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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sejamos todos crianças

Como todos sabem, hoje é dia mundial da criança.
E com a evolução recente da sociedade, uma pergunta, clara, se coloca. Que futuro terão as crianças de hoje?
Se é verdade que as crianças de hoje, são os adultos de amanhã, é certo também que o futuro reserva demasiadas incertezas para traçar qualquer plano futuro. Qualquer que seja o prognóstico que se faça, será certamente, falhado no seu todo.

Seria pertinente tentar definir o que é criança, mas mesmo isso se torna impossível uma vez que todos somos crianças. Apenas a diferença é sermos mais ou menos lúcidos. Pelos 23 anos que tenho, acriançados é certo, creio que cada vez que evolui-mos (necessariamente) e que descobrimos o que se passa à nossa volta, a criança que existe em nós tende a desvanecer, resumindo-se a laivos rasgos de comportamentos pontuais e nostálgicos.

Mas, concentre-mo-nos nas crianças de hoje.
Aquelas que, algures, não têm acesso a bens básicos de sobrevivência.
Aquelas que, algures, não têm acesso à educação.
Aquelas que, algures, morrem por falta de cuidados de saúde.
Aquelas que, algures, não conseguem ver o mundo além da miséria que os rodeia.
Aquelas que, algures, sonham com um futuro melhor.

O que será destas crianças, hoje, mas principalmente amanhã?
Como poderão estas crianças ter um futuro próspero? Como se poderão elas preparar para o sucesso que anseiam? Como poderão elas alcançar os seus sonhos?

Não estamos, aparentemente, com uma guerra (quem sabe a terceira guerra mundial à vista)?
Não estamos, cada vez mais, num mundo de egoísmo e ganância?
Não estaremos nós, a voltar ao mundo que se exploram crianças (se é que alguma vez o deixamos)?

Nos últimos tempos, principalmente meses, tenho refletido bastante sobre aquilo que são os objetivos de uma pessoa, que têm de passar, obrigatoriamente pela sua essência. 
Essência essa que, na minha ignorância acredito, é aquilo que somos quando nos encontramos nos "tempos de criança". Estes são, (até hoje que tenho 23 anos, mas pelos testemunhos que tenho recebido e procurado), os melhores tempos da nossa existência (sendo certo que não falei com ninguém que por esta vida tivesse já passado).
É na nossa meninice que, sem preocupações, limites ou obstáculos, sonhamos, acreditamos e lutamos. 
É na nossa meninice que queremos virar o mundo, e que sabemos que somos capazes de o fazer.

A consciencialização da realidade, porém, tira-nos esta magia própria daquela idade.

Num nítido esforço que tenho feito para voltar a essas origens que acima referi, deixo aqui um desafio.
Sejamos todos crianças.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Grândola 2


Para melhor tentar perceber o verdadeiro estado do país, ou seja, o estado das pessoas, comprei hoje o jornal e vim a lê-lo em viagem... As pessoas estão mesmo a chegar ao limite!

Depois do 15 de Setembro e de ontem, o Governo tem os dias contados! As pessoas estão na rua, não querem mais esta política, têm-no mostrado de forma cívica, a partir daqui, não sei qual é a alternativa de protesto, mas receio uma revolta humana sem precedentes!

Numa opinião muito sincera, já não sei o que este executivo espera mais para se demitir! Para quem eles governam, já não os querem lá, é difícil compreender?  O estado do país está tal que, nos relatos que o jornal que li teve a oportunidade de recolher eram qualquer coisa como pessoas que entregaram a casa, idosos que vêm as suas reformas reduzir cada vez mais, pais que não sabem se vão conseguir pôr os filhos a estudar, jovens que estão a fazer as malas para emigrar e uma nova "maré"... crianças que ficaram sem mesada porque «a troika e o Governo (passos, relvas e todos os que ali andam» estão a roubar os meus pais e os meus pais estão-me a roubar a mim» . Estas foram as palavras de uma criança ontem em pleno terreiro do paço. Impressionou-me este testemunho!

É suposto em democracia os governantes darem ouvidos ao povo, quando assim não é, o fim pode ser catastrófico, e começo a recear o futuro próximo. Que o Passos Coelho aguente dois anos e meio a ouvir protestos, isso já não me admira, agora, o povo não sei se consegue esperar mais dois anos e meio a ser «roubado».

Porém, este texto surge no seguimento de um outro com o mesmo título (excepto o número) e não é à toa. Uma musica que é tida como hino da liberdade tem sido ultimamente banalizada, mas a verdade é que ontem, arrepiei-me em frente à televisão quando ouvia milhares entoarem aquele que é para mim o verdadeiro símbolo da liberdade nacional, e os arrepios não foram do frio que estava de certeza!

Por isso, deixo aqui uma alternativa ao Governo (é importante não protestar apenas), demitam-se se faz favor!