego, baixa salarial, aumento da despesa pública com os desempregados e aumento do empobrecimento fazem parte das manchetes de hoje.

Segundo  o Tribunal de Contas, a despesa com os subsídios de desemprego subiram 25,7%, graças ao aumento de desempregados que atinge já um valor muito próximo dos 1 Milhão de pessoas. Quem ainda trabalha, segundo o indicador do custo de trabalho viu as suas remunerações baixarem 16,1%, com maior gravidade no sector público. No "diário económico" podemos ler que Portugal tem uma taxa de pobreza superior à média europeia, apenas ultrapassada pelos países do sul da Europa (tal como nós o somos) e por alguns do leste, o que convínhamos parece ser um indicador algo natural dada a nossa debilidade económica dos últimos anos... Mas a manchete deste jornal de hoje é que me parece revelar o retrocesso que temos vindo a fazer no último par de anos, "Portugal mergulha na pior recessão desde 1975", o que demonstra bem por dados estatísticos, aquilo que Mário Soares dizia à tempos que nem no tempo de Salazar as coisas estavam desta maneira. 

Mas apenas salientar estes títulos e criticar não nos levará a nenhum lado, mas o que está a provocar esta situação tão gravosa, para além da intervenção da troika, é o facto de este Governo por vezes, senão quase sempre ter ido mais além daquilo que acordado, o que provocou o efeito ainda mais recessivo. Ainda outro pormenor, bastante relevante senão mesmo principal, é não estarem a ser empregues medidas de crescimento económico e o dinheiro que está a chegar destinado a apoiar PME's e particulares, ou mesmo empresas públicas estar na gaveta essa aplicação e o dinheiro "desaparece" na mesma.

É altura de alguém tomar o pulso à situação, porque quer o Estado, quer os cidadãos estão cada vez mais pobres. O Estado está a vender em saldo as últimas jóias da coroa, os portugueses estão a ficar com as dívidas e sem os bens... Onde vai isto parar? O memorando está a ser bem executado e os resultados são todos errados? Os sacrifícios são exigidos e a esperança está a desaparecer na mesma?

Agora sim... Precisamos de ajuda!