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terça-feira, 11 de agosto de 2015

PS na mira

Com a política a meio gás, uma pré-campanha ainda sem grande força por parte dos dois principais partidos e com o Parlamento de portas fechadas, o Partido Socialista é, por força da sua grandeza, por ser o principal partido da oposição e muito provavelmente o partido que vai vencer as eleições legislativas, é a mira de todos.

O problema é que, quando digo todos, é todos mesmo. Isto é, depois das infelicidades cometidas na última semana, ouvem-se, obviamente, criticas dentro do próprio partido.
Como é que é possível que, pessoas com mais anos de experiência política, nomeadamente campanhas eleitorais, do que eu de idade cometam erros como os que foram cometidos no caso já conhecido de "Cartazgate".

O PS, que tem sistematicamente pedido maioria absoluta e confiança aos portugueses, vem nesta altura do campeonato, cometer erros que são inaceitáveis e que revelam falta de experiência, quando experiência é o que não falta!

No entanto, e porque a forma como resolvemos os problemas é talvez mais importante do que os problemas em si mesmo, o maior partido da oposição responde com a nomeação de um jovem, da ala "jovens turcos" para diretor da campanha, falo de Duarte Cordeiro (secretário-geral da JS quando me tornei militante). Num claro sinal de mudança e regeneração que a política precisa e mais importante do que isso, é a demonstração de que os jovens, nomeadamente os jovens que compõe ou compuseram num passado recente a organização de juventude, no caso, a Juventude Socialista, não servem apenas para agitar bandeiras e entregar flyers em períodos de campanha. É também o reconhecimento da qualidade de formação política e do papel que a Juventude Socialista tem vindo a desenvolver em prol de uma democracia mais qualificada e acessível a todos. Este é, aliás, o principal motivo, paralelamente à crença política que tenho, de ser militante desta jota, que em nada me envergonha mas que em tudo me orgulha.

Acredito que, agora e mais do que nunca, estaremos no rumo da maioria. Uma nova página se vira na campanha que, ainda está por começar verdadeiramente.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Acabou o diz que disse

Muito já se tem escrito sobre cada uma das propostas, sendo que acredito que muito poucos foram os que leram o documento na integra. Falo claro, do estudo que 12 economias elaboraram que servirá de base, para que o PS faça o seu programa de Governo.

Ainda a apresentação estava a ser feita, e já haviam conclusões a tirar de um documento com cerca de 100 páginas. Fico surpreendido por ver a quantidade de speed readers que Portugal tem...

Depois de apresentado este documento, e onde constam medidas que o PS poderá levar a cabo, caso seja Governo, tudo será diferente daqui até ao dia das eleições. A rutura entre PS e maioria está agora muito clara. Está tão clara, que os únicos partidos a reagir ao documento, foi o PSD e o CDS. Os da esquerda, LIVRE PCP e BE preferiram não se expressar. Caso o fizessem, creio que teriam séria dificuldades em criticar.
A partir de agora, já não há desculpas. Já há resultados de 4 anos de governação, com algumas propostas dessa mesma coligação para os próximos 4 anos, e já há também algumas propostas do maior partido da oposição... Já não se vai discutir mais o diz que disse. 

O PS foi, uma vez mais, inovador na democracia. Não me refiro apenas ao tempo em que foi o grande impulsionador da democracia em Portugal, mas apenas e só destes últimos 12 meses. Desde que António Costa se mostrou disponível para liderar o PS, aliás, para ser o candidato a Primeiro-Ministro pelo PS, vimos já de forma inédita eleições primárias num partido, a abertura a simpatizantes, a abertura ao cidadão para apresentarem propostas a incluir no programa apresentado pelo PS e agora vemos ser apresentado um estudo macroeconómico, com simulação de medidas, para que se evite os vídeos virais que por aí andam, em que Passos Coelho antes das eleições dizia fazer uma coisa, e no cargo de PM, fez exatamente o oposto.
Não, o PS é diferente, e como disse o secretário-geral na festa da democracia, no passado domingo: "Palavra dada é palavra honrada".

Esta é uma nova realidade para a nossa democracia, este, é o caminho de aproximação do eleitorado ao eleitor.

Gostaria de terminar a deixar um desafio aos canais de televisão e jornais, principalmente aos mais sensacionalistas, que façam uma sondagem verdadeira. Creio que a descolagem de que se tem falado está aí ao virar da esquina...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Um recandidato e um apelo ao voto

Como sabem, já fui protagonista de uma candidatura a liderança de uma organização. A candidatura à presidência de uma associação tem tanto de gratificante como de responsável.

Ainda não tinha partilhado aqui no PNP, mas este ano estou também incluído numa das duas listas candidatas à AAUM – Associação Académica da Universidade do Minho. Nomeadamente na Lista A, que tem como objetivo máximo a reeleição do atual Presidente Carlos Videira. Em caso de vitória, será o seu terceiro mandato à frente da referida associação.

Ao contrário do que aconteceu até aqui, os estudantes da Universidade do Minho têm uma tarefa facilitada, ou votam A ou B, literalmente. Pelo que, para se escolher um dos lados, é sempre necessário conhecer os dois.
Este artigo não será um apelo ao voto na Lista A, mas sim um apelo ao voto, ao voto informado, ao voto responsável. Irei nele também explicar porque me encontro inserido na lista candidata e também, aquela que é a minha leitura do panorama atual, uma vez que estamos a percorrer ainda a pré-campanha eleitoral.


Como sempre, quem está no poder, e neste caso, o candidato da lista A, é sempre um alvo facilitado para as criticas. Pois uma decisão, seja ela de grande envergadura e importância, ou uma decisão mais simples que seja, irá reunir, sempre, opositores e apoiantes. E este ano, pelo facto de já ter dois anos de desgaste político das suas decisões, estratégias e coordenação, Carlos Videira tinha tudo para ser um alvo demasiado fácil para a crítica. Mas acontece que a coragem de se candidatar a um terceiro mandato, revela que, mais do que pedir o escrutínio dos eleitores ao seu trabalho até agora desenvolvido, por via do voto e sempre com a possibilidade de perder, tem ainda um projeto para levar a cabo, que está, aliás, disponível para consulta de todos os interessados. Acredito que, seria bem mais confortável para o próprio a não recandidatura, pois se fosse apenas para colocar no CV esta experiencia, já o tinha garantido certamente.

Certamente, escreverei mais acerca destas eleições. E aí sim, assumidamente em papel de fazer campanha pela lista em que estou inserido. No entanto, fico-me por aqui, a apresentar o meu ponto de vista, o mais genérico que consigo, dadas as circunstancias. Em jeito de conclusão, apresentei aqui, e foi com este intuito que escrevi o artigo, a forma como encaro esta reeleição, tal qual como se não estivesse na lista candidata protagonizada pelo Carlos Videira. E apelo, uma vez mais, ao voto informado.

Ficam também aqui os meus desejos de uma campanha cheia de debates, trocas de ideias e partilha de projetos, ideias, criticas construtivas, reflexões e vontades, onde se deve procurar evitar trocas de acusações infundadas, a maledicência, a critica fácil e a demagogia habitual de duelos eleitorais. Veremos se todos os candidatos serão capazes de primar pelo exemplo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Autárquicas 13': Do local ao central



Relativamente poucas pessoas o sabem, mas existem grandes diferenças entre poder local e poder central.
A que as pessoas estão mais atentas, é a diferença entre Câmara Municipal e Governo.

Acontece que, estamos em plena campanha eleitoral autárquica, em que em todas as localidades estão espalhados cartazes, arruadas, porta a porta, brindes, etc, etc. Porém, estamos também perante uma campanha legislativa, onde vemos a atenção voltar-se para António José Seguro e Pedro Passos Coelho, com dois anos de antecedência, ou seja, a ideia é ver quem dos dois sai vitorioso no próximo dia 29 de Setembro. 

Ridículo!

Não era suposto discutir-se o que deve ser uma autarquia? O que será o futuro próximo, já que não há dinheiro para auto-estradas e grandes obras?

De um lado temos Passos Coelho a querer mostrar que é líder de uma coligação sem força, do outro lado, temos José Seguro a querer reforçar a liderança interna, uma vez que António Costa parece estar a beira de uma maioria absoluta.

Mas muita da culpa desta situação está na comunicação social, porque é "isto que vende".

Ainda temos um outro lado, que muitas vezes fica esquecido e é o mais importante, que são os cidadãos e as suas necessidades.