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terça-feira, 11 de agosto de 2015

PS na mira

Com a política a meio gás, uma pré-campanha ainda sem grande força por parte dos dois principais partidos e com o Parlamento de portas fechadas, o Partido Socialista é, por força da sua grandeza, por ser o principal partido da oposição e muito provavelmente o partido que vai vencer as eleições legislativas, é a mira de todos.

O problema é que, quando digo todos, é todos mesmo. Isto é, depois das infelicidades cometidas na última semana, ouvem-se, obviamente, criticas dentro do próprio partido.
Como é que é possível que, pessoas com mais anos de experiência política, nomeadamente campanhas eleitorais, do que eu de idade cometam erros como os que foram cometidos no caso já conhecido de "Cartazgate".

O PS, que tem sistematicamente pedido maioria absoluta e confiança aos portugueses, vem nesta altura do campeonato, cometer erros que são inaceitáveis e que revelam falta de experiência, quando experiência é o que não falta!

No entanto, e porque a forma como resolvemos os problemas é talvez mais importante do que os problemas em si mesmo, o maior partido da oposição responde com a nomeação de um jovem, da ala "jovens turcos" para diretor da campanha, falo de Duarte Cordeiro (secretário-geral da JS quando me tornei militante). Num claro sinal de mudança e regeneração que a política precisa e mais importante do que isso, é a demonstração de que os jovens, nomeadamente os jovens que compõe ou compuseram num passado recente a organização de juventude, no caso, a Juventude Socialista, não servem apenas para agitar bandeiras e entregar flyers em períodos de campanha. É também o reconhecimento da qualidade de formação política e do papel que a Juventude Socialista tem vindo a desenvolver em prol de uma democracia mais qualificada e acessível a todos. Este é, aliás, o principal motivo, paralelamente à crença política que tenho, de ser militante desta jota, que em nada me envergonha mas que em tudo me orgulha.

Acredito que, agora e mais do que nunca, estaremos no rumo da maioria. Uma nova página se vira na campanha que, ainda está por começar verdadeiramente.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Políticos assim, sim!



Acredito que vá viver muitos dias como o de hoje, em que tenha muitos motivos para ficar contente e continuar a acreditar que, na política, ainda há muita gente que vale a pena acreditar e que, ao fim ao cabo, me inspiram na medida em que marcam a diferença pela positiva. O que nem sempre se verifica.
E hoje, foi uma vez mais, João Torres que despoletou em mim este sentimento!

Em entrevista ao "i" (que me fez deslocar, quase a hora de fecho do shopping, comprar o último exemplar), o líder da JS defende muitas coisas que são merecedoras de nota. Aqui, irei apenas relembrar algumas, que são aquelas com que me identifico plenamente e tenho vindo a defender. Tentando contudo não transcrever a entrevista.

Nesta, João Torres critica de forma elegante algumas posições do PS e da sua liderança, este Governo e fala da Europa. Mas acima de tudo, distingue de forma clara aquilo que muitos dizem ser igual... O PS do Governo.

Quanto à direcção do PS, o líder da JS defende que esta se deveria posicionar um pouco mais à esquerda daquilo que se encontra, assume que tem errado como por exemplo no tratado orçamental e ao não falar da anterior liderança e governação por parte do Partido Socialista. Mas tem a capacidade de o fazer de forma tão elegante, ao ponto de dizer que Seguro tem "uma forma muito própria de levar a água ao seu moinho". Não são todos que o fazem! Com isto, diz basicamente que não o faria desta forma, mas respeita. Tal como um bom democrata...

Mas partilho particularmente da sua visão para a Europa, bem como a postura de Portugal em relação aos demais membros da UE. Portugal não pode "estar de cócoras" como tem feito! Nós temos valor, nós temos capacidades, nós somos capazes de nós próprios. É isto que se espera que um Primeiro-Ministro diga em Bruxelas. É necessário que a Europa seja justa e solidária, seja uma só, tal como referi no anterior artigo.

Para terminar, apenas salientar que este senhor, foi capaz de distinguir o PS do actual Governo, como por exemplo mutualizar a dívida, renegociar o juro, eurobonds e emissão conjunta de dívida dos países da zona euro... 
Criticar apenas não basta. É preciso dizer o que realmente é diferente.

Para quem diz que a classe política é toda igual e que não têm conteúdo, aconselho, vivamente, a lerem esta entrevista e a seguirem este político, que é uma pessoa igual a nós, povo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vergonhoso



O que se anda a passar em Portugal, é vergonhoso. Claramente vergonhoso.

Para além de deixar ficar mal o nosso parlamento, também os partidos saem feridos...
O que me leva a fazer esta afirmação, foi o triste episódio do final desta semana, em que o PSD, a votar sozinho a favor, aprova o referendo quanto à possibilidade de adopção e co-adopção por casais homossexuais.

Acho vergonhoso que o PSD, nomeadamente a JSD o tenham proposto. Acho vergonhoso que o grupo parlamentar do PSD o tenha aprovado, principalmente por ter sido com disciplina de voto. Isso só fez com que quem não quisesse cumprir, faltasse e chegou mesmo a haver demissão! Acho vergonhoso que o CDS se tenha abstido... Enfim, um dia menos bom.

O PSD ter feito uma coisa, e o CDS outra, já é habitual, bem como a divisão na coligação.
No entanto, a coligação parece de facto mais forte, com o CDS a evitar chatices ao abster-se e não a votar contra.

Mas prefiro recordar o que Passos Coelho tinha dito quando ainda era oposição, é que a adopção não deveria depender da orientação sexual, mas sim das condições que os pretendentes de o fazer reunissem. Totalmente de acordo Sr. Primeiro-Ministro, mas tomar isso em conta hoje em dia, seria bastante melhor para uma sociedade mais equitativa e justa... Não acha?

Tal como João Torres disse, e eu subscrevo, "os direitos humanos não se referendam!"

Para vermos a nossa situação, de forma muito simples e comparando-a a outros países, como a França que autorizou no passado ano a existência de casamentos homossexuais, e que, como dei conta no dia 23 de Abril aqui no PNP: "permite necessariamente a adopção por parte deste casal".

Está mais do que na hora de as pessoas acordarem, e verem que por detrás destas decisões "muito democráticas", pode estar o esconderijo de muitas medidas, leis que não interessa sequer saber que estão a entrar em vigor, agradar um grupo económico ou outro... enfim. Acordem!

terça-feira, 17 de julho de 2012

A importância da formação... nomeadamente política!

Uma vez que vivemos numa geração altamente qualificada academicamente, penso ser fundamental sê-lo também politicamente. 
Como jovem, vejo como fundamental a participação de todos nós, principalmente da minha faixa etária, na vida associativa e política. Por diversas razões, mas as que vêm mais depressa à memoria é o facto de os jovens terem de se aproximar cada vez mais do centro de decisão, de mostrarem ao fim ao cabo por que são a geração mais qualificada deste país, mas principalmente, por uma questão de independência, pois só assim poderão construir ou colaborar na construção do seu próprio futuro e não deixar essa tarefa para os outros e depois deles se queixarem!
Não estou a escrever sobre este tema por acaso! Já o tinha em mente, pois trata-se de algo que qualquer jovem interessado na sociedade tem constantemente em mente, mas sim pelo facto de neste fim de semana ter tido a oportunidade se assistir a uma formação política para jovens, organizada pela JS e ANJAS da minha zona residencial!
Considero importante marcar presença neste tipo de iniciativas uma vez que aprender é crucial nos dias de hoje, ter uma opinião formada sobre os mais diversos assuntos, sobre tudo o que nos rodeia... É igualmente importante o facto de se formarem políticos mais especificamente, para que a próxima geração de políticos possa não ter o triste rotulo de que a actual tem perante a comunicação social e opinião pública, opinião esta da qual discordo totalmente, pois ela afirma não haver qualidade alguma nesta classe, e não é verdade, sendo que acontece como em todas as profissões! Existem bons e menos bons políticos, tal como acontece com médicos, enfermeiros, camionistas, cientistas, professores, etc. Usei o termo menos bons e não maus porque acredito sempre que cada um presta o melhor de si, logo, deixa de ser mau e passa a ser menos bom, porque nem todos têm as mesmas apetências!
Dado isto, espero que os jovens aproveitem bem as oportunidades que nos são dadas, pois as gerações anteriores não tiveram a mesma sorte. Temos de construir nós o nosso futuro e não ficar a espera que alguém o faça. Contribui para a sociedade e assim a vais ajudar a desenvolver e consequentemente colher frutos dessa mesma colaboração.