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segunda-feira, 19 de maio de 2014

A minha campanha 3



Depois deste fim de semana, temos essencialmente, e que tenham a ver directamente com a campanha eleitoral, 3 pontos a salientar.


  1. Contributo de Ricardo Araújo Pereira
  2. Aparição de José Sócrates
  3. Vacinas contra o despesismo

Segundo o jornal Expresso, Ricardo Araújo Pereira vai ser o protagonista do tempo de antena de amanhã, terça-feira, pelo LIVRE.
O próprio já afirmou que não é, nem tenciona ser militante deste recente partido. Todos podem ler o que escrevi acerca do surgimento do LIVRE e a opinião que tenho acerca do novo partido de esquerda. Pelo que, para além de mostrar que a cidadania está activa, a única coisa que este partido parece ter de jeito é o apoio desta carismática figura portuguesa, que aprecio bastante, num tempo de antena. Veremos se será um sketch anedotário acerca desta campanha, onde a Europa não passa pelos debates a ter.

Depois, temos Sócrates a surgir, penso que será também amanhã, num jantar de apoio ao PS. Faz toda a lógica, uma vez que esta lista, completa, que o Partido Socialista apresenta tem elementos de todas as alas e é mais uma boa "jogada" de António José Seguro de anexar os socráticos ao resultado do próximo domingo e também, um bom sinal para o exterior de que o PS está unido. A meu ver, é um sinal mais na campanha. Já para a coligação Aliança Portugal, PSD/CDS, não passa de um alvo. Por si só, esta reacção dos partidos do Governo, demonstra bem o receio que têm do efeito que Sócrates pode ainda ter no panorama político e mais, o vazio que têm apresentado na campanha. Vejamos no terceiro ponto o que quero dizer com isto.

Por fim, temos então o terceiro ponto onde a coligação PSD/CDS demonstra o vazio intelectual que apresenta estas eleições. Discute-se a Europa? Faz-se propaganda positiva? Demonstra-se os motivos positivos pelos quais os eleitores devem votar nesta lista? Não, ataca-se o adversário. 
Atenção que não é só esta lista que o tem feito, mas fá-lo.
Porque é que eu digo que se trata de um vazio? Simples, porque Sócrates aparece, passa a ser o alvo e a palavra mais proferida nos discursos. É triste, é triste ver que Paulo Rangel e Nuno Melo não têm tido a capacidade de promover a imagem da Europa, a estratégia necessária para o crescimento. Afirmar que o voto na Aliança Portugal é uma vacina contra o despesismo, parece-me um bom mote de partida para um sketch de Ricardo Araújo Pereira para o "Melhor que Falecer", que este Governo tem promovido pelos cortes no SNS.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A minha campanha 2



É certo que estive terça e quarta sem escrever nada sobre a campanha para as europeias porque... Realmente não se passa nada de relevante na discussão da Europa e de Portugal na UE, mas adiante.

Contudo, não deixaram de se passar situações, em campanha e que com ela estejam relacionadas, no mínimo merecedoras de umas breves palavras.

A começar por Portugal eleger 21 eurodeputados e haverem 16 listas, ou seja, quase tantos candidatos como lugares disponíveis! 
A leitura que se pode fazer e algo complexa ate. Estamos perante um paradoxo entre abstencionismo e iniciativa. Portugal tem vindo a registar níveis elevadíssimos de abstenção em todas as eleições, principalmente nas europeias, ao mesmo tempo, regista uma quota de 76% de candidatos por lugares. Enquanto os portuguesa revelam falta de interesse em fazer a diferença na urna, são ao mesmo tempo, quem toma a iniciativa de se candidatarem para, supostamente, fazerem algo de diferente. 
O que é que é complexo nisto? É o motivo pelo qual esta situação se verifica. Ou é vaidade de quem se candidata (pouco provável), ou as únicas pessoas que se preocupam em votar, salas mesmas que se candidatam, e aqui fica patente que pode haver interesse nestes que assim seja para que seja fácil controlar o sistema (muito mau para a democracia, pois nem todos podem ser os candidatos, existem outras formas de ser activo na sociedade e na politica). E temos ainda um outro motivo, que é ao que parece o do LIVRE, apenas impedir certas coligações e vitorias expressivas, isto é, nada mais nada menos que dispersar votos (parece-me um bocado negativista).

Outra situação que não me passou ao lado, foi a figura que Nuno Melo fez com a sua garrafa de Champagné, que ira abrir com os seus amigos no dia que a troika sair de Portugal. Esta versão de One Man Show não o favorece enquanto candidato e enquanto membro de um dos partidos que esta no Governo, que empobreceu o país. Só revela a atitude que este Governo tem perante a situação que os portugueses vivem... É de festejar.

Por fim, e inevitável, foi o facto de a politica ter estendido uma passadeira vermelha ao futebol ao ser interrompida a campanha para se ver o jogo. Que eu ate acho bem, uma final europeia, um clube português, um país em expectativa... Tudo bem. Agora, alguém viu como Marisa Matias, candidata do BE acompanhou o jogo? Isso sim, é de salientar. O que as pessoas fazem para caiena graça de uns eleitores, chega a ser ridículo, mas e só a minha opinião.