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quinta-feira, 12 de março de 2015

Se já foste, VEM

Nota-se mesmo que é ano eleitoral, e pelos piores motivos, obviamente.

As pessoas estão cansadas deste sistema, não votam e reprimem ao máximo a classe política, porque em anos como este, tendem-se a fazer promessas irrealistas e a aplicar políticas que vão contra tudo aquilo o que foi aplicado até agora.
Tem sido assim sempre, relembro que por exemplo o último Governo de Sócrates aumentou os funcionários públicos em 2.9% quando a taxa de inflação foi de apenas 1%.

Com isto não quero dizer que as medidas e promessas que são feitas em anos eleitorais não são boas, aliás, costumam, bem pelo contrário, ser excelentes medidas do ponto de vista do cidadão contribuinte. O que irrita esse mesmo contribuinte, é que dá ideia de ser uma esmola ou algo para "calar" as opiniões divergentes...

Este executivo foi, desta vez, longe demais.

Ao longo deste mandato, depois de ter chamado piegas aos portugueses, depois de ter dito que ser-se despedido era uma oportunidade, ainda defendeu a emigração de tantos e tantos jovens. Esta emigração, em 2011, 2012 e 2013 atingiu números bastante comparáveis aos da década de 60.
Esta emigração, agora qualificada, advém de vários fatores, entre os quais a ambição dos jovens, a falta de oportunidades de emprego e também a falta de apoio estatal. Contudo, o Governo de Passos Coelho deu o derradeiro empurrãozinho quando aconselhou os jovens a emigrarem, para adquirirem conhecimento para, posteriormente, o aplicarem em Portugal...
Parece-me uma excelente filosofia, mas se partir da vontade de cada um, e não do Primeiro-Ministro que deve oferecer alento e esperança aos portugueses.

Mas... Sim, porque há sempre um mas, como estamos em ano eleitoral, temos agora o novo programa VEM, que basicamente é um convite aos jovens para voltarem a Portugal que o Estado apoia financeiramente. Parece-me ótimo, devo dizer, mas não depois de o mesmo PM ter convidado os mesmos jovens a sairem. Isso, é gozar com as pessoas, que ambicionam um futuro próspero e que querem construir algo, nomeadamente uma família.

Este, parece ser dos melhores vaiVEM da política nacional.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Uma boa notícia?



O facto de a taxa de desemprego baixar, este trimestre, é realmente uma boa notícia?

Bem, má não é, de todo. Mas temos de olhar para o contexto.
Não vou aqui referir que é por causa da sazonalidade, porque no ano passado a sazonalidade existia na mesma e a taxa de desemprego aumentava. Mas existe este ano, um fenómeno que só há memória nos anos 60, que é a emigração.

Neste sentido, importa olhar outros números, como foram os revelados recentemente sobre o fluxo migratório, onde 120 mil portugueses deixaram o país só este ano.
Estes dados são importantes uma vez que, quem deixa de estar em Portugal, deixa automaticamente de fazer parte das estatísticas do desemprego.

Outros valores que gostaria aqui de salientar, é que hoje, trabalham menos 100 mil pessoas que à um ano atrás, ou seja, quer isto dizer que, para além de contarmos com menos 120 pessoas na idade activa no nosso país, menos 100 mil trabalham, e ainda assim, a taxa de desemprego desce. Preocupante socialmente, no mínimo.

No fundo, a taxa de desemprego, que não passa de estatísticas, diz-nos quanta percentagem de pessoas na idade activa se encontra desempregado, e a receber o subsídio de desemprego. É isto o que nos diz esta taxa, nada mais. E aqui, inclui ainda outro dado interessante de olhar, ao qual não tenho os números, que é as pessoas que deixaram de receber o subsídio e ainda assim continuam desempregadas. Note-se, este factor tem relevo, uma vez que a duração do mesmo (subsídio) é de dois anos, e estamos à dois anos com assistência financeira!

Não obstante de tudo isto, é sempre melhor a taxa de desemprego descer do que subir.