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terça-feira, 23 de julho de 2013

Dois anos de Seguro



Faz hoje dois anos que o líder do PS foi eleito secretário geral do partido, desde então, muito se tem alterado no quotidiano dos portugueses.

Visto que o PS assinou também o memorando, é o líder da oposição e, sobretudo, um dos partidos com mais responsabilidades na vida política portuguesa, António José Seguro tem assim um papel de grande relevo e responsabilidade no nosso dia-a-dia.
Acredito que não tenha neste momento muitos motivos para festejar, os portugueses estão hoje pior, este fim de semana ficou estagnada uma crise política, o desemprego é elevado, as propostas tardam em dar resultados, a dívida dispara, o défice está incontrolável... enfim, tudo o que já sabemos.

Mas o que pretendo realçar é o que Seguro tem feito ao longo destes dois anos, e como sabem, nem sempre estou totalmente de acordo com as suas opções, mas temos todos de reconhecer, que soube gerir da melhor forma uma crise interna no PS, unindo o partido, tem apresentado propostas claras quer no parlamento como à Comissão Europeia, temos visto que promove o diálogo, não vira facilmente as costas aos problemas e assume as suas responsabilidades.
Muitas vezes acusado de não apresentar propostas e de não ser a alternativa que Portugal precisa, o antigo líder da JS tem mostrado saber dar a volta por cima e manter-se fiel aos seus princípios e ideias, isso viu-se este fim de semana.

Quero também destacar 3 artigos que, ao longo dos dois anos fui escrevendo sobre o secretário geral socialista:


No fundo, é isto que se pede a um líder, que una a organização, apresente soluções aos problemas envolventes e que seja coerente. Pode fazer a coisa mais errada do mundo, mas se acreditar verdadeiramente que é a melhor solução possível, e tiver um grupo de pessoas que acredite também na sua ideia, é um óptimo líder.

Parabéns por estes dois anos de liderança à frente do partido, que são presenteados com a liderança nas sondagens, e desejo sucesso no seu trabalho daqui em diante.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dois anos depois e cada vez pior...



Fez ontem dois anos que ouvi senão o melhor discurso da minha vida, um dos melhores sem dúvida.  Refiro-me ao discurso de derrota de José Sócrates que daria assim lugar a Passos Coelho.

Volta e meia dedico tempo a ouvir discursos políticos, e ouvi à pouco tempo o de campanha do PSD, onde o actual PM prometia não tirar o 13º mês, não mexer no IVA de consumo e não mexeria nas pensões.
Entretanto também já deixou outras promessas como 2012 seria o início do fim da crise, 2013 já não seria de recessão, ou então posso também relembrar algumas saídas do líder deste executivo como a alertar aos jovens para a emigração, chamar-nos piegas, entre outros episódios também interessantes.

Mas o que realmente se assiste, e por aqui é que se mede o verdadeiro pulso do país é pelas pessoas, a sua satisfação e os reflexos da nossa economia, e a verdade é que este Governo tem lutado bastante para cada vez mais nos encostar a parede, estamos cada vez mais pobres e cada vez mais sem saída. O IVA que aumentou, a retirada de direitos outrora adquiridos, a taxa de desemprego que a cada trimestre que passa atinge novos máximos históricos e o consumo interno que cada vez mais tem diminuído. Tudo isto está inscrito em dois orçamentos considerados inconstitucionais.

Agora, uma pergunta que se impõe é: E os portugueses, como estão a viver no meio de tudo isto?
Fácil resposta, na rua. Quer no sentido lato por cada vez haver mais pobres mas também pelo povo estar constantemente na rua em protestos. Este Governo como dizia uma jornalista ontem numa peça é o Governo com mais contestação e ainda só conta com dois anos. Vimos a maior manifestação de sempre em 15 de Setembro do ano passado, vimos a CGTP e a UGT unidas numa manifestação geral e já está agendada outra. Os transportes públicos estão muitas vezes em greve. Neste momento há mais um braço-de-ferro entre Governo e professores onde os alunos poderão não ter condições de fazer exames.

E em termos de governabilidade, como estamos? Com uma maioria absoluta de coligação, onde o segundo partido de Governo já ameaçou sair mais que uma vez e que dá constantemente sinais de instabilidade.
Por fim e uma curiosidade, onde vamos parar? Não faço ideia, mas tenho receio que este Governo nos leve à desgraça!