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domingo, 22 de setembro de 2013

Alguma coisa mudará?



Como é sabido por todos, hoje disputam-se eleições legislativas na nossa "patroa" Alemanha. Merkle não terá grandes dificuldades em vencer as eleições.

Contudo, parece que poderá ter de trocar de colegas de coligação. Mas isso, será verdadeiramente discutido após o resultado que hoje for apurado.

O que me interessa a mim, enquanto periférico europeu, enquanto português, é o que mudará na nossa vida com esta eleição. Não gosto desta política de austeridade que tem sido imposta, e por isso fiquei contente quando François Holland venceu em França, mas como uma vitória do género não será possível na Alemanha, temos-nos de contentar com a actual chanceler. Acontece que, por vaidade, esta pode querer ficar na história da UE, tal como um dos melhores europeístas de sempre, Delors. E esta é a nossa única esperança de que a chanceler ajudará, verdadeiramente, a salvar o euro.

Mas não temos visto isso na sua campanha. Nos últimos dias, para conquistar o voto dos indecisos, a chanceler endureceu o tom em relação aos países periféricos, a querer castiga-los. Eu não quero que Portugal sofra mais do que já sofre. A austeridade, como já vimos, não é a solução, e é preciso mudar de política, e Merkle não parece estar disposta a isso.

Por isso, o dia de hoje, o que está em causa é, essencialmente, a Europa e a postura que os alemães têm perante esta! Quero acreditar que, com recurso à sua memória, a Alemanha e os alemães se lembrem que já foi a UE quem os ajudou a reconstruir depois da segunda grande guerra. Os países do sul não sou maus, têm é recursos diferentes!

Também somos europeus, preservem e ajudem a solidificar a Europa, que bem precisa. Como o resultado parece claro uma vitória da chanceler, este artigo espero que sirva de apelo para a sua actividade nos próximos anos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Já somos 28



O projecto europeu está claramente melindrado com a actual crise. Esta, fez o velho continente se dividir em países ricos e países pobres, em norte e sul, entre apoiantes de Merkle, e quem contra ela está. Fez-nos caminhar para um fim anunciado.

Eu sou um europeísta, acho que devemos abraçar este projecto com tudo o que temos, e fazer por ele o que pudermos. Até porque acho que isto nos tem salvado imenso. Mas são claras as suas fragilidades. Entre elas, a admissão de países que não estão minimamente preparados e que só se enganam a eles próprios ao entrarem na união e fragilizam a própria. Portugal foi um desses casos.
Para compreendermos isto, basta ver o nosso défice e a nossa dívida, que estão muito longe dos 3 e 60 por cento respectivamente inscritos nos "requisitos".

Muito são os que contestam a UE no seu todo, e outros tantos os que defendem a saída. Ou seja, os que desvalorizam o projecto.
Mas é muito bom ver países, que em plena crise, querem fazer parte da família, é o caso da Croácia, que desde ontem, é o 28º estado-membro.

Para todos aqueles que ainda criticam a integração europeia, fica aqui o exemplo de um país, que não fazia parte, e que mesmo vendo tudo isto acontecer, este hipotético desmoronamento, querem fazer parte. Somos cada vez mais, e com a ajuda de todos, com a entrega de todos, seremos cada vez mais fortes.

No entanto, a Croácia tem uma taxa de desemprego demasiado elevada, superior à portuguesa, ou seja, está perante uma fragilidade que não convém à própria união, mas mesmo assim a UE expõe-se. Não me parece estrategicamente inteligente.

Depois da crise financeira passar, iremos-nos erguer como um só e falar a uma só voz. Este é o meu desejo e... sê bem-vinda Croácia.